Justiça libera assassino do cartunista Glauco
do JORNAL PRINCIPAL, em Goiânia, (GOIÁS)
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| Glauco Villas Boas, de 53 anos, foi morto a tiros. |
No dia em que matou o cartunista Glauco e o filho do cartunista, Cadu estava sob efeito de maconha e haxixe. No dia do assassinato, Glauco publicou no jornal Folha de S. Paulo, desenho com menção ao uso de arma de fogo. A personagem Dona Marta empurra uma espingarda contra a cabeça do chefe. O cartunista iniciou a carreira em 1970 no Diário da Manhã. Seus principais personagens era Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman. Em 1984, o cartunista passou a publicar tiras na Folha de S. Paulo, Glauco ficou de 1984 há 2010, o ano da sua morte, no jornal Folha de S.Paulo.
Cadu foi diagnosticado com esquizofrenia paranóide, considerado inimputável (não pode responder pelos seus atos), Cadu cumpriu o período mínimo de internação, estipulado pela Justiça do Paraná em três anos.
Outro Lado
A liberdade de Cadu trás o medo a viúva do cartunista, Beatriz Galvão, de 52 anos. "Ele sabe tudo da minha vida, meu telefone, onde moro, o calendário de todos os eventos da igreja (Céu de Maria). Morro de medo que ele volte.", disse a viúva do cartunista. "Lutei tanto com isso. Primeiro para sobreviver à tragédia. Depois para que ele continuasse preso. É um absurdo tão grande que estão condenando as vítimas e libertando o assassino.", completa.
"Essa avaliação de que não oferece perigo é muito subjetiva. Ele ficou na segurança máxima de Catanduvas, depois em um manicômio no Paraná. Incrível que em Goiânia ele tenha descoberto a cura.", questiona o advogado da família das vitimas, Alexandre Khuri Miguel.
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