health

[health][bsummary]

vehicles

[vehicles][bigposts]

business

[business][twocolumns]

Mergulhadores encontrados Mortos: O triste sofrimento da Família

do BRASIL NOTICIAS, em São Paulo


 
Morte de Rodrigo e Alessandro: Família faz lembranças, e sofre com morte de mergulhadores.


Dor, e muita tristeza tomaram conta das famílias e amigos de Rodrigo Garcia, de 29 anos, e Alessandro Varani, também de 29 anos, os mergulhadores desapareceram e foram encontrados mortos na pedreira de Salto de Pirapora, em São Paulo. "Esse lugar continuará matando pessoas.", palavras de Mateus Garcia Cordeiro, de 60 anos, pai de Rodrigo Garcia, mergulhador e empresário.


 
Rodrigo Garcia, ao lado de sua esposa.


"A empresa [de logística e transporte] dele ia bem, então fez novos investimentos para continuar crescendo.", lembra a madrasta de Rodrigo,  Maria Brandão da Silva Garcia, ela conta que Rodrigo e Alessandro eram amigos a seis anos. Familiares de Rodrigo Garcia conta que o empresário começou a praticar mergulho por incentivo do amigo, Alessandro Varani. Os amigos queriam ir a pedreira estrear um novo equipamento comprado nos Estados Unidos, aonde o pior aconteceu.


 
Alessandro, ao lado de sua esposa.


"Quando o Alessandro me contou como é a pedreira, arrepiei. Esta não foi a primeira vez que vieram. Esse lugar é muito perigoso.", disse  Eliseu de Oliveira, de 55 anos, sogro de Alessandro.


"Acredito que o Rodrigo tenha se desesperado debaixo da água e o Alessandro tentou ajudá-lo. Se não tomarem alguma providência, infelizmente muitas pessoas ainda vão morrer aqui.", afirma o sogro de Alessandro, Eliseu Olveira.


Relato de Outro Mergulhador


 
Eric Vosgrau relata tudo que presenciou.


Eric Vosgrau, estava ministrando um curso técnico no local do acidente, o mergulhador relata o que ele viu no Sábado, dia do desaparecimento dos mergulhadores. 


"Estávamos efetuando um mergulho técnico na pedreira, e antes de iniciar a segunda descida, por volta de 3 horas da tarde, encontrei um mergulhador chamado Henrique, logo na entrada da água. Ele estava sozinho, olhando para a pedreira, e eu puxei papo. Ele me disse que estava em um grupo de três pessoas [ele mais os dois que morreram] e que tinham se perdido durante o mergulho. Disse que então eles subiram e se encontraram novamente, para descer e continuar. Também que eram mergulhadores recreativos, um com curso de rescue e outro básico ou avançado e, segundo ele, perfil nos 30 metros.", disse.


"Durante essa pausa na superfície, um deles perdeu a máscara e o Henrique teria emprestado sua máscara para o Alessandro Varani. Segundo Henrique, eles iriam apenas ver o carro [submerso, um dos atrativos desse mergulho] na faixa dos 30 [metros] e já iriam subir. Nesse momento, parecia que tudo estava sob controle, pois fazia apenas 25 ou 30 minutos que eles estavam mergulhando. Quando eu retornei do meu mergulho, depois de uns 40 minutos, Henrique ainda estava no mesmo lugar e sem a dupla. Percebemos então que havia um problema sério, já que os dois estavam, segundo Henrique, há mais de uma hora mergulhando – e não estavam na parte rasa, pois não havia bolhas. Henrique disse que o Rodrigo estava com um cilindro modelo S80, com menos da metade de ar (90 bar, ou aproximadamente 1.100 litros de ar), que já havia sido usado na primeira descida. Alessandro estaria com um cilindro de 18 litros e 135 bar, com aproximadamente 2.430 litros de ar. Considerando um mergulho a 30 metros e um consumo de 20 litros por minuto na superfície, Rodrigo teria em torno 13 minutos de ar no fundo para zerar o cilindro.", afirma Vosgrau.


"Procuramos bolhas por aproximadamente 30 minutos, sem sucesso e, como o carro deles estava trancado e a chave estava com o Alessandro, não tinha como o Henrique pegar roupa, carteira, celular, nada. Então colocamos os equipamentos dele no nosso carro e o levamos para Sorocaba, de onde ele acionou sua família e os bombeiros – que por já estar escuro, disseram que iriam iniciar as buscas na manhã de domingo. Também emprestamos roupas, para ele poder tomar banho e tirar o neoprene. A família dele chegou por volta de 23h30 em Sorocaba. Na manhã de domingo, voltei com outro instrutor até o local, onde os bombeiros já haviam começado o trabalho, inclusive com um mergulho na faixa dos 40 metros e por toda a rampa, mas nada tinha sido encontrado.", finaliza Eric Vosgrau.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários são de inteira responsabilidade dos leitores.