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Boate: Mulheres eram mantida em cárcere e exploradas sexualmente


FABIANO BROQUÁ
do PUC, em Belém do Pará, (PA)

Foi desmantelada uma quadrilha que mantinha 16 mulheres e uma transsexual em cárcere privado dentro de uma boate e explorava sexualmente as vitimas, as vitimas eram mantidas em cárcere dentro de uma boate de striptease, em Altamira, no sudoeste do Pará. A Policia Civil desmantelou a quadrilha e libertou as vitimas do local.

Policiais chegaram na boate através de uma denúncia, a autora da denúncia é uma menor de 16 anos de idade, que afirmou ter sido explorada sexualmente pela quadrilha. A adolescente conseguiu fugir do local e denunciou o caso no Conselho Tutelar do municipio.

As vitimas foram levadas até Belém do Pará, aonde retornaram a seus estados de origem. As mulheres são do Paraná, Rio Gr ande do Sul, e Santa Catarina. De acordo com Bruno Renato Teixeira, Ouvidor Nacional dos Direitos Humanos, as mulheres têm idade entre 18 e 20 anos e estaria na boate a uma semana. As mulheres estão recebendo apoio psicológico.

"Toda situação onde as pessoas são privadas de sua liberdade e exploradas sexualmente é de extrema gravidade. E nós estamos trabalhando não só na prevenção mas também, quando identificados esses casos, agindo imediatamente.", afirma Bruno Teixeira.

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A reportagem teve acesso a 'Boate Xingu', segundo a própria boate o ambiente é fino e tem 'lindas garotas'. As vitimas ficavam em quartos com péssimas condições, pequenos, sem ventilação, e eram trancadas com cadeado pela quadrilha. Segundo uma das vitimas, elas só podiam sair do local uma vez por semana, e ao sairem elas eram vigiadas pelos seguranças da boate.

Foram presos o garçom e o vigilante da boate.

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