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Tráfico de drogas, Municipios e Prevenção

CÉSAR MAIA





Comentárista de Politica, do BRASIL NOTICIAS
Politico Brasileiro
Economista


Apresentação de Cesar Maia na cidade do México, em reunião da ODCA (05).


1. Na sessão inaugural da ONU, Obama tratou do Afeganistão, Iraque, Palestina, Líbia, Tunísia, Egito, Síria, Iêmen, Costa do Marfim e outros conflitos, só não tratou da tragédia latino-americana do tráfico de drogas. Ban Ki-moon, simultaneamente, publicou artigo em vários jornais do mundo. Tratou da agenda global em 5 etapas: desenvolvimento sustentável, prevenção para a paz, defesa da democracia, apoiar transição nos países árabes e apoio as mulheres e jovens. Só não tratou de nossa tragédia. Dilma, presidente do Brasil, tratou de um novo Estado Palestino, da falta de coragem política dos governantes para enfrentar a crise europeia. Só não tratou de nossa tragédia.


2. São 420 mil homicídios por ano no mundo. 130 mil na América Latina. 9% da população mundial e 31% dos homicídios. No Brasil são 44 mil, fica na média da AL de 23 homicídios por 100 mil habitantes. Honduras 82, El Salvador 66, Venezuela 49, Belize 42, Colômbia 33, México 18... O crime é cada vez mais juvenil. No Brasil, entre 15 e 24 anos (18% da população), 40% das mortes nesta faixa de idade são homicídios. Nas demais idades 1,8%.


3. No Sudeste do Brasil os homicídios caíram pela metade nos últimos 10 anos. No Nordeste, mais pobre, mais que duplicou, cresceram 110%. A razão: o corredor de exportação de cocaína para a Europa é agora pela África ocidental, frontal ao Nordeste. A taxa de homicídios de jovens em Alagoas -nordeste- é de 125/100 mil jovens. Em Maceió, sua capital, é de 250.


4. Nas comunidades onde a violência criou uma situação de anomia, a equação inverteu. Não é a pobreza que induz a criminalidade, mas é a criminalidade que induz a pobreza. Isso se mede pelo desemprego e pela evasão escolar. Um jovem -quando se incorpora ao tráfico de drogas, que no caso do Brasil se caracteriza pelo varejo,- muito dificilmente se reintegra.


5. Nesse sentido, as ações dos governos municipais devem ser preventivas. Prevenção primária, secundária e terciária. Primária é a retenção do jovem na escola, tornando-a mais atrativa e menos seletiva. Destaco Paulo Freire e Darcy Ribeiro com o sistema de ciclos. Destaco também a importância da pré-escola (4 e 5 anos), que insere a criança no mundo da disciplina e da ordem e desenvolve sua atenção a comunicação oral. Isso eleva a escolaridade posterior. Prevenção Secundária são os programas voltados para o grupo de risco, os jovens, através do esporte e das artes que provocam a sensação de mobilidade social. E a volta à escola para os que se evadiram, com cursos curtos de formação.


6. A prevenção terciária é a prevenção às drogas nas escolas, nas comunidades, incluindo a família, com dados que permitam identificar sinais iniciais. A mãe, especialmente. No Rio, em mais da metade das famílias pobres o chefe da família é a mulher. E, finalmente, ordem urbana em relação às posturas municipais na ocupação das ruas, incluindo o trânsito.


7. Claro, cabendo às autoridades nacionais e estaduais/provinciais a repressão eficaz ao crime organizado. Bogotá e Medellín mostraram isso: a sinergia entre uma ação policial eficaz contra o crime organizado e as políticas sociais preventivas e inclusivas. A eficácia e simultaneidade de ambas reduziu e reduzirá os prazos para que essa tragédia saia progressivamente de nossos palcos.


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A TERCEIRIZAÇÃO DAS MILÍCIAS!


(ex-delegado YY) "Um serviço prestado por policiais através de uma organização como ninjas pretas, tem sido importante para a expansão das milícias. Essa organização recebe o pedido de milícias para que uma comunidade seja desocupada retirando de lá os traficantes, limpando e entregando a comunidade à milícia contratante. O serviço é feito com roupa ninja preta, mas com pessoal e armamento policial. Serviço pronto, o pagamento é feito proporcional à importância e localização da comunidade. Por uma razão ou outra alguns destes policiais estão presos. Não necessariamente por estes "serviços". Uso de terceirizações pelo crime organizado é considerado um terceiro grau do crime organizado e o mais preocupante de todos. Vide México."


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OS RISCOS DO VOTO EM LISTA NO BRASIL!


(RL) Estudei casos de voto em lista em vários países com exclusão dos países desenvolvidos. Deve-se chamar a atenção para o fato que os ricos e poderosos, em geral, compram os primeiros lugares na lista, desvirtuando o caráter democrático da eleição. A proposta do PT é uma ameaça aos pobres com o poder econômico dos ricos.


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MARCO AURÉLIO GARCIA ATACA OUTRA VEZ!


(Estado de SP, 06) Em declarações ao Estado, o assessor especial do Palácio do Planalto para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o governo brasileiro vê a situação da Líbia ainda com muita desconfiança. "A situação não está resolvida ainda e pode ser muito perigosa", disse. Garcia lembrou que os combatentes do CNT ainda não tomaram Sirte, reduto de Kadafi, e não há um cenário claro sobre o futuro da Líbia.


* * *


CARGA TRIBUTÁRIA NA ARGENTINA E NOS PRINCIPAIS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA!


1. Na Argentina, a pressão tributária efetiva (PTE) vem crescendo de maneira sustentada desde 2003, passando de uns 22% do PIB, na década dos 90, para 34,5% em 2010 (tributos nacionais, estaduais e municipais). No último ano, a Argentina alcançou o nível do Brasil em PTE, inclusive superando-o em mais de 2 pontos, com o "imposto inflação". Localiza-se assim no patamar mais alto de pressão tributária da América Latina.


2. PTE consolidada nacional, estadual, municipal. Anos 90 até 2001: 22% do PIB com pouca oscilação sobre essa média. 2002: 20,7% do PIB \ 2003: 24,3% do PIB \ 2004: 27,3% do PIB \ 2005: 27,8% do PIB \ 2006: 28,4% do PIB \ 2007: 30,1% do PIB \ 2008: 31,8% do PIB \ 2009: 32,5% do PIB \ 2010: 34,5% do PIB.


3. Se se considera exclusivamente a pressão tributária sobre a produção de bens com destino o mercado interno, o Brasil tem a maior carga com 41,1%, seguido da Argentina com 38,5%, do Chile com 31%, do Peru com 29,7%, e México com 27,7%. A carga tributária sobre a Indústria, a Argentina e o Brasil lideram com 37,6%, seguidos do Chile com 28,6%, do Peru com 27,3% e do México com 25%. Os Estados Unidos têm carga tributária sobre a Indústria de 24,3%. Sobre os bens Industriais de Exportação, Argentina lidera com 33,2%, seguida do Brasil com 22,3%, Chile 17,5%, Peru 16,6%, México 16,6%.


4. Em 2008, a Carga Tributária Total (PTE) era de 36% do PIB no Brasil, 31,8% na Argentina, 21% no Chile, 21% no México, 18% no Peru. Nos Estados Unidos 27% do PIB.

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