Caso Ceci Cunha: 13 Anos depois vai a juri Popular
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13 Anos Depois: Morte de deputada vai a juri Popular.
A defesa dos acusados de matar a deputada federal Ceci Cunha, em 16 de dezembro de 1998, em Alagoas, tentou mudar a versão sobre a participação do principal suspeito do crime - o então suplente da deputada na época do ocorrido, o médico Talvane Albuquerque. Os advogados dos réus acusam as polícias civis e federal de tortura e afirmam que Talvane não tinha interesse na morte de Ceci. Segundo o advogado Welton Roberto, o principal interessado na morte da deputada era o então governador de Alagoas, Manoel Gomes de Barros, conhecido como Mano. Ceci teria se recusado a ser vice na chapa dele ao governo do estado. Mano era candidato à reeleição.
Manoel Gomes de Barros
No segundo dia dos três previstos para o julgamento dos acusados da morte da parlamentar, um dos supostos pistoleiros, Jadielson Barbosa da Silva, chorou em plenário, ao negar o crime.
Os outros acusados - e assessores do deputado, assim como Jadielson -, Alécio César Alves e José Alexandre dos Santos, acusaram as polícias de prática de tortura durante os depoimentos prestados para o esclarecimento do caso. E citaram o nome do senador - e então ministro da Justiça na época - Renan Calheiros, como o responsável pela autorização do uso de violência.
Segundo eles, foram usados lençóis nas sessões de tortura, além de cabos de vassouras introduzidos no ânus e pancadas no corpo.
"Vamos colocar todos na cena do crime", disse o advogado de acusação, José Fragoso, contestando a versão dos réus. Ele chamou as acusações de tortura de “mentirosas”.
O juiz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Nicolau Lupiannes, acompanha o julgamento a pedido da corregedora nacional do CNJ, ministra Eliana Calmon.
Titular da 1ª Vara Federal em Alagoas, o juiz André Luís Maia Tobias Granja, que preside o julgamento dos acusados de participar do assassinato da deputada alagoana Ceci Cunha e de três de seus familiares também teve sua família vítima de crime de mando.
Em junho de 1982, seu pai, o jornalista e advogado Francisco Guilherme Tobias Granja, com passagens por redações das revistas à Época, como Manchete, Fatos & Fotos e O Cruzeiro, foi assassinado com um tiro na nuca. Dois homens participaram da execução, contratados pelo empresário Dagoberto Calheiros. O assassinato foi cometido quando Tobias Granja deixava seu escritório de advocacia, no Centro de Maceió, no fim da tarde de sábado.
Segundo a Justiça, o assassinato foi encomendado porque a vítima defendeu um acusado de homicídios contra integrantes da família Calheiros, o ex-cabo da Polícia Militar José Henrique da Silva - e obteve a absolvição do cliente.
O crime repercutiu no País e as investigações apontaram Napoleão José da Silva como o responsável. Inicialmente, ele disse ter cometido o homicídio sozinho. Depois, apontou Calheiros como mandante e outro pistoleiro, Manoel Pedro dos Santos, conhecido como Bigode, como executor.
Mais tarde, no julgamento, negou ter participado do crime - e alegou ter sido torturado por policiais para confessar. Calheiros foi condenado a 12 anos de prisão. Silva e Santos, a 18. O juiz André Granja, de 36 anos, tinha 7 anos quando ocorreu o crime.
Apesar da suspeita de parte da opinião pública alagoana de que o histórico familiar do magistrado pudesse interferir no julgamento, Granja tentou demonstrar isenção. Ainda antes dos depoimentos e interrogatórios, na manhã de ontem (segunda-feira), ele elogiou publicamente a conduta dos advogados de defesa dos cinco acusados pela chacina.
"O processo está na minha mão há pouco mais de três meses e desde a chegada não houve nenhum tipo de incidente protelatório por parte da defesa", afirmou.
"Garanto que os acusados terão direito a ampla defesa."
Com informações Agência O Globo.
13 Anos Depois: Morte de deputada vai a juri Popular.
A defesa dos acusados de matar a deputada federal Ceci Cunha, em 16 de dezembro de 1998, em Alagoas, tentou mudar a versão sobre a participação do principal suspeito do crime - o então suplente da deputada na época do ocorrido, o médico Talvane Albuquerque. Os advogados dos réus acusam as polícias civis e federal de tortura e afirmam que Talvane não tinha interesse na morte de Ceci. Segundo o advogado Welton Roberto, o principal interessado na morte da deputada era o então governador de Alagoas, Manoel Gomes de Barros, conhecido como Mano. Ceci teria se recusado a ser vice na chapa dele ao governo do estado. Mano era candidato à reeleição.
Manoel Gomes de Barros
No segundo dia dos três previstos para o julgamento dos acusados da morte da parlamentar, um dos supostos pistoleiros, Jadielson Barbosa da Silva, chorou em plenário, ao negar o crime.
Os outros acusados - e assessores do deputado, assim como Jadielson -, Alécio César Alves e José Alexandre dos Santos, acusaram as polícias de prática de tortura durante os depoimentos prestados para o esclarecimento do caso. E citaram o nome do senador - e então ministro da Justiça na época - Renan Calheiros, como o responsável pela autorização do uso de violência.
Segundo eles, foram usados lençóis nas sessões de tortura, além de cabos de vassouras introduzidos no ânus e pancadas no corpo.
"Vamos colocar todos na cena do crime", disse o advogado de acusação, José Fragoso, contestando a versão dos réus. Ele chamou as acusações de tortura de “mentirosas”.
O juiz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Nicolau Lupiannes, acompanha o julgamento a pedido da corregedora nacional do CNJ, ministra Eliana Calmon.
Pai Assasinado
Juiz que preside julgamento teve pai Assasinado.
Titular da 1ª Vara Federal em Alagoas, o juiz André Luís Maia Tobias Granja, que preside o julgamento dos acusados de participar do assassinato da deputada alagoana Ceci Cunha e de três de seus familiares também teve sua família vítima de crime de mando.
Em junho de 1982, seu pai, o jornalista e advogado Francisco Guilherme Tobias Granja, com passagens por redações das revistas à Época, como Manchete, Fatos & Fotos e O Cruzeiro, foi assassinado com um tiro na nuca. Dois homens participaram da execução, contratados pelo empresário Dagoberto Calheiros. O assassinato foi cometido quando Tobias Granja deixava seu escritório de advocacia, no Centro de Maceió, no fim da tarde de sábado.
Segundo a Justiça, o assassinato foi encomendado porque a vítima defendeu um acusado de homicídios contra integrantes da família Calheiros, o ex-cabo da Polícia Militar José Henrique da Silva - e obteve a absolvição do cliente.
O crime repercutiu no País e as investigações apontaram Napoleão José da Silva como o responsável. Inicialmente, ele disse ter cometido o homicídio sozinho. Depois, apontou Calheiros como mandante e outro pistoleiro, Manoel Pedro dos Santos, conhecido como Bigode, como executor.
Mais tarde, no julgamento, negou ter participado do crime - e alegou ter sido torturado por policiais para confessar. Calheiros foi condenado a 12 anos de prisão. Silva e Santos, a 18. O juiz André Granja, de 36 anos, tinha 7 anos quando ocorreu o crime.
Apesar da suspeita de parte da opinião pública alagoana de que o histórico familiar do magistrado pudesse interferir no julgamento, Granja tentou demonstrar isenção. Ainda antes dos depoimentos e interrogatórios, na manhã de ontem (segunda-feira), ele elogiou publicamente a conduta dos advogados de defesa dos cinco acusados pela chacina.
"O processo está na minha mão há pouco mais de três meses e desde a chegada não houve nenhum tipo de incidente protelatório por parte da defesa", afirmou.
"Garanto que os acusados terão direito a ampla defesa."
Com informações Agência O Globo.
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