Delegado suspeito de ser informante de traficantes é liberado pela Justiça
SILVANA PATALÃO
do BRASIL NOTICIAS, em São Paulo, (SP)
O delegado Clemente Castilhone Júnior, supervisor da Unidade de Inteligência do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), teve o alvará de soltura expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O delegado foi preso na Segunda-feira, 15, suspeito de vazamento de informações para narcotraficantes da região de Campinas, no interior de São Paulo. Segundo promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP), o delegado foi liberado porque ele ofereceu informações importantes à investigação do MP e da Corregedoria sobre um grupo de policiais suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.
Ainda segundo os promotores, policiais receberiam até R$ 660 mil por ano para informar e proteger criminosos ligados ao PCC de Campinas. Além do delegado, oito policiais funcionários do Denarc, e ex-funcionários foram presos nesta semana. De acordo com o promotor de justiça que investiga o caso, José Cláudio Tadeu Baglio, a prisão foi "drástica, mas absolutamente necessária" para entender como o vazamento ocorreu. O promotor descartou a participação do delegado no esquema e também que o vazamento tenha sido proposital.
Um outro delegado do Denarc, Fábio Alcântara, esta preso. Os delegados foram ouvidos pelos promotores do Gaeco. Dois investigadores do 10º DP, Mark de Castro Pestana e Renato Peixeiro Pinto foram levados para prestar depoimento, mais se recusaram a falar. De acordo com o advogado dos investigadores, o acesso às provas que resultaram na detenção de seus clientes foi liberado menos de um dia antes da oitiva e a defesa recomendou que os policiais não se pronunciassem porque não houve tempo para analisar o processo.
do BRASIL NOTICIAS, em São Paulo, (SP)
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| Delegado Clemente Castilhone Júnior. |
Ainda segundo os promotores, policiais receberiam até R$ 660 mil por ano para informar e proteger criminosos ligados ao PCC de Campinas. Além do delegado, oito policiais funcionários do Denarc, e ex-funcionários foram presos nesta semana. De acordo com o promotor de justiça que investiga o caso, José Cláudio Tadeu Baglio, a prisão foi "drástica, mas absolutamente necessária" para entender como o vazamento ocorreu. O promotor descartou a participação do delegado no esquema e também que o vazamento tenha sido proposital.
Um outro delegado do Denarc, Fábio Alcântara, esta preso. Os delegados foram ouvidos pelos promotores do Gaeco. Dois investigadores do 10º DP, Mark de Castro Pestana e Renato Peixeiro Pinto foram levados para prestar depoimento, mais se recusaram a falar. De acordo com o advogado dos investigadores, o acesso às provas que resultaram na detenção de seus clientes foi liberado menos de um dia antes da oitiva e a defesa recomendou que os policiais não se pronunciassem porque não houve tempo para analisar o processo.
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