Delegado morto em SP havia sofrido atentado com granada em 2002
Quem conta é o delegado Fernando Gonçalves de Oliveira, da DIG de Ribeirão, amigo de Paula e que na época investigou o atentado. "Prendemos os autores e eles confessaram o crime. Eles faziam parte de uma quadrilha de ladrões de cargas e de veículos que o Paula estava investigando, por isso queriam sua morte ou pelo menos intimidá-lo."
De acordo com Oliveira, o delegado morto era destemido e fazia investigações inteligentes, por isso ele não acredita na hipótese de tentativa de assalto. "Não acredito que foi assalto. Tomar três tiros e não ter nada roubado... Ele nem chegou a sacar a arma, por que os bandidos iriam atirar?", questionou.
O delegado, que trabalhou 11 anos com o colega, conta que ele era de uma família de policiais e gostava da profissão. "O pai dele, também Paulo, é delegado aposentado. A mulher, Renata, é delegada em Passos, Minas Gerais, e um dos irmãos já foi delegado estadual e agora é federal. O outro irmão é médico legista e a irmã, fisioterapeuta. Uma família ótima. As filhas dele, a Vitória (18 anos) e a Fernanda (8 anos), estão inconsoláveis, como toda a família e os amigos."
Fernando acompanhou o velório e participou da salva de tiros em homenagem ao policial morto durante o sepultamento, no cemitério do distrito de Bonfim Paulista, em Ribeirão Preto. Ele disse que a morte do policial é uma grande perda, não só para os familiares e amigos, mas para a Polícia Civil do Estado de São Paulo. "Para os bandidos, ele era osso duro de roer, tanto que prendeu muitas quadrilhas, inclusive algumas que atuavam no litoral. É preciso ver o que de fato aconteceu, o que está acontecendo com os policiais. Não vi o governador Alckmin no enterro. É preciso investigar e esclarecer."
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