Caso Eloá: Onde esta o Pai de Eloá?
SILVANA PATALÃO
do BRASIL NOTICIAS, em São Paulo
Everaldo Pereira dos Santos, pai da menina Eloá Pimentel, esta preso, Everaldo é acusado de integrar a 'Gangue Fardada', uma organização criminosa desbaratada na década de 90 e cujos membros eram policiais militares de diferentes patentes. Everaldo Pereira foi cabo da Policia Militar. Se condenado pode pegar até 60 anos de prisão, por um duplo homicídio ocorrido em Maceió, em 1991. O pai de Eloá Pimentel, e o também ex-cabo da PM Cícero Felizardo - o Cicão. Os dois são acusados de participação nos assassinatos do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), e de seu motorista Antenor Carlota.
Everaldo Pereira dos Santos
"Os anos passaram, mas a sociedade alagoana lembra muito bem quem matava e aterrorizava as pessoas, naquela época. Os demais acusados ou morreram, executados como queima de arquivo, ou foram condenados, como aconteceu com o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, o chefe da famigerada gangue-fardada", afirmou o promotor, José Antônio Malta.
De acordo com o promotor, o delegado Ricardo Lessa morreu porque estava investigando outro crime, também atribuído à gangue-fardada, o assassinato de um paciente, que escapara de um atentado à bala, dentro da Unidade de Emergência, o principal pronto-socorro de Maceió. Consta nos autos, que o delegado Lessa teria mandado um recado ao ex-coronel Cavalcante por Everaldo: "Diga a seu chefe que assuma o crime do pronto-socorro, porque se ele sabe matar eu também sei". Dias depois, o delegado e seu motorista foram metralhados.
Everaldo Pereira residia em Maceió, mais precisamente na Rua São Félix, no bairro do Vergel do Lago, quando deixou a capital alagoana com a família e seguiu para o ABC Paulista. Durante as mais de 100 horas em que a filha esteve em poder do seqüestrador e depois assassino, Aldo, como é conhecido em São Paulo, só foi visto quando sofreu um mal súbito e foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Liderada pelo ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, a Gangue Fardada, era uma organização criminosa feita por Policiais Militares de diferentes patentes. Alguns de seus integrantes chegaram a serrar uma mulher. Outros mataram o irmão do ex-governador Ronaldo Lessa, o delegado Ricardo Lessa. Em 26 de outubro do ano passado, por quatro votos a três, Cavalcante foi absolvido, por clemência, pelo assassinato do cabo da Polícia Militar José Gonçalves, morto em um posto de gasolina em maio de 1996. O crime, conforme o processo, foi um "consórcio de deputados" formado pelo vice-presidente da Assembleia, deputado Antônio Albuquerque (PTdoB), o deputado João Beltrão (PRTB) e o ex-deputado federal Francisco Tenório (PMN), este último preso pelo crime.
O ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, lider da organização criminosa foi atualmente solto após 13 anos de prisão. A soltura de Manoel Francisco serviu de medo a alguns juizes. Os juizes foram ameaçados de morte por Manoel Francisco.
"É um absurdo colocar um bandido desse em liberdade. A troco de quê?, Se alguma coisa de ruim acontecer com as pessoas que foram ameaçadas de morte por esse bandido. A culpa é do juiz Braga Neto, que colocou psicopata em liberdade”, afirmou um magistrado.
Manol Francisco teria afirmado que os juízes Marcelo Tadeu, Helder Loureiro e Roberto Jerônimo, estariam 'Marcados para Morrer'.
Segundo o promotor de Justiça Cyro Blatter, Cavalcante deveria passar do regime fechado para semi-aberto, mas como o regime semi-aberto está suspenso em Alagoas, ele ficará em liberdade, precisando apenas comparecer uma vez por mês na Vara de Execuções, além de se recolher a partir das 22 horas, não frenquentar bares, entre outros requisitos.
O ex-coronel é réu em vários processos em andamento. Por isso, ele poderá retornar para o presídio caso seja condenado em um desses processos. Ele é réu no processo que investiga a morte do cabo José Gonçalves, ocorrido em maio de 1996. Acusado pelo mesmo crime, mas na condição de mandante, o ex-deputado federal Francisco Tenório encontra-se preso em Maceió desde o início do ano. Outros dois deputados estaduais respondem pelo mesmo crime: João Beltrão (PRTB) e Antônio Albuquerque (PTdoB).
Francisco Tenório
João Beltrão (PRTB)
Antônio Albuquerque (PTdoB)
Apesar da conduta exemplar pelos vários presídios por onde passou, o temido ex-coronel Cavalcante é considerado um preso de alta periculosidade, de grande poder de articulação, além de ser considerado uma espécie de ‘arquivo vivo’ para diversos crimes de pistolagem registrados em Alagoas.
do BRASIL NOTICIAS, em São Paulo
Everaldo Pereira dos Santos, pai da menina Eloá Pimentel, esta preso, Everaldo é acusado de integrar a 'Gangue Fardada', uma organização criminosa desbaratada na década de 90 e cujos membros eram policiais militares de diferentes patentes. Everaldo Pereira foi cabo da Policia Militar. Se condenado pode pegar até 60 anos de prisão, por um duplo homicídio ocorrido em Maceió, em 1991. O pai de Eloá Pimentel, e o também ex-cabo da PM Cícero Felizardo - o Cicão. Os dois são acusados de participação nos assassinatos do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), e de seu motorista Antenor Carlota.
Everaldo Pereira dos Santos
"Os anos passaram, mas a sociedade alagoana lembra muito bem quem matava e aterrorizava as pessoas, naquela época. Os demais acusados ou morreram, executados como queima de arquivo, ou foram condenados, como aconteceu com o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, o chefe da famigerada gangue-fardada", afirmou o promotor, José Antônio Malta.
Ricardo Lessa
De acordo com o promotor, o delegado Ricardo Lessa morreu porque estava investigando outro crime, também atribuído à gangue-fardada, o assassinato de um paciente, que escapara de um atentado à bala, dentro da Unidade de Emergência, o principal pronto-socorro de Maceió. Consta nos autos, que o delegado Lessa teria mandado um recado ao ex-coronel Cavalcante por Everaldo: "Diga a seu chefe que assuma o crime do pronto-socorro, porque se ele sabe matar eu também sei". Dias depois, o delegado e seu motorista foram metralhados.
O Pai de Eloá
Everaldo Pereira residia em Maceió, mais precisamente na Rua São Félix, no bairro do Vergel do Lago, quando deixou a capital alagoana com a família e seguiu para o ABC Paulista. Durante as mais de 100 horas em que a filha esteve em poder do seqüestrador e depois assassino, Aldo, como é conhecido em São Paulo, só foi visto quando sofreu um mal súbito e foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A Gangue Fardada
Liderada pelo ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, a Gangue Fardada, era uma organização criminosa feita por Policiais Militares de diferentes patentes. Alguns de seus integrantes chegaram a serrar uma mulher. Outros mataram o irmão do ex-governador Ronaldo Lessa, o delegado Ricardo Lessa. Em 26 de outubro do ano passado, por quatro votos a três, Cavalcante foi absolvido, por clemência, pelo assassinato do cabo da Polícia Militar José Gonçalves, morto em um posto de gasolina em maio de 1996. O crime, conforme o processo, foi um "consórcio de deputados" formado pelo vice-presidente da Assembleia, deputado Antônio Albuquerque (PTdoB), o deputado João Beltrão (PRTB) e o ex-deputado federal Francisco Tenório (PMN), este último preso pelo crime.
Liberdade
O ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, lider da organização criminosa foi atualmente solto após 13 anos de prisão. A soltura de Manoel Francisco serviu de medo a alguns juizes. Os juizes foram ameaçados de morte por Manoel Francisco.
"É um absurdo colocar um bandido desse em liberdade. A troco de quê?, Se alguma coisa de ruim acontecer com as pessoas que foram ameaçadas de morte por esse bandido. A culpa é do juiz Braga Neto, que colocou psicopata em liberdade”, afirmou um magistrado.
Manol Francisco teria afirmado que os juízes Marcelo Tadeu, Helder Loureiro e Roberto Jerônimo, estariam 'Marcados para Morrer'.
Segundo o promotor de Justiça Cyro Blatter, Cavalcante deveria passar do regime fechado para semi-aberto, mas como o regime semi-aberto está suspenso em Alagoas, ele ficará em liberdade, precisando apenas comparecer uma vez por mês na Vara de Execuções, além de se recolher a partir das 22 horas, não frenquentar bares, entre outros requisitos.
O ex-coronel é réu em vários processos em andamento. Por isso, ele poderá retornar para o presídio caso seja condenado em um desses processos. Ele é réu no processo que investiga a morte do cabo José Gonçalves, ocorrido em maio de 1996. Acusado pelo mesmo crime, mas na condição de mandante, o ex-deputado federal Francisco Tenório encontra-se preso em Maceió desde o início do ano. Outros dois deputados estaduais respondem pelo mesmo crime: João Beltrão (PRTB) e Antônio Albuquerque (PTdoB).
Francisco Tenório
João Beltrão (PRTB)
Antônio Albuquerque (PTdoB)
Apesar da conduta exemplar pelos vários presídios por onde passou, o temido ex-coronel Cavalcante é considerado um preso de alta periculosidade, de grande poder de articulação, além de ser considerado uma espécie de ‘arquivo vivo’ para diversos crimes de pistolagem registrados em Alagoas.
Labels:
Brasil Reportagem

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Todos os comentários são de inteira responsabilidade dos leitores.