Caso Eloá: As polêmicas declarações
do BRASIL NOTICIAS
O Brasil Noticias mostra as polêmicas declarações do julgamento de Lindemberg Alves, de 25 anos, condenado a 98 anos e 10 meses por 12 crimes, entre eles a morte de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos.
"Ele é a bola da vez porque ele é pobre. Ele não tinha respaldo como o Pimenta Neves teve para aguardar a decisão da Justiça em prisão domiciliar como o Pimenta Neves. Ele é morador de periferia.", disse Ana Lúcia Assad, em defesa de Lindemberg Alves.
"Ele estava num grau de estresse, pressionado pela mídia. Ele não teve um minuto para tomar a decisão correta. O telefone dele não parava de tocar. Eu sei bem o que é isso. A imprensa não para de me ligar, nem quando estou no Tribunal do Júri.", alegou.
"Judicialmente, não posso colocar imprensa e PM ao lado dele. Mas moralmente, eu posso. Esse caso só é esse caso por causa da repercussão da mídia. Eu acho que não deveria ter algo mais importante para eles noticiarem. Mas isso é só um desabafo."
"Não vou santificá-lo ou canonizá-lo. Ele tomou decisões erradas e tem que pagar, mas com uma medida justa. Não como um bode expiatório.A defesa não está pedindo para absolvê-lo, que ele tem que sair daqui de mãos dadas comigo, absolvido, e dar entrevistas a imprensa."
"Peço que os senhores condenem o Lindemberg pelo homicídio culposo, pois ele não desejou o resultado. Ele sofre pela morte dela.", disse a advogada aos jurados.
"Enxerguem esse rapaz como um parente dos senhores, pois ele não é bandido.", disse a advogada aos jurados.
"No meu ponto de vista, há dois co-responsáveis por este processo. Alguns membros da imprensa e alguns policiais."
"Ele não tentou matar a Nayara. Ele se assustou e atirou. Condenem-o pela lesão corporal culposa."
"Ele não é marginal ou um criminoso. Os senhores [jurados] são pessoas de bem, assim como Lindemberg. Peço que o enxerguem como um irmão, pai dos senhores, um amigo. Ele não é bandido. Ele confessou que atirou em Eloá. Lindemberg é apaixonado por Eloá. Foi o grande e único amor da vida dele. Tanto é que ele não recebe visita íntima porque ele não quer ter outra mulher."
"Eu estava armado porque dias antes eu recebi ameaças pelo telefone. Era para garantir a minha segurança."
"Estávamos conversando os três no sofá. Infelizmente aconteceram algumas reações. A polícia estourou a porta e eu tomei um susto. Ela ameaçou um movimento e eu infelizmente atirei. Pensei que ela pudesse vir para cima de mim. Eu vi o movimento e atirei. Foi tudo muito rápido.", disse Lindemberg em sua defesa.
"Mandei os três saírem do apartamento porque eu queria conversar com ela sozinho, mas eles não quiseram."
"Pode ser chocante o que eu vou dizer aqui. Foi uma vida que se foi, mas, de alguma maneira, levamos na brincadeira aquilo tudo. É difícil dizer isso."
"Quero pedir perdão para a mãe dela em público, porque eu entendo a dor dela.", disse Lindemberg Alves.
"É esse rapazinho, bonzinho, coitadinho, arrependido, que veio aqui pedir perdão, ele fez um pedido sincero em frente à mídia, mas ele é uma pessoa que simula e é dissimuladora.", disse a promotora, Daniela Hashimoto, sobre Lindemberg Alves.
"Se fosse um pouco mais esperto ou orientado poderia ter dito que foi ao apartamento armado porque temia a reação dos pais de Eloá porque Eloá teria dito que apanhou dele [Lindemberg] dias antes."
"Coloquem-se no papel das vítimas.", disse a promotora aos jurados.
"Ele atirou na Nayara e manteve cárcere privado das vítimas. Prova disso é que chegou a colocar arma na cabeça dela."
"Lindemberg finge ser um cidadãozinho, um coitadinho, um bobinho... Ele teve todas as garantias para se entregar e não o fez porque estava determinado a matar Eloá."
"A perícia comprovou que a Nayara foi atingida por um projétil de calibre 32. Só o Lindemberg tinha essa arma no dia dos fatos."
"Eloá para ele não era mais do que um objeto. Ele tinha ódio dela."
"O contexto de ameaça em torno de Eloá já é um fator impeditivo. A coação psicológica que as três vítimas descreveram serviu para mantê-las no apartamento. Eles não iriam deixar a amiga com Lindemberg sabendo o que ele poderia fazer."
"Um cidadão de bem iria blefar para o GATE?”, perguntou Daniela, referindo-se ao Grupo de Ações Táticas Especiais da polícia. Segundo a promotora, no momento da invasão, Eloá teria feito um movimento de encolher-se no sofá e não de se levantar, como afirmou o réu em depoimento.
"Precisamos dar um basta a essa banalização da violência."
"As famílias das vítimas, principalmente da Eloá, tiveram um conforto, uma resposta de combate à impunidade, mas com certeza não vai suprir."
"Não são 90 anos de prisão que vão trazer a Eloá de volta ou solucionar os problemas causados às demais vítimas."
"Ele mostrou sua personalidade manipuladora, exatamente quem ele é. Ficou claro que ele cometeu os crimes por vingança."
"Ele só quis limpar a barra dele.", disse se referindo a Lindemberg Alves.
"Monstro, não. Ele simplesmente matou a minha filha. Vejo ele como um assassino. Ele matou."
"Tenho medo que meus filhos vinguem a morte da irmã"
"Foi feita justiça, sim, porque ele vai ficar preso para refletir para nunca mais fazer com outra pessoa."
"Agradeço primeiro a Deus pelo que ocorreu hoje. Se não fosse Ele, não sei o que seria de mim."
"Os jurados estão prestando atenção e não esboçaram nenhuma reação de dúvida. Tenho certeza de que ele será condenado em todos os crimes."
"Lindemberg demonstrou frieza, maneira calculista, maneira sorrateira. O que nós percebemos é uma série de mentiras, de falácias, de engôdos. Ele procurou enganar a todos."
"Vamos mostrar tudo, inclusive que ele é mentiroso. Em dado momento, ele disse que deu tiro na Eloá quando ouviu estrondo e viu que ela estava se levantando. Mas o laudo mostra um tiro de cima para baixo. Ela estava deitada. E ele diz que não se lembra de ter atirado na Nayara, o que é mentira também, porque ele atirou, viu que ela, pobrezinha, mostrou o rosto ao ver a sua colega vitimada e ele deu um tiro no rosto da menina."
"Ele tenta se justificar pedindo perdão à mãe, isso não basta."
O Brasil Noticias mostra as polêmicas declarações do julgamento de Lindemberg Alves, de 25 anos, condenado a 98 anos e 10 meses por 12 crimes, entre eles a morte de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos.
Ana Lúcia Assad
"Ele é a bola da vez porque ele é pobre. Ele não tinha respaldo como o Pimenta Neves teve para aguardar a decisão da Justiça em prisão domiciliar como o Pimenta Neves. Ele é morador de periferia.", disse Ana Lúcia Assad, em defesa de Lindemberg Alves.
"Ele estava num grau de estresse, pressionado pela mídia. Ele não teve um minuto para tomar a decisão correta. O telefone dele não parava de tocar. Eu sei bem o que é isso. A imprensa não para de me ligar, nem quando estou no Tribunal do Júri.", alegou.
"Judicialmente, não posso colocar imprensa e PM ao lado dele. Mas moralmente, eu posso. Esse caso só é esse caso por causa da repercussão da mídia. Eu acho que não deveria ter algo mais importante para eles noticiarem. Mas isso é só um desabafo."
"Não vou santificá-lo ou canonizá-lo. Ele tomou decisões erradas e tem que pagar, mas com uma medida justa. Não como um bode expiatório.A defesa não está pedindo para absolvê-lo, que ele tem que sair daqui de mãos dadas comigo, absolvido, e dar entrevistas a imprensa."
"Peço que os senhores condenem o Lindemberg pelo homicídio culposo, pois ele não desejou o resultado. Ele sofre pela morte dela.", disse a advogada aos jurados.
"Enxerguem esse rapaz como um parente dos senhores, pois ele não é bandido.", disse a advogada aos jurados.
"No meu ponto de vista, há dois co-responsáveis por este processo. Alguns membros da imprensa e alguns policiais."
"Ele não tentou matar a Nayara. Ele se assustou e atirou. Condenem-o pela lesão corporal culposa."
"Ele não é marginal ou um criminoso. Os senhores [jurados] são pessoas de bem, assim como Lindemberg. Peço que o enxerguem como um irmão, pai dos senhores, um amigo. Ele não é bandido. Ele confessou que atirou em Eloá. Lindemberg é apaixonado por Eloá. Foi o grande e único amor da vida dele. Tanto é que ele não recebe visita íntima porque ele não quer ter outra mulher."
Lindemberg Alves
"Eu estava armado porque dias antes eu recebi ameaças pelo telefone. Era para garantir a minha segurança."
"Estávamos conversando os três no sofá. Infelizmente aconteceram algumas reações. A polícia estourou a porta e eu tomei um susto. Ela ameaçou um movimento e eu infelizmente atirei. Pensei que ela pudesse vir para cima de mim. Eu vi o movimento e atirei. Foi tudo muito rápido.", disse Lindemberg em sua defesa.
"Mandei os três saírem do apartamento porque eu queria conversar com ela sozinho, mas eles não quiseram."
"Pode ser chocante o que eu vou dizer aqui. Foi uma vida que se foi, mas, de alguma maneira, levamos na brincadeira aquilo tudo. É difícil dizer isso."
"Quero pedir perdão para a mãe dela em público, porque eu entendo a dor dela.", disse Lindemberg Alves.
Daniela Hashimoto
"É esse rapazinho, bonzinho, coitadinho, arrependido, que veio aqui pedir perdão, ele fez um pedido sincero em frente à mídia, mas ele é uma pessoa que simula e é dissimuladora.", disse a promotora, Daniela Hashimoto, sobre Lindemberg Alves.
"Se fosse um pouco mais esperto ou orientado poderia ter dito que foi ao apartamento armado porque temia a reação dos pais de Eloá porque Eloá teria dito que apanhou dele [Lindemberg] dias antes."
"Coloquem-se no papel das vítimas.", disse a promotora aos jurados.
"Ele atirou na Nayara e manteve cárcere privado das vítimas. Prova disso é que chegou a colocar arma na cabeça dela."
"Lindemberg finge ser um cidadãozinho, um coitadinho, um bobinho... Ele teve todas as garantias para se entregar e não o fez porque estava determinado a matar Eloá."
"A perícia comprovou que a Nayara foi atingida por um projétil de calibre 32. Só o Lindemberg tinha essa arma no dia dos fatos."
"Eloá para ele não era mais do que um objeto. Ele tinha ódio dela."
"O contexto de ameaça em torno de Eloá já é um fator impeditivo. A coação psicológica que as três vítimas descreveram serviu para mantê-las no apartamento. Eles não iriam deixar a amiga com Lindemberg sabendo o que ele poderia fazer."
"Um cidadão de bem iria blefar para o GATE?”, perguntou Daniela, referindo-se ao Grupo de Ações Táticas Especiais da polícia. Segundo a promotora, no momento da invasão, Eloá teria feito um movimento de encolher-se no sofá e não de se levantar, como afirmou o réu em depoimento.
"Precisamos dar um basta a essa banalização da violência."
"As famílias das vítimas, principalmente da Eloá, tiveram um conforto, uma resposta de combate à impunidade, mas com certeza não vai suprir."
"Não são 90 anos de prisão que vão trazer a Eloá de volta ou solucionar os problemas causados às demais vítimas."
"Ele mostrou sua personalidade manipuladora, exatamente quem ele é. Ficou claro que ele cometeu os crimes por vingança."
Ana Cristina Pimentel
"Ele só quis limpar a barra dele.", disse se referindo a Lindemberg Alves.
"Monstro, não. Ele simplesmente matou a minha filha. Vejo ele como um assassino. Ele matou."
"Tenho medo que meus filhos vinguem a morte da irmã"
"Foi feita justiça, sim, porque ele vai ficar preso para refletir para nunca mais fazer com outra pessoa."
"Agradeço primeiro a Deus pelo que ocorreu hoje. Se não fosse Ele, não sei o que seria de mim."
José Beraldo
"Os jurados estão prestando atenção e não esboçaram nenhuma reação de dúvida. Tenho certeza de que ele será condenado em todos os crimes."
"Lindemberg demonstrou frieza, maneira calculista, maneira sorrateira. O que nós percebemos é uma série de mentiras, de falácias, de engôdos. Ele procurou enganar a todos."
"Vamos mostrar tudo, inclusive que ele é mentiroso. Em dado momento, ele disse que deu tiro na Eloá quando ouviu estrondo e viu que ela estava se levantando. Mas o laudo mostra um tiro de cima para baixo. Ela estava deitada. E ele diz que não se lembra de ter atirado na Nayara, o que é mentira também, porque ele atirou, viu que ela, pobrezinha, mostrou o rosto ao ver a sua colega vitimada e ele deu um tiro no rosto da menina."
"Ele tenta se justificar pedindo perdão à mãe, isso não basta."
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