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Ministro da saúde nega ter ignorado entidades médicas ao criar programa

PAULA MARIA DUARTE e MARCOS BOTELHO NETO
do BRASIL NOTICIAS, em Brasília, (DISTRITO FEDERAL) e São Luís, (MARANHÃO)

Ministro nega que tenha ignorado entidades
médicas.
O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), anunciaram que deixaram as comissões temáticas que integram nas áreas de saúde e educação do Executivo, o motivo seria a criação do programa 'Mais Médicos', do Governo Federal. O CFM e a Fenam entraram na justiça para conseguir suspender o programa.

O programa 'Mais Médicos' é alvo de criticas das entidades médicas. O 'Mais Médicos' é a vinda de médicos extrangeiros, sem a revalidação do diploma e a ampliação do curso de medicina, com dois anos extra de serviços prestados ao SUS. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, mais de onze mil médicos se inscreveu no programa, apenas 753 cidades se cadastraram para receber os profissionais pagos pelo Governo Federal.

Procuradas, as entidades médicas informou que abandonou as comissões do governo por um rompimento de diálogo por parte do Governo Federal. O ministro da saúde, Alexandre Padilha, nega que tenha ignorado as entidades médicas. "Desde o começo desta iniciativa, nós constituímos diálogo com as entidades médicas. Não tem concordância sobre as propostas. Eu sou médico, mas estou ministro a Saúde, e tenho de pensar na saúde da população, antes de qualquer interesse de entidade profissional.", disse o ministro.

Protesto

Médicos ficam de costa durante discurso de Padilha em lançamento de
'Mais Médicos', em São Luís, no Maranhão.

Durante um protesto contra o governo federal em São Luís, estado do Maranhão, médicos ficaram de costas para o ministro Alexandre Padilha. O ministro discusava durante o lançamento do 'Mais Médicos'. Os médicos usavam uma tarja preta nos braços, como sinal de luto, e demonstrando serem contra o programa. O ministro aprovou o protesto, e pediu colaboração dos médicos. "Esse protesto faz parte da Democracia. Sou médico e como ministro tenho que pensar em primeiro lugar no interesse da saúde de toda a população do país, no conjunto de profissionais da saúde deste país, que com muita dificuldade estão no dia a dia, buscando atender a população. Mas precisamos ter a coragem de admitir de que faltam médicos neste país. Isso não é um problema novo, mas que persiste a muitos anos. Este não é um programa para trazer médicos do exterior, mas para levar médicos e saúde para cidades do interior do país.", disse o ministro.

Segundo a previsão do ministério da saúde, a expectativa é que até o dia 18 de setembro os médicos selecionados estarão atuando no Brasil.  

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