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Parque Hopi Hari: Falha Humana é admitida por advogado


do BRASIL NOTICIAS


O Advogado de defesa do funcionário, Marcos Antônio Tomaz Leal, de 18 anos, admitiu uma possivel falha humana. "É difícil explicar essa fatalidade, é difícil explicar o inexplicável. Foi um conjunto de falhas. Existiu falha mecânica e falha humana. Não dá para tapar o Sol com a peneira.", disse o advogado de defesa de Marcos Antônio. 


Gabriella Yukari Nichimura, pouco antes de cair do brinquedo La Tour Eiffel no parque Hopi Hari, em Vinhedo
Gabriella Yukari Nichimura, pouco antes de cair do brinquedo La Tour Eiffel no parque Hopi Hari, em Vinhedo


Marcos Antônio Tomaz Leal é um dos funcionários do Hopi Hari, é um dos operadores da La Tour Eiffel, onde acidentou Gabriella Yukari Nichimura, de 14 anos,a adolescente caiu de uma altura de 30 metros do brinquedo. "Foi lhe perguntado se meu cliente conhecia alguma trava. Não. Se participou de alguma reunião. Não", declarou Bichir Ale Bichir Júnior, advogado de Marcos Antônio Tomás Leal. Para o advogado, a pressão no ambiente de trabalho também contribuiu para que os funcionários permitissem que o brinquedo entrasse em operação mesmo depois de verificarem que uma cadeira deveria estar interditada. "Não é que eles se distraíram, é também a pressão. É como funciona numa equipe de Fórmula 1. Não é intenção, mas as vezes um atropela o outro, põe fogo no outro. O desapercebido faz parte do conjunto que envolveu essa fatalidade. É muito complicado falar em falta de atenção porque envolve uma vida, mas acho que tem a falta de atenção e tem a pressão do trabalho.", disse o advogado de defesa.



Bichir Ale Bichir Júnior, advogado de Marcos Antônio.


Bichir Ale Bichir Júnior, advogado de Marcos Antônio, também disse que o jovem não era responsável pelo brinquedo que aconteceu o acidente. De acordo com o advogado a responsabilidade recai sobre o outro operador, Edson da Silva, que também aparece na foto divulgada pela família da adolescente. "Meu cliente cuidava dos setores 2 e 4. O acidente ocorreu no 3. Quem cuidava do setor 3 é o outro rapaz, que também irá depor. É importante ouvir as cinco pessoas que operavam o brinquedo.", disse.



O delegado, Alvaro Santucci Noventa Júnior


De acordo com o delegado, Alvaro Santucci Noventa Júnior, o outro operador deve ser ouvido nesta quarta-feira. "É importante chegar até eles e, quem sabe, até fazer uma acareação.", afirma o delegado. A Policia quer saber  qual deles garantiu a Silmara Nichimura, mãe de Gabriela, que a cadeira era segura.


Manual dos Brinquedos


O advogado de Marcos Antônio Tomaz Leal conta que protocolou na delegacia um manual dos brinquedos. De acordo com o advogado de defesa, consta a informação de que os funcionários apenas podem iniciar o funcionamento das atrações depois da autorização de supervisores. "Eles só podem operar mediante ordem de um superior. Isso está escrito no manual e foi como meu cliente agiu. Esse documento chegou de forma anônima para mim. É um sinal de que estamos contando com a colaboração das pessoas.", finaliza o advogado.


Direção do Parque


Assim como Vitor Igor Spinucci de Oliveira, de 24 anos, afirmou em depoimento o operador Marcos Antonio Tomaz Leal, de 18 anos, disse que seu treinamento para operar o brinquedo foi a leitura de um manual intitulado "padrão básico operação rides".


De acordo com o delegado, Álvaro Santucci Noventa Júnior, que investiga o caso, a responsabilidade pelo uso indevido do equipamento do qual caiu a menina deverá ser estendida à direção do parque. "Se realmente ocorreu apenas a leitura é um ato muito falho da direção do parque. De quem está hierarquicamente acima deles e até mesmo da direção, se sabia disso. Então, não vai se limitar aos operadores a responsabilidade. A gente vai, na hierarquia, chegar até quem teve o dever de zelar pela integridade dos usuários do parque.", disse o delegado.


Outro Lado


"O treinamento não se resumia à simples leitura do manual. Tinha três fases, sendo que a terceira era em campo, ao lado de funcionários mais experientes. Quem faltou com dever de cuidado faltou em relação a algo muito simples. Portanto, vamos aguardar a continuidade das apurações e confiamos no juízo prudente do delegado de polícia.", disse o advogado do Parque Hopi Hari, Alberto Toron.

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