Morre o jornalista Rodolfo Fernandes
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O corpo do jornalista Rodolfo Fernandes foi cremado no Rio de Janeiro. O velório começou no cemitério Memorial do Carmo, no Caju (Zona Norte). Políticos, artistas, amigos e colegas de trabalho compareceram no local. Rodolfo morreu aos 49 anos, após uma luta de dois anos contra a esclerose lateral amiotrófica. Apesar de sofrer de insuficiência respiratória, o diretor de redação do jornal "O Globo" trabalhou até esta quinta-feira. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio. O vice-presidente das Organizações Globo, José Roberto Marinho, manifestou sua admiração pelo colega. "Rodolfo era um exemplo de ética, de postura, uma pessoa queridíssima de todo mundo, que só deixa boas lembranças. Uma pessoa que soube cultivar as amizades e fazer do jornalismo essa profissão séria que a gente gosta que seja assim", disse.
Nas dezenas de depoimentos a respeito de Rodolfo publicadas em O Globo as expressões mais repetidas, depois de “talento”, são as sinonímias de “leveza” e “suavidade”. Rodolfo Fernandes aperfeiçoou no Globo o que há de melhor no jornalismo brasileiro: o humanismo, a solidariedade e, sempre que possível, o bom humor. Não por acaso ele valorizou o trabalho de profissionais como Chico Caruso, Ancelmo Gois e Chico Otávio. Não por acaso ele se fez cercar de pessoas como Ascânio Seleme, José Casado, Aluizio Maranhão e, entre outros, Luiz Antônio Novaes, no comando da redação.

"Morreu um santo da minha profissão no sentido cristão de quem desempenha uma obra admirável em vida", disse o colunista Ancelmo Gois. "Perdi um irmão.Conheci poucos com tão elevado sentimento de amizade e generosidade, que distribuía igualmente para reis e plebeus."
Certa vez, ele se viu na contingência de demitir um amigo, o colunista Ricardo Boechat, que caíra em uma armadilha de empresários torpes. Em um grampo, o colunista fora flagrado falando mal dos patrões algo que, como se sabe, é mais comum que ver televisão antes de dormir. Rodolfo cumpriu a obrigação, mas isso nunca afetou a pelada que, religiosamente, ele e Boechat jogavam na praia todo sábado — enquanto a esclerose lateral amiotrófica que o dominava gradativamente permitiu.
O jornalista iniciou na carreira aos 16 anos de idade na "Tribuna da Imprensa". Passou pelo "Última Hora", "Jornal de Brasília", "Folha de S. Paulo" e "Jornal do Brasil". Entrou no "Globo" em 1989 .

Rodolfo deixa a mulher, Maria Silvia Bastos Marques, o filho Felipe e a filha Letícia, ambos do primeiro casamento, com Sandra Fernandes.
O corpo do jornalista Rodolfo Fernandes foi cremado no Rio de Janeiro. O velório começou no cemitério Memorial do Carmo, no Caju (Zona Norte). Políticos, artistas, amigos e colegas de trabalho compareceram no local. Rodolfo morreu aos 49 anos, após uma luta de dois anos contra a esclerose lateral amiotrófica. Apesar de sofrer de insuficiência respiratória, o diretor de redação do jornal "O Globo" trabalhou até esta quinta-feira. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio. O vice-presidente das Organizações Globo, José Roberto Marinho, manifestou sua admiração pelo colega. "Rodolfo era um exemplo de ética, de postura, uma pessoa queridíssima de todo mundo, que só deixa boas lembranças. Uma pessoa que soube cultivar as amizades e fazer do jornalismo essa profissão séria que a gente gosta que seja assim", disse.
Nas dezenas de depoimentos a respeito de Rodolfo publicadas em O Globo as expressões mais repetidas, depois de “talento”, são as sinonímias de “leveza” e “suavidade”. Rodolfo Fernandes aperfeiçoou no Globo o que há de melhor no jornalismo brasileiro: o humanismo, a solidariedade e, sempre que possível, o bom humor. Não por acaso ele valorizou o trabalho de profissionais como Chico Caruso, Ancelmo Gois e Chico Otávio. Não por acaso ele se fez cercar de pessoas como Ascânio Seleme, José Casado, Aluizio Maranhão e, entre outros, Luiz Antônio Novaes, no comando da redação.
"Morreu um santo da minha profissão no sentido cristão de quem desempenha uma obra admirável em vida", disse o colunista Ancelmo Gois. "Perdi um irmão.Conheci poucos com tão elevado sentimento de amizade e generosidade, que distribuía igualmente para reis e plebeus."
Certa vez, ele se viu na contingência de demitir um amigo, o colunista Ricardo Boechat, que caíra em uma armadilha de empresários torpes. Em um grampo, o colunista fora flagrado falando mal dos patrões algo que, como se sabe, é mais comum que ver televisão antes de dormir. Rodolfo cumpriu a obrigação, mas isso nunca afetou a pelada que, religiosamente, ele e Boechat jogavam na praia todo sábado — enquanto a esclerose lateral amiotrófica que o dominava gradativamente permitiu.
O jornalista iniciou na carreira aos 16 anos de idade na "Tribuna da Imprensa". Passou pelo "Última Hora", "Jornal de Brasília", "Folha de S. Paulo" e "Jornal do Brasil". Entrou no "Globo" em 1989 .
Rodolfo deixa a mulher, Maria Silvia Bastos Marques, o filho Felipe e a filha Letícia, ambos do primeiro casamento, com Sandra Fernandes.
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