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Casal gay é agredido em São Paulo

do BRASIL AGORA


Um casal de homossexuais afirma ter sido agredido em frente a um restaurante da Rua Fernando de Albuquerque, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A agressão ocorreu na madrugada de sábado (1º) quando o casal saía de um bar. O analista fiscal Marcos Paulo Villa, 32 anos, e o namorado, um coordenador financeiro de 32 anos que preferiu não se identificar, foram espancados. O coordenador financeiro teve a perna quebrada e o lábio aberto por causa dos socos. No domingo (2), os dois gays ainda reclamavam de muitas dores pelo corpo.


O casal estava com uma amiga no Sonique Bar. Ela foi assediada por dois homens. Segundo Villa, os agressores, com idades entre 25 e 30 anos, voltaram a assediar a moça e começaram a provocar a ele e ao namorado em um posto de combustíveis que fica na esquina das ruas Bela Cintra e Fernando de Albuquerque, chamando-os de “viados”. Villa, então, pediu para que eles parassem com as provocações e atravessou a rua, em direção à sua casa, na Rua da Consolação. Os dois agressores, então, foram atrás do casal e continuaram com as provocações.


"Eram mais de 4h. A gente tinha acabado de sair do Sonique Bar, na Rua Bela Cintra. Eles nos seguiram até um posto de gasolina, que fica perto e, na loja de conveniência, começaram a nos chamar de viados? e dizer que tínhamos de morrer. Depois, do outro lado da rua, um dos agressores partiu para cima de mim e o outro começou a bater no meu namorado, que caiu desacordado depois de tomar um chute na cabeça. Fiquei desesperado, achei que ele tinha morrido", contou Villa.


De acordo com as vítimas, os agressores também estavam no bar. "Eles tentaram se aproximar de duas amigas nossas, mas nem chegamos a conversar. Não houve discussão nenhuma. Depois, na saída, foram atrás da gente. No começo, tentei argumentar. Disse que eles eram jovens e poderiam, um dia, ter um filho gay. Mas parece que eles saíram de casa para arrumar briga mesmo", afirmou o analista fiscal.


O casal, que está junto há quatro anos, mora na região e foi socorrido por amigos.


"Os policiais nem foram atrás. Disseram que não daria para identificar os agressores porque eles não tinham estereótipo de punks ou skinheads. Mas nós também não temos estereótipo de gays. Estamos sempre na nossa, sem chamar a atenção, com medo de passar por uma situação absurda dessas", disse.


“Nunca tinha visto nada semelhante, a gente nunca acha que vai acontecer com a gente. Primeiro, porque não somos estereotipados. Se aconteceu com a gente, pode acontece com qualquer um”, disse Villa.


As vítimas tentaram registrar o caso na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que não funciona aos fins de semana. No domingo, elas foram ao 78º DP, nos Jardins. “O que pudermos fazer para isso parar, vamos fazer”, disse Villa.

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