Psoríase na Infância: Entenda Melhor
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Pais e filhos podem se sentir desamparados quando um membro da família é diagnosticado com psoríase. na verdade, uma em cada 50 pessoas apresenta esta condição, incluindo milhares de crianças. este "livreto" tem o intuito de fornecer informações adicionais, que auxiliem aqueles que convivem com crianças com psoríase.
Todos nós produzimos constantemente novas células cutâneas, e desprendemos as antigas. A psoríase ocorre quando as novas células são formadas em uma velocidade dez vezes maior que o normal. Isso faz com que sejam formadas placas espessas, inflamadas e descamativas..
Algumas pessoas nascem com uma tendência a desenvolver psoríase, e a condição pode apresentar um histórico familiar. A psoríase não pode ser "transmitida" de uma pessoa para outra; não é causado pelo uso inadequado de produtos de higiene ou químicos, nem transferida de uma parte do corpo para outra.
A psoríase normalmente aparece pela primeira vez entre os dez e 40 anos, e é rara em crianças com menos de quatro anos de idade. Nas crianças, a psoríase freqüentemente se inicia na forma de psoríase em gota (que ocorre em placas arredondadas, de pequeno tamanho, dando o aspecto de uma superfície salpicada de chuva). Com freqüência, a psoríase é desencadeada por uma dor de garganta, e se apresenta como pequenas manchas descamantes, amplamente distribuída por todo o corpo.
Sua aparição súbita, em uma criança que apresentava a pele perfeitamente limpa no dia anterior, pode ser alarmante. Contudo, após a primeira aparição de psoríase em gota, muitas crianças não apresentam outros problemas de pele (ou apresentam apenas erupções ocasionais, de menor importância).
Outros indivíduos podem apresentar recorrência da condição na adolescência, ou quando estiverem na meia-idade, enquanto um outro grupo perceberá que a psoríase aparece e desaparece durante toda a sua vida. Se a psoríase persiste, sua forma mais comum é conhecida como psoríase em placas. Tal condição consiste de placas soltas, vermelhas e descamantes, as quais podem ser relativamente grandes.
Estresse, tristeza, danos cutâneos e doenças (principalmente infecções de garganta) podem causar reaparecimentos. Se a criança continua tendo seus episódios de psoríase desencadeados por dores de garganta, o especialista pode sugerir que as tonsilas da criança sejam removidas, em um procedimento simples e de rotina, normalmente resultando em uma ou duas noites de hospitalização..
Inevitavelmente, algums crianças podem perguntar "por que eu?" Muitos pais acham que ajuda explicar que, assim com algumas crianças têm cabelo loiro, ou são míopes, algumas têm psoríase. É importante estabelecer a devida importância da condição: um detalhe incômodo a ser tratado, e não a característica mais interessante ou importante da criança..
Praticamente todas as crianças passam por alguma forma de aborrecimento em uma determinada fase de sua vida e, a menos que a criança apresente uma forma muito leve de psoríase, provavelmente, haverá ocasiões nas quais a criança será incomodada ou questionada por outras crianças.
Para ajudar a minimizar tal situação, certifique-se que a professora da criança conhece a psoríase e é capaz de explicar para as outras crianças que a mesma não é uma doença contagiosa. A criança também deverá se acostumar a contar às outras que tem psoríase - um incômodo, mas que não é contagioso.
Algumas crianças continuarão fazendo comentários maldosos, mesmo depois da situação ser cuidadosamente explicada. Entretanto, os especialistas concordam que, em geral, as crianças devem continuar suas atividades, incluindo jogos e natação, e manter a psoríase em segundo plano. As crianças precisam aprender a ignorar comentários tolos e não demonstrar sentimentos feridos.
Ninguém pode modificar o que está escrito em seus genes. Apesar dos pais ficarem compreensivelmente chateados quando uma criança é diagnosticada com psoríase, é melhor que não demonstrem tal sentimento a seus filhos. Ocasionalmente, os filhos podem tentar aproveitar-se da aflição que os pais estão sentindo como resultado de sua psoríase, em uma tentativa de conseguir o que querem. Os pais devem tentar não ceder; não importa o quão duro isto seja.
Como pai, algumas vezes pode ser difícil encontrar o meio termo entre muita ou pouca atenção ao tratamento. Em casos graves, os pais podem ser questionados quanto a tomar decisões sobre tratamentos que não sejam normalmente prescritos a crianças. Se o pai estiver em dúvida, o mesmo deve solicitar outras discussões com o especialista, ou uma segunda opinião.
Os pais e as crianças devem somar esforços para o controle da psoríase. Mas não é uma parceria para toda a vida. Eventualmente, os filhos saberão melhor que seus pais qual tratamento funciona melhor; e quando. Melhores tratamentos estão em desenvolvimento o tempo todo.
Se os pais suspeitam que seus filhos têm psoríase, devem procurar aconselhamento médico. Contudo, se a condição é grave, o caso deve ser encaminhado a um Dermatologista.
Apesar de atualmente não haver cura para a psoríase, avanços recentes nos tratamentos disponíveis significam que é possível reduzir e controlar a situação.
Entretanto, não há um tratamento único, que seja adequado para todos os pacientes, e o médico pode tentar várias terapias diferentes antes que a mais adequada seja encontrada. Nos casos mais graves, a criança deve ser encaminhada ao Dermatologista para que receba tratamentos mais potentes.
Porém, quanto mais potente o tratamento utilizado, maior o risco de desenvolvimento de efeitos indesejáveis. Por esta razão, os médicos sempre tentarão, inicialmente, as drogas mais leves e as menores doses. Se estas não funcionarem, pais e médicos precisarão discutir se os benefícios de tratamentos mais fortes serão maiores que seus riscos.
Para algumas crianças com psoríase leve, um creme suavizante oleoso (emoliente), prescrito pelo médico, pode ser suficiente. Tal procedimento mantém a hidratação, prevenindo que a pele se torne muito seca, mas é necessário que o creme seja reaplicado freqüentemente. Os óleos de banho emolientes, utilizados para o tratamento de eczema, também podem ajudar a aliviar o prurido da psoríase. O médico pode aconselhar os pais quanto aos melhores produtos.
Os mais novos tratamentos disponíveis para tratar a psoríase infantil são os análogos da vitamina D. Eles ficam imperceptíveis quando aplicados sobre a pele, são inodoros e não mancham a pele ou roupas. Estão disponíveis nas formas de pomada e creme, e devem ser aplicados duas vezes ao dia. Ocasionalmente, podem causar leve irritação ou sensação de picada no momento em que são aplicados, mas tais reações são normalmente brandas o suficiente para que o tratamento não seja interrompido.
Também podem ser prescritos produtos à base de coaltar (alcatrão da hulha). São produtos antissépticos naturais, que aliviam o prurido, e ajudam a remover a pele espessa. Os tratamentos mais eficazes não são apropriados para a aplicação doméstica, pois podem deixar muitas manchas e são, na maioria das vezes, aplicados nos hospitais. Podem deixar um odor marcante. Os mais novos tratamentos à base de alcatrão são mais fáceis de serem utilizados, mas também tendem a ser menos eficazes. Se a criança está recebendo tratamento à base de alcatrão, deverão ser tomados cuidados para que evite a exposição solar nas 24 horas após a aplicação, pois, neste período, a pele se encontrará extremamente sensível.
Um outro tratamento eficaz, ditranol, deve ser utilizado com cuidado. O médico deve orientar os pais ou pacientes a aplicar vaselina ao redor de cada placa de psoriase, antes de aplicar ditranol sobre as mesmas. Este procedimento proporciona uma barreira protetora que assegura que a droga entrará em contato apenas com as placas, e não com a pele normal. Do contrário, a área de pele sã ao redor das placas pode sofrer queimaduras. Os pais devem se assegurar que seus filhos retiram o ditranol cerca de 30 minutos após a aplicação.
O ditranol pode manchar a pele e roupas com uma coloração roxo-amarronzada, e não deve ser utilizado na face, virilha ou axilas. Uma nova versão deste tratamento está disponível, a qual pode causar menos manchas.
Cremes e loções à base de esteróides são úteis nos casos de psoríase inflamada e pruriginosa. Contudo, estes devem ser utilizados com muita cautela. Crianças não devem fazer uso de tal tratamento por um período maior do que o recomendado (normalmente algumas semanas), pois pode ocorrer adelgaçamento cutâneo e, ocasionalmente, causar reaparecimento da psoríase.
O ácido salicílico ajuda a remover as placas cutâneas e é normalmente combinado com os tratamentos à base de alcatrão ou ditranol.
Convivendo com a psoríase do couro cabeludo
O couro cabeludo é normalmente afetado pela psoríase e, como esta área corporal é difícil de ser escondida, a criança pode considerar esta condição particularmente angustiante.
A psoríase do couro cabeludo provoca vermelhidão cutânea, ressecamento, prurido e descamação da pele do couro cabeludo (semelhante à caspa grave).
Assim como a psoríase que afeta outras partes do corpo, a psoriase do couro cabeludo não é infecciosa e não pode ser transmitida através do compartilhamento de toalhas, escovas de cabelo e pentes. Contudo, danos ao couro cabeludo agravarão a condição. A criança precisa evitar a escovação muito vigorosa dos cabelos, assim como evitar o uso de produtos químicos (exceto os tratamentos prescritos) na área da cabeça.
Tratamento para a psoríase do couro cabeludo
Uma ampla variedade de loções e shampoos podem ser prescritos. Alguns devem ser utilizados com grande cuidado, portanto as instruções das embalagens devem ser observadas. O rosto da criança deve ser protegido com um tecido ou toalha enquanto tais tratamentos são aplicados.
Algumas preparações contêm ingredientes designados para suavizar a pele espessa; portanto, as escamas se desprendem. Tais produtos devem agir no couro cabeludo durante a noite.
Alguns dos tratamentos utilizados no corpo também estão disponíveis para aplicações no couro cabeludo. Seu uso em crianças nem sempre é fácil, contudo, uma discussão detalhada dos pais com o médico sempre vale a pena.
Muitos tratamentos podem ser realizados no próprio lar do paciente, e crianças com psoríase raramente precisam ser hospitalizadas.
Contudo, as crianças deverão realizar visitas freqüentes, ou até mesmo diárias, quando forem administrados tratamentos particularmente fortes ou difíceis de utilizar; ou durante terapia com luz.
As crianças com psoríase devem ser encorajadas a brincar expostas à luz solar; pois esta proporciona efeitos benéficos à pele. Mas, como qualquer outra criança, é preciso se assegurar que sua pele delicada não será queimada. Lâmpadas artificiais para tratamento doméstico normalmente não são recomendadas para crianças.
Apesar da terapia envolvendo a luz ultravioleta ser geralmente eficaz, até recentemente, ela raramente era praticada em crianças mais novas. Elas tendem a considerá-la muito assustadora. Entretanto, as cabines de tratamento agora estão sendo produzidas de maneira a proporcionar aos usuários um ambiente mais agradável, com música e ar condicionado e, em alguns casos, as mães podem até entrar nas cabines com seus filhos. Os raios ultravioleta curtos reduzem as chances de formação de eritema. Os tratamentos com ultravioleta, algumas vezes, são combinados com banhos de coaltar.
A rotina que os pais devem adotar para conviver com as crises de psoríase de seus filhos pode ser muito dispendiosa de tempo. E muito fácil encontrar pais que tomam todas as responsabilidades para si. Mas é a criança que tem a condição, e quem deverá gradualmente tomar a responsabilidade por ela, assim como ela o fez quando aprendeu a escovar seus cabelos ou dentes.
Durante as crises, as roupas largas, de algodão, são as mais confortáveis. Tais roupas devem ser utilizadas por baixo, mesmo que uma camisa de futebol, de tecido sintético, seja vestida por cima! É conveniente que algumas roupas de cama, toalhas, roupas de baixo e camisetas sejam separadas e utilizadas exclusivamente quando forem realizados tratamentos que possam provocar manchas em tecidos. Alguns tratamentos podem ser combinados com atividades agradáveis, como ouvir música ou assistir a TV.
Uma crise grave pode deixar a criança com a temperatura alta e com prurido, impedindo o sono tranqüilo. Os pais devem tentar prevenir este problema antes da hora de dormir. Um banho emoliente com um ingrediente anti-pruriginoso pode ser útil. Alguns pais acreditam que loções oleosas à base de calamina ou compressas geladas também podem ser úteis. Comprimidos ou loções à base de anti-histamínicos são sempre úteis nos casos mais graves de prurido. Em ocasiões muito especiais, as crianças podem utilizar corretivos para esconder a psoríase facial. Com informações Skin Pocket Book.
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Psoríase em Adultos
Psoríase na Infância: Saiba mais, e veja o papel dos pais.
Pais e filhos podem se sentir desamparados quando um membro da família é diagnosticado com psoríase. na verdade, uma em cada 50 pessoas apresenta esta condição, incluindo milhares de crianças. este "livreto" tem o intuito de fornecer informações adicionais, que auxiliem aqueles que convivem com crianças com psoríase.
O que é Psoríase?
Todos nós produzimos constantemente novas células cutâneas, e desprendemos as antigas. A psoríase ocorre quando as novas células são formadas em uma velocidade dez vezes maior que o normal. Isso faz com que sejam formadas placas espessas, inflamadas e descamativas..
Por que o meu filho?
Algumas pessoas nascem com uma tendência a desenvolver psoríase, e a condição pode apresentar um histórico familiar. A psoríase não pode ser "transmitida" de uma pessoa para outra; não é causado pelo uso inadequado de produtos de higiene ou químicos, nem transferida de uma parte do corpo para outra.
Como a Psoríase afeta as crianças
A psoríase normalmente aparece pela primeira vez entre os dez e 40 anos, e é rara em crianças com menos de quatro anos de idade. Nas crianças, a psoríase freqüentemente se inicia na forma de psoríase em gota (que ocorre em placas arredondadas, de pequeno tamanho, dando o aspecto de uma superfície salpicada de chuva). Com freqüência, a psoríase é desencadeada por uma dor de garganta, e se apresenta como pequenas manchas descamantes, amplamente distribuída por todo o corpo.
Sua aparição súbita, em uma criança que apresentava a pele perfeitamente limpa no dia anterior, pode ser alarmante. Contudo, após a primeira aparição de psoríase em gota, muitas crianças não apresentam outros problemas de pele (ou apresentam apenas erupções ocasionais, de menor importância).
Outros indivíduos podem apresentar recorrência da condição na adolescência, ou quando estiverem na meia-idade, enquanto um outro grupo perceberá que a psoríase aparece e desaparece durante toda a sua vida. Se a psoríase persiste, sua forma mais comum é conhecida como psoríase em placas. Tal condição consiste de placas soltas, vermelhas e descamantes, as quais podem ser relativamente grandes.
Fatores desencadeantes
Estresse, tristeza, danos cutâneos e doenças (principalmente infecções de garganta) podem causar reaparecimentos. Se a criança continua tendo seus episódios de psoríase desencadeados por dores de garganta, o especialista pode sugerir que as tonsilas da criança sejam removidas, em um procedimento simples e de rotina, normalmente resultando em uma ou duas noites de hospitalização..
Explicando psoríase a uma criança
Inevitavelmente, algums crianças podem perguntar "por que eu?" Muitos pais acham que ajuda explicar que, assim com algumas crianças têm cabelo loiro, ou são míopes, algumas têm psoríase. É importante estabelecer a devida importância da condição: um detalhe incômodo a ser tratado, e não a característica mais interessante ou importante da criança..
Aja Normalmente
Praticamente todas as crianças passam por alguma forma de aborrecimento em uma determinada fase de sua vida e, a menos que a criança apresente uma forma muito leve de psoríase, provavelmente, haverá ocasiões nas quais a criança será incomodada ou questionada por outras crianças.
Para ajudar a minimizar tal situação, certifique-se que a professora da criança conhece a psoríase e é capaz de explicar para as outras crianças que a mesma não é uma doença contagiosa. A criança também deverá se acostumar a contar às outras que tem psoríase - um incômodo, mas que não é contagioso.
Algumas crianças continuarão fazendo comentários maldosos, mesmo depois da situação ser cuidadosamente explicada. Entretanto, os especialistas concordam que, em geral, as crianças devem continuar suas atividades, incluindo jogos e natação, e manter a psoríase em segundo plano. As crianças precisam aprender a ignorar comentários tolos e não demonstrar sentimentos feridos.
O papel dos pais
Ninguém pode modificar o que está escrito em seus genes. Apesar dos pais ficarem compreensivelmente chateados quando uma criança é diagnosticada com psoríase, é melhor que não demonstrem tal sentimento a seus filhos. Ocasionalmente, os filhos podem tentar aproveitar-se da aflição que os pais estão sentindo como resultado de sua psoríase, em uma tentativa de conseguir o que querem. Os pais devem tentar não ceder; não importa o quão duro isto seja.
Como pai, algumas vezes pode ser difícil encontrar o meio termo entre muita ou pouca atenção ao tratamento. Em casos graves, os pais podem ser questionados quanto a tomar decisões sobre tratamentos que não sejam normalmente prescritos a crianças. Se o pai estiver em dúvida, o mesmo deve solicitar outras discussões com o especialista, ou uma segunda opinião.
Os pais e as crianças devem somar esforços para o controle da psoríase. Mas não é uma parceria para toda a vida. Eventualmente, os filhos saberão melhor que seus pais qual tratamento funciona melhor; e quando. Melhores tratamentos estão em desenvolvimento o tempo todo.
Em busca do tratamento adequado
Se os pais suspeitam que seus filhos têm psoríase, devem procurar aconselhamento médico. Contudo, se a condição é grave, o caso deve ser encaminhado a um Dermatologista.
Apesar de atualmente não haver cura para a psoríase, avanços recentes nos tratamentos disponíveis significam que é possível reduzir e controlar a situação.
Entretanto, não há um tratamento único, que seja adequado para todos os pacientes, e o médico pode tentar várias terapias diferentes antes que a mais adequada seja encontrada. Nos casos mais graves, a criança deve ser encaminhada ao Dermatologista para que receba tratamentos mais potentes.
Porém, quanto mais potente o tratamento utilizado, maior o risco de desenvolvimento de efeitos indesejáveis. Por esta razão, os médicos sempre tentarão, inicialmente, as drogas mais leves e as menores doses. Se estas não funcionarem, pais e médicos precisarão discutir se os benefícios de tratamentos mais fortes serão maiores que seus riscos.
Tratamentos
Para algumas crianças com psoríase leve, um creme suavizante oleoso (emoliente), prescrito pelo médico, pode ser suficiente. Tal procedimento mantém a hidratação, prevenindo que a pele se torne muito seca, mas é necessário que o creme seja reaplicado freqüentemente. Os óleos de banho emolientes, utilizados para o tratamento de eczema, também podem ajudar a aliviar o prurido da psoríase. O médico pode aconselhar os pais quanto aos melhores produtos.
Os mais novos tratamentos disponíveis para tratar a psoríase infantil são os análogos da vitamina D. Eles ficam imperceptíveis quando aplicados sobre a pele, são inodoros e não mancham a pele ou roupas. Estão disponíveis nas formas de pomada e creme, e devem ser aplicados duas vezes ao dia. Ocasionalmente, podem causar leve irritação ou sensação de picada no momento em que são aplicados, mas tais reações são normalmente brandas o suficiente para que o tratamento não seja interrompido.
Também podem ser prescritos produtos à base de coaltar (alcatrão da hulha). São produtos antissépticos naturais, que aliviam o prurido, e ajudam a remover a pele espessa. Os tratamentos mais eficazes não são apropriados para a aplicação doméstica, pois podem deixar muitas manchas e são, na maioria das vezes, aplicados nos hospitais. Podem deixar um odor marcante. Os mais novos tratamentos à base de alcatrão são mais fáceis de serem utilizados, mas também tendem a ser menos eficazes. Se a criança está recebendo tratamento à base de alcatrão, deverão ser tomados cuidados para que evite a exposição solar nas 24 horas após a aplicação, pois, neste período, a pele se encontrará extremamente sensível.
Um outro tratamento eficaz, ditranol, deve ser utilizado com cuidado. O médico deve orientar os pais ou pacientes a aplicar vaselina ao redor de cada placa de psoriase, antes de aplicar ditranol sobre as mesmas. Este procedimento proporciona uma barreira protetora que assegura que a droga entrará em contato apenas com as placas, e não com a pele normal. Do contrário, a área de pele sã ao redor das placas pode sofrer queimaduras. Os pais devem se assegurar que seus filhos retiram o ditranol cerca de 30 minutos após a aplicação.
O ditranol pode manchar a pele e roupas com uma coloração roxo-amarronzada, e não deve ser utilizado na face, virilha ou axilas. Uma nova versão deste tratamento está disponível, a qual pode causar menos manchas.
Cremes e loções à base de esteróides são úteis nos casos de psoríase inflamada e pruriginosa. Contudo, estes devem ser utilizados com muita cautela. Crianças não devem fazer uso de tal tratamento por um período maior do que o recomendado (normalmente algumas semanas), pois pode ocorrer adelgaçamento cutâneo e, ocasionalmente, causar reaparecimento da psoríase.
O ácido salicílico ajuda a remover as placas cutâneas e é normalmente combinado com os tratamentos à base de alcatrão ou ditranol.
Convivendo com a psoríase do couro cabeludo
O couro cabeludo é normalmente afetado pela psoríase e, como esta área corporal é difícil de ser escondida, a criança pode considerar esta condição particularmente angustiante.
A psoríase do couro cabeludo provoca vermelhidão cutânea, ressecamento, prurido e descamação da pele do couro cabeludo (semelhante à caspa grave).
Assim como a psoríase que afeta outras partes do corpo, a psoriase do couro cabeludo não é infecciosa e não pode ser transmitida através do compartilhamento de toalhas, escovas de cabelo e pentes. Contudo, danos ao couro cabeludo agravarão a condição. A criança precisa evitar a escovação muito vigorosa dos cabelos, assim como evitar o uso de produtos químicos (exceto os tratamentos prescritos) na área da cabeça.
Tratamento para a psoríase do couro cabeludo
Uma ampla variedade de loções e shampoos podem ser prescritos. Alguns devem ser utilizados com grande cuidado, portanto as instruções das embalagens devem ser observadas. O rosto da criança deve ser protegido com um tecido ou toalha enquanto tais tratamentos são aplicados.
Algumas preparações contêm ingredientes designados para suavizar a pele espessa; portanto, as escamas se desprendem. Tais produtos devem agir no couro cabeludo durante a noite.
Alguns dos tratamentos utilizados no corpo também estão disponíveis para aplicações no couro cabeludo. Seu uso em crianças nem sempre é fácil, contudo, uma discussão detalhada dos pais com o médico sempre vale a pena.
Tratamentos Hospitalares
Muitos tratamentos podem ser realizados no próprio lar do paciente, e crianças com psoríase raramente precisam ser hospitalizadas.
Contudo, as crianças deverão realizar visitas freqüentes, ou até mesmo diárias, quando forem administrados tratamentos particularmente fortes ou difíceis de utilizar; ou durante terapia com luz.
Terapia com Luz Artificial ou Luz Solar
As crianças com psoríase devem ser encorajadas a brincar expostas à luz solar; pois esta proporciona efeitos benéficos à pele. Mas, como qualquer outra criança, é preciso se assegurar que sua pele delicada não será queimada. Lâmpadas artificiais para tratamento doméstico normalmente não são recomendadas para crianças.
Apesar da terapia envolvendo a luz ultravioleta ser geralmente eficaz, até recentemente, ela raramente era praticada em crianças mais novas. Elas tendem a considerá-la muito assustadora. Entretanto, as cabines de tratamento agora estão sendo produzidas de maneira a proporcionar aos usuários um ambiente mais agradável, com música e ar condicionado e, em alguns casos, as mães podem até entrar nas cabines com seus filhos. Os raios ultravioleta curtos reduzem as chances de formação de eritema. Os tratamentos com ultravioleta, algumas vezes, são combinados com banhos de coaltar.
Vivendo com Psoríase
A rotina que os pais devem adotar para conviver com as crises de psoríase de seus filhos pode ser muito dispendiosa de tempo. E muito fácil encontrar pais que tomam todas as responsabilidades para si. Mas é a criança que tem a condição, e quem deverá gradualmente tomar a responsabilidade por ela, assim como ela o fez quando aprendeu a escovar seus cabelos ou dentes.
Durante as crises, as roupas largas, de algodão, são as mais confortáveis. Tais roupas devem ser utilizadas por baixo, mesmo que uma camisa de futebol, de tecido sintético, seja vestida por cima! É conveniente que algumas roupas de cama, toalhas, roupas de baixo e camisetas sejam separadas e utilizadas exclusivamente quando forem realizados tratamentos que possam provocar manchas em tecidos. Alguns tratamentos podem ser combinados com atividades agradáveis, como ouvir música ou assistir a TV.
Uma crise grave pode deixar a criança com a temperatura alta e com prurido, impedindo o sono tranqüilo. Os pais devem tentar prevenir este problema antes da hora de dormir. Um banho emoliente com um ingrediente anti-pruriginoso pode ser útil. Alguns pais acreditam que loções oleosas à base de calamina ou compressas geladas também podem ser úteis. Comprimidos ou loções à base de anti-histamínicos são sempre úteis nos casos mais graves de prurido. Em ocasiões muito especiais, as crianças podem utilizar corretivos para esconder a psoríase facial. Com informações Skin Pocket Book.
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