Caso José Claudio e Maria: Investigações segue sem pista de criminosos
do BRASIL NOTICIAS
A Polícia Civil do Pará descartou qualquer relação entre a morte do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, no sábado em Nova Ipixuna, e do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, no início da semana. De acordo com José Humberto de Melo, da delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, o homicídio foi uma ‘infeliz coincidência’.
O corpo do agricultor, que estava desaparecido desde quinta-feira, foi encontrado por um grupo de assentados a 50 metros de uma das estradas vicinais, distante 7 quilômetros do assentamento Praialta/Piranheira, local onde a dupla foi morta. Ele estava caído na mata com uma bala na cabeça. Os assentados avisaram uma equipe do Ibama que fazia inspeção na área e identificou o cadáver.

Investigações segue sem pista de criminosos
"Até prova em contrário, não há relação entre as mortes, mas tudo está sendo investigado", declarou o delegado Silvio Maués, que ao lado de outros colegas da Polícia Civil está em Nova Ipixuna participando das buscas para prender os pistoleiros que mataram o casal. Familiares de Santos contaram aos policiais que o agricultor não tinha nenhuma ligação com movimentos sociais da região, embora conhecesse José Cláudio e Maria.
Neste fim de semana, em reposta ao assassinato do casal, uma operação deflagrada por agentes do Ibama em Nova Ipixuna, no Pará, identificou 14 pontos ilegais de desmatamento na floresta Amazônica, 13 locais de extração clandestina de lenha e madeira, além de 120 fornos utilizados na produção indevida de carvão vegetal.
Ainda segundo o relato, os supostos pistoleiros pararam a moto e um deles abordou um trabalhador que se encontrava no local, pedindo informações de como chegar ao porto do Barroso. O porto é uma das saídas do assentamento em direção ao município de Itupiranga. Eles seguiram viagem. Na quinta-feira, Santos saiu de casa para ir ao mesmo porto comprar peixe, como sempre fazia, mas não retornou ao assentamento.

José Cláudio Ribeiro da Silva
Segundo o coordenador da CPT, a morte do agricultor é a prova de que a polícia, depois de seis dias das mortes dos ambientalistas, sequer tinha investigado as principais rotas de fuga do assentamento que os pistoleiros podem ter usado. "O detalhe é que desde terça-feira um aparato das Polícias Civil, Militar e Federal está vasculhando a região", ironiza Gonçalves.
A Polícia Civil do Pará descartou qualquer relação entre a morte do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, no sábado em Nova Ipixuna, e do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, no início da semana. De acordo com José Humberto de Melo, da delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, o homicídio foi uma ‘infeliz coincidência’.
O corpo do agricultor, que estava desaparecido desde quinta-feira, foi encontrado por um grupo de assentados a 50 metros de uma das estradas vicinais, distante 7 quilômetros do assentamento Praialta/Piranheira, local onde a dupla foi morta. Ele estava caído na mata com uma bala na cabeça. Os assentados avisaram uma equipe do Ibama que fazia inspeção na área e identificou o cadáver.
Investigações segue sem pista de criminosos
"Até prova em contrário, não há relação entre as mortes, mas tudo está sendo investigado", declarou o delegado Silvio Maués, que ao lado de outros colegas da Polícia Civil está em Nova Ipixuna participando das buscas para prender os pistoleiros que mataram o casal. Familiares de Santos contaram aos policiais que o agricultor não tinha nenhuma ligação com movimentos sociais da região, embora conhecesse José Cláudio e Maria.
Neste fim de semana, em reposta ao assassinato do casal, uma operação deflagrada por agentes do Ibama em Nova Ipixuna, no Pará, identificou 14 pontos ilegais de desmatamento na floresta Amazônica, 13 locais de extração clandestina de lenha e madeira, além de 120 fornos utilizados na produção indevida de carvão vegetal.
Ainda segundo o relato, os supostos pistoleiros pararam a moto e um deles abordou um trabalhador que se encontrava no local, pedindo informações de como chegar ao porto do Barroso. O porto é uma das saídas do assentamento em direção ao município de Itupiranga. Eles seguiram viagem. Na quinta-feira, Santos saiu de casa para ir ao mesmo porto comprar peixe, como sempre fazia, mas não retornou ao assentamento.
José Cláudio Ribeiro da Silva
Segundo o coordenador da CPT, a morte do agricultor é a prova de que a polícia, depois de seis dias das mortes dos ambientalistas, sequer tinha investigado as principais rotas de fuga do assentamento que os pistoleiros podem ter usado. "O detalhe é que desde terça-feira um aparato das Polícias Civil, Militar e Federal está vasculhando a região", ironiza Gonçalves.
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