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Ação na Favela do Rola: A dor das famílias dos mortos na Operação


RICARDO COSTA
do PORTAL UNIVERSO, no Rio de Janeiro, (RJ)

Policiais trocando os corpos de lugar.
Uma operação sangrenta, com cinco pessoas mortas, e que ao longo do tempo vem aparecendo apenas pontos negativos a Policia Civil do Rio de Janeiro, atualmente, o exército comunicou que a Policia Civil não estava autorizada a realizar a operação na favela. Policiais estratégicos  que foram flagrados separando os corpos das vitimas. O servente de pedreiro Ewerton Luís da Cruz Neves, de 23 anos, foi morto durante esta ação da Policia na Favela do Rola.

Ewerton morava em Campo Grande com a mulher e o filho, de 1 ano de idade. Ewerton tinha visitado a comunidade para ver a mãe, e já mais esperava que nesta visita poderia perder sua vida por pessoas que deveriam prevenir a violência e não pratica-la. O tio da vitima, Marco Aurélio Cruz, de 60 anos, lembra que o sobrinho havia saído para ir ao açougue quando a Policia deu inicio a ação. "Aí, todo mundo correu. Ele correu junto e foi baleado. Na hora do tiroteio, ninguém vai ficar para contar a história. Até hoje a mãe dele está abatida com o que aconteceu.", conta.

O tio lembra da última vez em que viu o sobrinho. "Ele ficou soltando pipa com o meu filho e jogando bola. Era um garoto bom.", lamenta. Ewerton, segundo a família era um homem trabalhador, atualmente trabalhava ao lado do pai, o pedreiro Amauri dos Santos Neves, em uma obra na barra da Tijuca.

Uma mulher reclama em entrevista ao jornal carioca Extra que seu irmão, morto na operação policial foi enterrado como indigente. "Ele foi enterrado como se fosse um indigente. A dor maior é de não ter tido o enterro. Tenho a sensação de que ele pode aparecer a qualquer momento. Ele ficou no meio do fogo cruzado, entre a polícia e os traficantes.", afirma. Questionada sobre o irmão ter envolvimento com o crime, ela afirma que o irmão era usuário. "Ele só usava crack. O Conselho Tutelar tirou três filhos dele, porque a mãe também era usuária.", conta.

O pai identificou o filho após imagens
divulgadas pela imprensa.
Valdeir Rosa Guimarães, de 50 anos, mecânico  identificou o filho ao ver os vídeos da ação policial divulgados pela imprensa. "Não estava presente para dizer. E não entendo nada desse negócio de lei. Mas ninguém conseguiu se defender. Eles queriam liquidar.", critica. Guimarães perdeu o filho, Silas Rosa Guimarães, que nas imagens aparece caído dentro de um bar. Segundo a família, Silas tinha apelido de Robinho, por ser parecido com o jogador, e sonhava em ser atleta profissional.

Silas era evangélico, muito religioso, era dedicado aos estudos, após concluir o ensino médio trabalhou como mecânico em uma oficina de ônibus  Silas permaneceu nesta empresa entre fevereiro de 2007 a maio de 2010. Silas teria se envolvido com uma mulher da comunidade e com o tráfico, foi morto aos 25 anos, e deixou uma menina de 4 anos e um bebe de seis meses.

Outro Lado

Em outro vídeo da Policia Civil criminosos reagem a presença dos policiais na comunidade, nas imagens é possível ver criminosos armados com fuzis enfrentando agentes da policia civil.

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