Procurador lista acusações contra réus do Mensalão
PAULA MARIA DUARTE
do BRASIL NOTICIAS, em Brasília, (DF)
Roberto Gurgel, procurador-geral da república, afirmou que o mensalão foi sem dúvida o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e desvio de dinheiro público realizado no Brasil. O procurador citou o papel de cada integrante, os 38 réus, e apontou o ministro-chefe da casa civil, José Dirceu, como o mentor do esquema. O procurador chamou o esquema de 'sofisticada organização criminosa destinada a comprar votos de parlamentares no Congresso'.
Aproximadamente, R$ 73 Milhões de reais foram desviados do Banco do Brasil. De acordo com o procurador, a ex-diretora da agência de publicidade SMPB, do empresário Marcos Valério, contou que um carro-forte chegou a ser usado para transportar parte do dinheiro. Ainda, segundo o procurador, a agência de Marcos Valério simulou empréstimos 'sem garantias mínimas de pagamento' para financiar o esquema. Em troca, o empresário buscava vantagens em contratos de publicidade com o governo. A administração federal visava comprar apoio político, no Congresso e quitar as dividas eleitorais. "A coincidência de interesses fez com que se produzisse essa associação.", disse o procurador.
Segundo Gurgel, o mensalão foi montado em 2003, logo no início do primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para cooptar apoio político. “Maculou-se a República, instituindo-se à custa do desvio de dinheiro público, um sistema de movimentação financeira à margem da legalidade, com o objetivo de comprar o voto de parlamentares em matérias relevantes para o governo”.
De acordo com o procurador Roberto Gurgel, a base do esquema constituía na captação de verbas por parte do publicitário Marcos Valério, a mando da cúpula do PT, para distribuição entre parlamentares da base aliada. Gurgel citou o ex-presidente do PT José Genoíno, o ex-secretário-geral do partido Silvio Pereira e o ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares, além dos parlamentares dos partidos beneficiados pelo esquema, PR, PTB, e PP.
Marcos Valério foi destaque do núcleo publicitário-financeiro. Segundo o procurador, o interesse do núcleo era se aproximar do governo a fim de obter vantagens em contratos publicitários e desvio de verba em benefício próprio.
O núcleo financeiro, formado por dirigentes do 'Banco Rural', aceitou entrar no esquema para ter vantagens em transações envolvendo instituições financeiras. o grupo forjou empréstimos que não ocorreram na realidade, dissimulando a origem ilegal da verba. O procurador lembrou que representantes do Banco BMG não estão na ação penal do STF porque o caso está sendo tratado em outro processo, que tramita na Justiça de primeiro grau.
O procurador falou sobre os crimes imputados a cada um dos réus. Segundo o procurador, os crimes são: Formação de Quadrilha, pena de 1 a 3 anos de prisão, corrupção ativa e passiva, de 1 a 12 anos de prisão, cada integrante do esquema. Peculato, de 2 a 12 anos de prisão, evasão de divisas, de dois a seis anos, gestão fraudulenta de instituição financeira, três a 12 anos, e lavagem de dinheiro, de três a dez anos.
do BRASIL NOTICIAS, em Brasília, (DF)
Segundo Gurgel, o mensalão foi montado em 2003, logo no início do primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para cooptar apoio político. “Maculou-se a República, instituindo-se à custa do desvio de dinheiro público, um sistema de movimentação financeira à margem da legalidade, com o objetivo de comprar o voto de parlamentares em matérias relevantes para o governo”.
PT
De acordo com o procurador Roberto Gurgel, a base do esquema constituía na captação de verbas por parte do publicitário Marcos Valério, a mando da cúpula do PT, para distribuição entre parlamentares da base aliada. Gurgel citou o ex-presidente do PT José Genoíno, o ex-secretário-geral do partido Silvio Pereira e o ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares, além dos parlamentares dos partidos beneficiados pelo esquema, PR, PTB, e PP.
Marcos Valério
Marcos Valério foi destaque do núcleo publicitário-financeiro. Segundo o procurador, o interesse do núcleo era se aproximar do governo a fim de obter vantagens em contratos publicitários e desvio de verba em benefício próprio.
O núcleo financeiro, formado por dirigentes do 'Banco Rural', aceitou entrar no esquema para ter vantagens em transações envolvendo instituições financeiras. o grupo forjou empréstimos que não ocorreram na realidade, dissimulando a origem ilegal da verba. O procurador lembrou que representantes do Banco BMG não estão na ação penal do STF porque o caso está sendo tratado em outro processo, que tramita na Justiça de primeiro grau.
Crimes
O procurador falou sobre os crimes imputados a cada um dos réus. Segundo o procurador, os crimes são: Formação de Quadrilha, pena de 1 a 3 anos de prisão, corrupção ativa e passiva, de 1 a 12 anos de prisão, cada integrante do esquema. Peculato, de 2 a 12 anos de prisão, evasão de divisas, de dois a seis anos, gestão fraudulenta de instituição financeira, três a 12 anos, e lavagem de dinheiro, de três a dez anos.
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