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Caso Amarildo: PM é alvo de novas denúncias de moradores da Rocinha

RICARDO COSTA
do JORNAL PRINCIPAL, no Rio de Janeiro, (RJ)

Amarildo de Souza, desapareceu no dia 14
de Julho, após ser conduzido para UPP
da Rocinha por PMs.
Amarildo de Souza, ajudante de pedreiro, limpava um peixe na porta de sua casa quando foi chamado por Policiais Militares da Unidade de Policia Pacificadora da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, o ajudante de pedreiro acompanhou os policiais até a UPP, o fato aconteceu no dia 14 de julho, após ser levado por Policiais até a UPP, Amarildo desapareceu. Na época procurada pela reportagem do JORNAL PRINCIPAL, a Unidade de Policia Pacificadora da Favela Rocinha informou que, Amarildo de Souza foi conduzido por se parecer com um traficante, após esclarecimentos, Amarildo teria sido liberado.

A versão da Policia é contestada por familiares de Amarildo, para a família os policiais Amarildo foi morto pelos PMs. O soldado Douglas Roberto Vital Machado, da Unidade de Policia Pacificadora da Rocinha, quem conduziu Amarildo até a unidade é alvo de novas denúncias de moradores, o policial é acusado de agredir dois moradores da comunidade além de forjar provas inexistentes contra as vitimas.

As vitimas, entre elas um primo de Amarildo denunciam que foram agredidas, sufocadas com sacos plásticos ao menos tres vezes pelos mesmos policiais que conduziram Amarildo de Souza até a UPP. A reportagem do JORNAL PRINCIPAL descobriu que colegas do soldado Douglas Roberto Vital Machado, considerava as abordagens do PM 'exageradas', o soldado é alvo de reclamações dos moradores da comunidade.

"Nós não descartamos nenhuma possibilidade do que possa ter acontecido. Em razão da complexidade de uma vinculação entre uma investigação, que teve na 15ª DP (Gávea) com o desaparecimento do Amarildo, a gente não descarta nenhuma possibilidade.", disse o delegado titular da Divisão de Homicídios (DH) da Capital, Rivaldo Barbosa.

Uma testemunha afirmou que viu um homem de pele parda, apenas de short, sendo torturado na UPP da Rocinha no dia 14 de Julho, dia do desaparecimento de Amarildo de Souza. Segundo a testemunha, a vitima estava deitada no chão, com a cabeça coberta com saco plástico, e gritava por ajuda. A testemunha afirma que a vitima estava rodeada de Policiais Militares. 

Para o advogado da família de Amarildo, uma das maiores dificuldade é convencer moradores há prestarem depoimentos. "Nossa maior dificuldade é convencer essas pessoas a prestar depoimento. Moradores que conversaram com as testemunhas dizem que estão amedrontadas, com medo de serem mortas como queima de arquivo. Já oferecemos abrigo fora da favela, mas ainda não foi suficiente para fazê-las falar.", disse o advogado João Tancredo.

Ação contra o Estado

A família ajuizou uma ação contra o estado pelo desaparecimento de Amarildo.

A família de Amarildo ajuizou uma ação contra o Estado do Rio de Janeiro exigindo indenização pelo desaparecimento da vitima, o advogado da família exigiu pensão mensal durante 35 anos, e tratamento psicológico aos familiares de Amarildo. "Ninguém passa por um trauma desses e continua sadio. Podem dizer que eles são pobres e estão acostumados às adversidades da vida. Isso não é verdade. Pobre também tem direito a tratamento.", disse o advogado.

Segundo João Tancredo, a indenização exigida é por dano moral, pelo sofrimento da perda prematura de Amarildo. "Esse valor não é um pedido certinho. Na verdade, você indica ao juiz o que aconteceu e o magistrado vai arbitrar, considerando a gravidade do caso, a vida humana e a capacidade econômica, que é o que a família pretende, uma indenização justa pela morte de Amarildo.", disse o advogado.

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