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Água pode ser responsável por epidemia de diarréia em Alagoas

MILENA ALVARENGA
do JORNAL PRINCIPAL, em Maceió, (AL)

Audiência sobre o tratamento da água, a epidemia que atinge
o estado de Alagoas.

O Ministério Público do Estado de Alagoas pediu ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) e ao Conselho Regional de Química da 17ª Região (CRQ/AL) uma avaliação nas estações de tratamento de água de municípios atingidos com uma epidemia de diarréia, no estado de Alagoas. Após as avaliações, o Ministério Público adotará quais medidas devem ser tomadas em relação a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal).

Nos últimos meses um surto de diarréia atingiu municípios alagoanos. Procurada, a Casal afirma que possui 'deficiências gravíssimas na rede de distribuição de água'. Das 102 cidades do estado de Alagoas, 74 recebem a água da companhia. A Casal afirma que 'não tomará para si a responsabilidade da epidemia'. Segundo o representante da companhia, Jorge Brinzeno, a culpa da epidemia de diarreia foi da chuva, segundo o representante, as chuvas atingiram as pessoas com baixa proteção imunológica e captam água de forma alternativa, através, por exemplo, de cacimbas, caixas d'águas, cisternas particulares, açudes e barragens.

A Casal informou que intensificará a recolocação de tubulações na rede de abastecimento. Prometeu fazer limpezas e desinfectação nos reservatórios das cidades atingidas. A companhia informou que irá aumentar a dosagem de cloro nas estações de tratamento e tornar mais frequente as análises sobre a potabilidade da água. 

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) informou que é necessário intensificar os trabalhos de cobrança junto as prefeituras das cidades, e as coordenadorias municipais da defesa civil, para que aumente a fiscalização de carros-pipa que abastecem as cidades. O órgão informou que esta cadastrando 500 pipeiros que vão distribuir, aproximadamente, 400 mil litros de água.

O gerente de Vigilância Epidemiológica de Doenças de Veiculação Hídrica da Sesau, José Lourenço Brota, afirmou que o Estado não está mais em epidemia, e, sim, em situação de alerta. 44 Cidades estão sob controle, e 32 em alerta. O surto provocou a morte de 115 pessoas, em 2012 foram 51 mortes. 

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