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Presidente Dilma é questionada por receber Bono e recusar visita de Nobel da Paz

do BRASIL NOTICIAS


Se recebesse a Prêmio Nobel da Paz e advogada iraniana, Shirin Ebadi, a presidente Dilma Rousseff demonstraria ao mundo que apoia a bandeira dos direitos humanos, avalia o vice-líder do PSDB na Câmara, o deputado federal sul-mato-grossense Reinaldo Azambuja. Os tucanos reforçaram a importância de a petista recepcionar a premiada, símbolo da luta pelas minorias, mulheres e crianças.


As comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Direitos Humanos e Minorias fizeram uma reunião com a iraniana, em Brasília, para discutir a política externa brasileira.





Convencidos da importância de ouvir a experiência da advogada, os tucanos apresentaram uma Moção de Repúdio à recusa da presidente.


Eles pediram a intercessão das presidências das comissões junto ao Itamaraty e ao Planalto para que o encontro fosse realizado. Para Nogueira, a reunião confirmaria a posição brasileira em defesa dos direitos humanos, das liberdades individuais e do Estado democrático.


O líder Duarte Nogueira (SP) condena a política externa do ex-presidente Lula, que se aproximou de forma perigosa de países ditatoriais.


Dilma prometera na campanha romper com a estratégia. Segundo Nogueira, a mudança de postura sinalizada por Dilma corresponde aos anseios da população, que não aceita a violação dos direitos humanos. E acrescenta que receber Ebadi seria a demonstração definitiva de que a presidente caminha em outra direção.


“No governo Lula, a política externa estava cheia de afinidades ideológicas e de interesse pelo protagonismo internacional, colocando em segundo plano a defesa dos direitos humanos e dos valores democráticos”, lembrou. Na opinião do tucano, o pensamento da iraniana é semelhante ao do brasileiro.


Para Azambuja o debate não é político, mas sim contra a violência. “Quem encontrou tempo para atender a cantora Shakira e receber o cantor Bono Vox (da banda U2), mesmo convalescente de uma pneumonia, pode reservar 10 minutos para simbolizar definitivamente que o Brasil não tolera a violação dos direitos das pessoas”, afirmou.

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