Empresário desmente Perillo sobre venda de casa
PAULA MARIA DUARTE
do BRASIL NOTICIAS, em Brasília
O empresário Walter Paulo Santiago disse à CPI do Cachoeira que comprou um imóvel do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mas disse que pagou em dinheiro pelo negócio e não em cheques, como vem dizendo o governante tucano.
Essa versão, porém, difere da apresentada há duas semanas à comissão pelo ex-vereador tucano e assessor de Carlinhos Cachoeira, Wladimir Garcez.
À CPI, Garcez disse que negociou a casa diretamente com o governador e que somente depois revendeu o imóvel para Santiago, de quem ganhou uma comissão de 100 mil reais. O pagamento da comissão foi confirmado pelo empresário, que é um dos proprietários da Faculdade Padrão, de Goiás.
Garcez afirmou ainda que pagou o imóvel ao governador com três cheques, que segundo a PF seriam de um sobrinho de Cachoeira. Perillo diz que recebeu o pagamento pela casa em cheques, mas não olhou quem era o emissor. O governador nega ter feito negócios com Cachoeira.
Wladimir Garcez também disse não saber quem era o dono dos cheques que teria conseguido emprestado com outro de seus chefes, o ex-diretor da construtora Delta na região Centro-Oeste, Cláudio Abreu.
A guerra de versões alimenta a suspeita da Polícia Federal de que o governador teria negociado a casa em Goiânia com Cachoeira e teria usado outras pessoas para intermediar o negócio.
Quando foi preso, em fevereiro, acusado de ser o chefe de um esquema de exploração de jogos ilegais, Cachoeira residia no imóvel em questão.
Santiago negou que tenha qualquer relacionamento comercial com Cachoeira, mas admitiu que se encontrou com ele em jantares e que ele se propôs a ajudá-lo, por intermédio do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), a instalar um curso de medicina em Goiás.
Apesar de dizer que pagou em dinheiro, o empresário não soube dar detalhes sobre a procedência dos recursos para o pagamento, que foi feito na sua residência a Garcez e um assessor do governador chamado Lúcio Fiuza.
Se comprometeu, porém, a dar explicações adicionais com documentos para a CPI para comprovar a legalidade dos recursos.
Em nota divulgada Perillo voltou a dizer que recebeu o pagamento em cheques pela casa e que quem ficou com o dinheiro pago por Santiago foi Garcez.
"O dinheiro ficou em posse do sr. Wladimir que, ainda conforme declarou em seu depoimento na CPI, fez o pagamento do empréstimo ao sr. Cláudio Abreu", diz a nota do governador.
Para o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a versão de Santiago "parece ser verdadeira". "E o governador tem que explicar por que três cheques da organização criminosa (de Cachoeira) foram parar na conta dele", disse o parlamentar a jornalistas.
Os parlamentares do PSDB preferiram se eximir de questionamentos durante a sessão da CPI. O depoimento de Perillo está marcado para a próxima terça-feira.
Com informações Reuters.
do BRASIL NOTICIAS, em Brasília
Situação Complicada
Depoimento de empresário complica situação de Marconi Perillo.
O empresário Walter Paulo Santiago disse à CPI do Cachoeira que comprou um imóvel do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mas disse que pagou em dinheiro pelo negócio e não em cheques, como vem dizendo o governante tucano.
Essa versão, porém, difere da apresentada há duas semanas à comissão pelo ex-vereador tucano e assessor de Carlinhos Cachoeira, Wladimir Garcez.
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
À CPI, Garcez disse que negociou a casa diretamente com o governador e que somente depois revendeu o imóvel para Santiago, de quem ganhou uma comissão de 100 mil reais. O pagamento da comissão foi confirmado pelo empresário, que é um dos proprietários da Faculdade Padrão, de Goiás.
Garcez afirmou ainda que pagou o imóvel ao governador com três cheques, que segundo a PF seriam de um sobrinho de Cachoeira. Perillo diz que recebeu o pagamento pela casa em cheques, mas não olhou quem era o emissor. O governador nega ter feito negócios com Cachoeira.
Wladimir Garcez também disse não saber quem era o dono dos cheques que teria conseguido emprestado com outro de seus chefes, o ex-diretor da construtora Delta na região Centro-Oeste, Cláudio Abreu.
A guerra de versões alimenta a suspeita da Polícia Federal de que o governador teria negociado a casa em Goiânia com Cachoeira e teria usado outras pessoas para intermediar o negócio.
Quando foi preso, em fevereiro, acusado de ser o chefe de um esquema de exploração de jogos ilegais, Cachoeira residia no imóvel em questão.
Santiago negou que tenha qualquer relacionamento comercial com Cachoeira, mas admitiu que se encontrou com ele em jantares e que ele se propôs a ajudá-lo, por intermédio do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), a instalar um curso de medicina em Goiás.
Apesar de dizer que pagou em dinheiro, o empresário não soube dar detalhes sobre a procedência dos recursos para o pagamento, que foi feito na sua residência a Garcez e um assessor do governador chamado Lúcio Fiuza.
Se comprometeu, porém, a dar explicações adicionais com documentos para a CPI para comprovar a legalidade dos recursos.
Em nota divulgada Perillo voltou a dizer que recebeu o pagamento em cheques pela casa e que quem ficou com o dinheiro pago por Santiago foi Garcez.
"O dinheiro ficou em posse do sr. Wladimir que, ainda conforme declarou em seu depoimento na CPI, fez o pagamento do empréstimo ao sr. Cláudio Abreu", diz a nota do governador.
Para o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a versão de Santiago "parece ser verdadeira". "E o governador tem que explicar por que três cheques da organização criminosa (de Cachoeira) foram parar na conta dele", disse o parlamentar a jornalistas.
Os parlamentares do PSDB preferiram se eximir de questionamentos durante a sessão da CPI. O depoimento de Perillo está marcado para a próxima terça-feira.
Com informações Reuters.
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