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Ex-PM é suspeito de roubar 100 carros em Curitiba

CELSO ORSI
do BRASIL NOTICIAS, em Curitiba


Policial é suspeito de roubar 100 Carros em Curitiba.


Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), entraram em confronto com dois ex-policiais militares do 13º Batalhão, expulsos da corporação no ano passado. Ambos são suspeitos de roubar mais de cem veículos em 2011. Marco Antonio Maulone, 39 anos, foi preso em flagrante e Moacir Possamai Girardi, 30, reagiu atirando nos policiais e acabou morto na operação.


O setor de investigação da DFRV trabalhava há sete meses monitorando a ação dos suspeitos. Foram três tentativas de prendê-los até que nesta terça-feira, quando a polícia monitorava o Mossunguê, um dos bairros em Curitiba onde os suspeitos mais agiam. Os dois foram cercados na Rua Paulo Gorski, com um veículo Nissan, modelo Sentra, roubado no último dia 16. Moacir reagiu com tiros de uma metralhadora .40, mas foi morto com tiros da polícia, com arma de mesmo calibre. Marco Antonio tentou fugir, mas foi pego a poucos metros do local.





Na ação foram apreendidos dois veículos Sentra, um Volkswagen Jetta e um Renault Megane, este, roubado nesta terça-feira pela manhã em Santa Felicidade, na capital. Todos os carros roubados tinham a placa original trocada. Foram apreendidas também duas motos CBR 1000, balaclavas, rádios comunicadores com a frequência da polícia, uma metralhadora .40, quatro carregadores de metralhadora com 30 munições cada, além de duas pistolas calibre 9mm.


Expulsão


Os policiais militares foram expulsos no ano passado, mas há um recurso em andamento na Justiça. Segundo o delegado-titular da DFRV, Marco Antonio de Góes Alves, há suspeitas de que eles vinham praticando os roubos enquanto ainda estavam na corporação. 



Moacir Possamai Girardi morreu durante o confronto com a polícia


Marco Antonio e Moacir são suspeitos de integrar uma forte quadrilha de roubo de veículos. Segundo a polícia, o modo como eles abordavam as vítimas era semelhante à abordagem policial, fato comprovado em dez boletins de ocorrência que Marco Antonio foi reconhecido. Ele tinha quatro mandados de prisão: por roubo, associação ao tráfico, tráfico de drogas e roubo de carga. 


Moacir tinha dois mandados, mas até o final da tarde desta terça-feira, ainda não foi apurado quais eram os crimes. Ele ainda é suspeito de matar a tiros o comandante do 13º Batalhão, o major Pedro Plocharski, 49 anos, em julho de 2008. 


Suspeitas







Os dois ex-policiais militares são apontados pela polícia de fazer parte da “gangue dos carecas”, que teve integrantes pegos na Operação Tentáculos, criada para prender uma quadrilha envolvendo policiais militares ligados ao crime organizado, em julho de 2008. Nesta operação foi preso Eder Conde, o maior traficante de drogas da Vila Nossa Senhora da Luz, na Cidade Industrial de Curitiba.


De acordo com o delegado Marco de Góes, a maioria dos veículos roubados era levada para Santa Catarina. Não é descartada a hipótese de os suspeitos terem envolvimento com o tráfico de drogas e furtos de caixas eletrônicos. 


Os bairros que os suspeitos mais agiam era Mossunguê, Campo Comprido, Seminário, Santa Felicidade e São Braz. A dupla sempre assaltava à mão armada e com um carro de luxo dando cobertura. O delegado da DFRV conta que foram mais de cem carros roubados ano passado. “Acreditamos que os números possam chegar a mil, porque o relato das vítimas sempre citava o mesmo modo de agir dos dois, no entanto, como usavam balaclavas, nem todas os reconhecia pessoalmente”, explica.


Meta


O delegado ressaltou a importância da prisão de Marco Antonio. “Uma das metas para este ano já foi cumprida. Esperamos que com a prisão desse suspeito os roubos diminuam em alguns bairros da cidade.” 


O delegado da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), Luiz Carlos de Oliveira, também coordenador da Operação Verão 2012, esteve presente na delegacia e comentou sobre a prisão. “Vimos um exemplo do trabalho que a Polícia Civil tem prestado à sociedade, contribuindo para diminuição dos índices de criminalidade da capital e em todo o Paraná”, comenta.









O preso foi encaminhado ao Setor de Carceragem Temporária da DFRV, onde fica à disposição da Justiça.

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