César Maia: Em defesa das APACs!
CÉSAR MAIA
escreve a coluna CÉSAR MAIA, no BRASIL NOTICIAS
O Rio viveu desde o século XIX um processo de criação de bairros a partir da irradiação do “centro da cidade”, que, na medida em que se mostrava bem-sucedido, atraía investidores, induzia à aglomeração e ao adensamento, o que afetava a qualidade de vida no bairro. Aos poucos a lucratividade caía e a dinâmica passava para o espaço seguinte. A atração da área litorânea do Rio foi desenhando essa lógica – investimento/saturação/investimento no espaço seguinte. Centro-Glória-Catete-Botafogo-Copacabana-Ipanema-Leblon.
Na completa ausência de uma política de transporte de massa e subsídio à habitação popular por parte do governo federal, que governava a cidade do Rio de Janeiro, aquela dinâmica foi acompanhada pela favelização como forma de aproximar o trabalhador do mercado de trabalho e aumentar a renda familiar. Em 1932, o secretário de Urbanismo de Moscou, visitando cortiços e favelas, apontou uma diferença que explicava as favelas: a areação e a insolação, elementos vitais para a saúde pública. O adensamento excessivo dos bairros termina afetando a qualidade de vida também pelo impacto sobre a circulação de ar e a entrada do sol. Copacabana é o maior exemplo disso.
A Constituição de 1988 transferiu às câmaras municipais o poder de legislar em matéria urbana, o que levou a Câmara Municipal do Rio, estimulada e assessorada por arquitetos e urbanistas da Prefeitura, a conceituar a ideia de preservação da qualidade de vida dos bairros, interrompendo a lógica cíclica, bairro a bairro, da atração financeira imobiliária. A lei complementar 16/1992 definiu parâmetros e o Rio passou a ter um instrumento poderoso de proteção do ambiente cultural: a Apac. Ambiente Cultural no sentido de ambiência urbana, relacionamento entre as pessoas e uso dos espaços comuns, preservação da identidade do bairro, circulação de ar, entrada do sol.
Na medida em que aumentava o adensamento dos bairros, crescia a favelização. Tantas favelas foram removidas da Zona Sul do Rio desde o início dos anos 40, como a do Largo da Memória – onde é hoje o batalhão da PM no Leblon -, as favelas da Draga na Lagoa, Cidade Maravilhosa, onde hoje está o Flamengo, na Gávea. Ocorreram simultaneamente a ocupação e a expansão das favelas de Leme e Copacabana, Vidigal, Rocinha. A Urca, a Gávea, o Corredor Cultural, são exemplos de medidas pontuais de preservação que serviram de inspiração para o conceito definido na lei das Apacs.
No Catete, no Jardim Botânico, em Ipanema e no Leblon, as Apacs interromperam a lógica cíclica da expansão imobiliária e evitaram a copacabanização dos bairros, transferindo o ganho da valorização urbana para os moradores. Esta ação impediu que os problemas do Rio fossem agravados ao limite em áreas como o Corredor Cultural (Centro), Santa Teresa, Saúde, entorno da Lagoa e do Colégio Militar na Tijuca, Cosme Velho e parte de Laranjeiras, Santa Cruz, São Cristóvão, Jockey Club em 1996; Jardim Botânico, Botafogo, Ipanema, Catete e Humaitá. Um longo caminho de 1984 a 2007, que precisa ter continuidade.
NOVOS DADOS SOBRE A EXCLUSÃO AUTOMÁTICA NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DA PREFEITURA DO RIO!
Números Oficiais da Secretaria Municipal de Educação.
Em 06/06/2011 o total de alunos matriculados em todas as instâncias eram 685.279. Em 04/02/2012, eram 671.702 alunos matriculados. No primeiro segmento do primeiro grau (1º ao 5º ano), em 06/06/2011 eram 306.073 e em 04/02/2012 foram 304.340. Já no segundo segmento (6º ao 9º ano), em 06/06/2011 eram 237.420 alunos e em 04/02/2012 passaram a ser 229.983. No total do Ensino Fudamental foram 543.493 em 06/06/2011 e 534.323 em 04/02/2012. O Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro informou que em 2008 eram 562.602 matrículas no Ensino Fundamental.
A Exclusão Automática, produto da Privatização da Educação Pública na prefeitura do Rio, a cada ano e agora a cada semestre, vai excluindo mais e mais alunos da rede: 562 mil em 2008, para 543 mil em junho de 2011 para 534 mil em fevereiro de 2012.
No Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), básico para a reinclusão na escola através do supletivo de primeiro grau, em 06/06/2011 eram 25.399 alunos matriculados. Mas em 04/02/2012 caíram para 18.894. O Tribunal de Contas do Município do Rio anotou, em 2008, no PEJA, 27.101 matrículas. Portanto, uma incrível queda de 30% de alunos matriculados.
Os dados oficiais da secretaria de educação da prefeitura do Rio, em 4 de fevereiro de 2012, correspondem à primeira matrícula. Como se sabe, são números, em vários casos, duplicados, no caso de pais que fazem a matricula em mais de uma escola para assegurar vaga. E, em outros, de matriculas feitas pelas famílias que estão de mudança. Dessa forma, a recontagem do final do semestre trará números ainda menores.
GERADOR DE ENERGIA AO LADO DE TANQUE DE COMBUSTÍVEL: RISCO DE TRAGÉDIA!
A foto no link é de um gerador de energia que foi colocado, juntamente com um tanque de combustível, na calçada em frente à loja, onde estão os novos escritórios da construtora PDG. Esta loja foi inaugurada na segunda-feira passada (30/1) e está situada na Rua da Passagem, 93, em Botafogo, no Rio. Segundo informações, este gerador vai ficar no local durante 6 meses, pois foi o prazo que foi dado para normalizar a rede elétrica da rua. Foi informado que não há carga disponível para o ar condicionado da loja.
Já fiz contato com os Bombeiros do Humaitá, com a 10ª DP (Botafogo), com o 1746, com a Defesa Civil e todos disseram que não são responsáveis pelo tanque de combustível na calçada. Ou seja, será que precisamos de mais uma tragédia para alguém tomar alguma providência? Ontem, a loja tampou o tanque de combustível com madeiras na sua lateral para que ninguém perceba o enorme risco. Os moradores precisam de ajuda no intuito de ver se alguém toma alguma providência, pois o tanque está ao lado de bancos, igreja e condomínios residenciais. A loja (PDG) disse que tem a licença, mas não mostrou e ainda informou que a loja tem seguro, mas e as vidas humanas?
TV ABERTA E INTERNET DE LONGE, COM MAIOR "AUDIÊNCIA"!
De 2005 a 2010, a penetração da internet cresceu 21%, chegando a 48% da população. O meio é o único que mantém crescimento constante nos últimos anos e está atrás apenas da TV Aberta que tem 97% de penetração. O Brasil tem atualmente 91 milhões de internautas e 38% deles acessam a internet todos os dias.
escreve a coluna CÉSAR MAIA, no BRASIL NOTICIAS
O Rio viveu desde o século XIX um processo de criação de bairros a partir da irradiação do “centro da cidade”, que, na medida em que se mostrava bem-sucedido, atraía investidores, induzia à aglomeração e ao adensamento, o que afetava a qualidade de vida no bairro. Aos poucos a lucratividade caía e a dinâmica passava para o espaço seguinte. A atração da área litorânea do Rio foi desenhando essa lógica – investimento/saturação/investimento no espaço seguinte. Centro-Glória-Catete-Botafogo-Copacabana-Ipanema-Leblon.
Na completa ausência de uma política de transporte de massa e subsídio à habitação popular por parte do governo federal, que governava a cidade do Rio de Janeiro, aquela dinâmica foi acompanhada pela favelização como forma de aproximar o trabalhador do mercado de trabalho e aumentar a renda familiar. Em 1932, o secretário de Urbanismo de Moscou, visitando cortiços e favelas, apontou uma diferença que explicava as favelas: a areação e a insolação, elementos vitais para a saúde pública. O adensamento excessivo dos bairros termina afetando a qualidade de vida também pelo impacto sobre a circulação de ar e a entrada do sol. Copacabana é o maior exemplo disso.
A Constituição de 1988 transferiu às câmaras municipais o poder de legislar em matéria urbana, o que levou a Câmara Municipal do Rio, estimulada e assessorada por arquitetos e urbanistas da Prefeitura, a conceituar a ideia de preservação da qualidade de vida dos bairros, interrompendo a lógica cíclica, bairro a bairro, da atração financeira imobiliária. A lei complementar 16/1992 definiu parâmetros e o Rio passou a ter um instrumento poderoso de proteção do ambiente cultural: a Apac. Ambiente Cultural no sentido de ambiência urbana, relacionamento entre as pessoas e uso dos espaços comuns, preservação da identidade do bairro, circulação de ar, entrada do sol.
Na medida em que aumentava o adensamento dos bairros, crescia a favelização. Tantas favelas foram removidas da Zona Sul do Rio desde o início dos anos 40, como a do Largo da Memória – onde é hoje o batalhão da PM no Leblon -, as favelas da Draga na Lagoa, Cidade Maravilhosa, onde hoje está o Flamengo, na Gávea. Ocorreram simultaneamente a ocupação e a expansão das favelas de Leme e Copacabana, Vidigal, Rocinha. A Urca, a Gávea, o Corredor Cultural, são exemplos de medidas pontuais de preservação que serviram de inspiração para o conceito definido na lei das Apacs.
No Catete, no Jardim Botânico, em Ipanema e no Leblon, as Apacs interromperam a lógica cíclica da expansão imobiliária e evitaram a copacabanização dos bairros, transferindo o ganho da valorização urbana para os moradores. Esta ação impediu que os problemas do Rio fossem agravados ao limite em áreas como o Corredor Cultural (Centro), Santa Teresa, Saúde, entorno da Lagoa e do Colégio Militar na Tijuca, Cosme Velho e parte de Laranjeiras, Santa Cruz, São Cristóvão, Jockey Club em 1996; Jardim Botânico, Botafogo, Ipanema, Catete e Humaitá. Um longo caminho de 1984 a 2007, que precisa ter continuidade.
NOVOS DADOS SOBRE A EXCLUSÃO AUTOMÁTICA NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DA PREFEITURA DO RIO!
Números Oficiais da Secretaria Municipal de Educação.
Em 06/06/2011 o total de alunos matriculados em todas as instâncias eram 685.279. Em 04/02/2012, eram 671.702 alunos matriculados. No primeiro segmento do primeiro grau (1º ao 5º ano), em 06/06/2011 eram 306.073 e em 04/02/2012 foram 304.340. Já no segundo segmento (6º ao 9º ano), em 06/06/2011 eram 237.420 alunos e em 04/02/2012 passaram a ser 229.983. No total do Ensino Fudamental foram 543.493 em 06/06/2011 e 534.323 em 04/02/2012. O Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro informou que em 2008 eram 562.602 matrículas no Ensino Fundamental.
A Exclusão Automática, produto da Privatização da Educação Pública na prefeitura do Rio, a cada ano e agora a cada semestre, vai excluindo mais e mais alunos da rede: 562 mil em 2008, para 543 mil em junho de 2011 para 534 mil em fevereiro de 2012.
No Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), básico para a reinclusão na escola através do supletivo de primeiro grau, em 06/06/2011 eram 25.399 alunos matriculados. Mas em 04/02/2012 caíram para 18.894. O Tribunal de Contas do Município do Rio anotou, em 2008, no PEJA, 27.101 matrículas. Portanto, uma incrível queda de 30% de alunos matriculados.
Os dados oficiais da secretaria de educação da prefeitura do Rio, em 4 de fevereiro de 2012, correspondem à primeira matrícula. Como se sabe, são números, em vários casos, duplicados, no caso de pais que fazem a matricula em mais de uma escola para assegurar vaga. E, em outros, de matriculas feitas pelas famílias que estão de mudança. Dessa forma, a recontagem do final do semestre trará números ainda menores.
GERADOR DE ENERGIA AO LADO DE TANQUE DE COMBUSTÍVEL: RISCO DE TRAGÉDIA!
A foto no link é de um gerador de energia que foi colocado, juntamente com um tanque de combustível, na calçada em frente à loja, onde estão os novos escritórios da construtora PDG. Esta loja foi inaugurada na segunda-feira passada (30/1) e está situada na Rua da Passagem, 93, em Botafogo, no Rio. Segundo informações, este gerador vai ficar no local durante 6 meses, pois foi o prazo que foi dado para normalizar a rede elétrica da rua. Foi informado que não há carga disponível para o ar condicionado da loja.
Já fiz contato com os Bombeiros do Humaitá, com a 10ª DP (Botafogo), com o 1746, com a Defesa Civil e todos disseram que não são responsáveis pelo tanque de combustível na calçada. Ou seja, será que precisamos de mais uma tragédia para alguém tomar alguma providência? Ontem, a loja tampou o tanque de combustível com madeiras na sua lateral para que ninguém perceba o enorme risco. Os moradores precisam de ajuda no intuito de ver se alguém toma alguma providência, pois o tanque está ao lado de bancos, igreja e condomínios residenciais. A loja (PDG) disse que tem a licença, mas não mostrou e ainda informou que a loja tem seguro, mas e as vidas humanas?
TV ABERTA E INTERNET DE LONGE, COM MAIOR "AUDIÊNCIA"!
De 2005 a 2010, a penetração da internet cresceu 21%, chegando a 48% da população. O meio é o único que mantém crescimento constante nos últimos anos e está atrás apenas da TV Aberta que tem 97% de penetração. O Brasil tem atualmente 91 milhões de internautas e 38% deles acessam a internet todos os dias.

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