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PM prende 12 em bloco ocupado na USP

da AGÊNCIA ESTADO


Estudantes e moradores do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp), na zona oeste da capital, foram acordados por 300 soldados da Polícia Militar, em 50 viaturas, e por dois oficiais de Justiça que, às 6 horas, foram ao local cumprir uma ordem judicial de reintegração de posse no bloco G do Crusp. No total, 12 pessoas que estavam dormindo ali foram desalojadas.


O prédio era usado pela Coordenadoria de Assistência Social (Coseas), antes da ocupação de cerca de 50 pessoas, em 2010, que reivindicavam mais vagas no Crusp. Das 12 pessoas - 6 homens e 6 mulheres, incluindo 1 caloura menor de idade - que ocupavam apartamentos no bloco G, 9 eram estudantes da USP.


O grupo foi detido e conduzido pelos PMs ao 14.º Distrito Policial (Pinheiros). A PM filmou a reintegração de posse para documentar a ação. Quando os estudantes e seus acompanhantes estavam sendo colocados na viatura houve resistência por parte de outros alunos também moradores do local. Eles atiraram pedras contra a Tropa de Choque da PM que isolava a área. Os policiais revidaram, mas, de acordo com a PM, não houve feridos.


Depois da delegacia, o grupo detido foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para se submeter a exame de corpo de delito e liberado. De acordo com a PM, os objetos das 12 pessoas foram entregues para a USP, por meio de depósito. A PM decidiu manter policiamento no local em apoio à Guarda Universitária.
Disputa


A ordem de despejo foi apenas o último lance de uma disputa entre os estudantes que, em março de 2010, ocuparam o prédio que estava sob responsabilidade do Coseas e a reitoria da USP. Por determinação do reitor, João Grandino Rodas, foi aberto um processo na época para apontar responsáveis pelos prejuízos referentes à ocupação. Segundo a Reitoria, a ação dos alunos resultou no extravio de milhares de documentos e de aparelhos eletrônicos, como 17 computadores completos e duas impressoras, entre outros equipamentos.


A principal reivindicação do movimento, intitulado Moradia Retomada, era o aumento de vagas no Crusp. Em 17 de dezembro do ano passado, um dia após o fim das aulas, o Diário Oficial do Estado publicou despacho do reitor expulsando seis alunos que ocupavam o local. Ao todo, eram 13 processados - 5 foram inocentados e 2 dos punidos já não estudavam mais na universidade. A punição foi decidida por uma comissão formada por três professores e o reitor acatou o relatório - que tinha como fundamento o regimento disciplinar de 1972, época da ditadura militar.

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