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Justiça libera assassino do cartunista Glauco

ADRIANA REIS
do JORNAL PRINCIPAL, em Goiânia, (GOIÁS)

Glauco Villas Boas, de 53 anos, foi morto a tiros.
O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e o filho Raoni Vilas Boas, de 25 anos, foram mortos no dia 12 de março de 2010, no sitio onde o cartunista morava em Osasco, no interior de São Paulo. Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 27 anos, invadiu o sitio e assassinou pai e filho a tiros. Cadeu frequentava a igreja Céu de Maria, fundada por Glauco, que segue a doutrina religiosa do Santo Daime.

No dia em que matou o cartunista Glauco e o filho do cartunista, Cadu estava sob efeito de maconha e haxixe. No dia do assassinato, Glauco publicou no jornal Folha de S. Paulo, desenho com menção ao uso de arma de fogo. A personagem Dona Marta empurra uma espingarda contra a cabeça do chefe. O cartunista iniciou a carreira em 1970 no Diário da Manhã. Seus principais personagens era Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman. Em 1984, o cartunista passou a publicar tiras na Folha de S. Paulo, Glauco ficou de 1984 há 2010, o ano da sua morte, no jornal Folha de S.Paulo.


Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, é assassino confesso do cartunista
Glauco Villas Boas, de 53 anos, e do filho do cartunista Raoni Villas Boas, de
25 anos de idade, em Osasco, no interior de São Paulo.


 Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 27 anos, estava internado em uma clínica psiquiatrica. A juiza da 4ª Vara de Execuções Penais de Goiânia (GO), Telma Aparecida Alves, disse que levou em consideração os relatórios psiquiátricos que assinalavam que a periculosidade da esquizofrenia sofrida por Cadu estava sob controle e que ele não oferece ameaça. "Mantê-lo internado seria só se sentisse nele certa periculosidade. O problema é que as pessoas não entendem que ele não foi condenado, foi absolvido. Ele não pode sofrer pena. Ele é louco.", disse a juíza. "O processo dele vai ficar comigo, e todo mês demanda um relatório com uma evolução. Se daqui a 30 dias ocorrer um ataque, posso interná-lo novamente.", afirmou a juíza.


Cadu foi diagnosticado com esquizofrenia paranóide, considerado inimputável (não pode responder pelos seus atos), Cadu cumpriu o período mínimo de internação, estipulado pela Justiça do Paraná em três anos.

Outro Lado

A liberdade de Cadu trás o medo a viúva do cartunista, Beatriz Galvão, de 52 anos. "Ele sabe tudo da minha vida, meu telefone, onde moro, o calendário de todos os eventos da igreja (Céu de Maria). Morro de medo que ele volte.", disse a viúva do cartunista. "Lutei tanto com isso. Primeiro para sobreviver à tragédia. Depois para que ele continuasse preso. É um absurdo tão grande que estão condenando as vítimas e libertando o assassino.", completa.

"Essa avaliação de que não oferece perigo é muito subjetiva. Ele ficou na segurança máxima de Catanduvas, depois em um manicômio no Paraná. Incrível que em Goiânia ele tenha descoberto a cura.", questiona o advogado da família das vitimas, Alexandre Khuri Miguel.

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