health

[health][bsummary]

vehicles

[vehicles][bigposts]

business

[business][twocolumns]

SP: Fazendeiro é condenado por trabalho escravo

SILVANA PATALÃO
do JORNAL PRINCIPAL, direto de Marília, (SP)

O fazendeiro Ronaldo Perão, foi condenado há sete anos e seis meses pela Justiça federal de Marília, no interior de São Paulo. Além da prisão em regime semiaberto, Perão foi multado por utilizar mão de obra escrava em lavouras de café em Garça e Vera Cruz, 35 e 15 km de Marília, no interior Paulista. A mãe, Neusa Perão, e o irmão José Guilherme foram absolvidos por falta de provas.

A decisão é do juiz federal Alexandre Sormani, da 1ª Vara local. "Embora todos os familiares detivessem a propriedade do Sítio Engenho Velho, o contexto probatório atribui a Ronaldo Perão a responsabilidade pela contratação e dispensa de funcionários, sendo a pessoa versada, assim, na administração de recursos humanos na propriedade. Enquanto seus irmãos Romildo e José Guilherme dedicavam-se as lides campesinas, operando máquinas agrícolas, sua mãe Neuza acompanhava as atividades contábeis no escritório contiguo à sua residência e visitava esporadicamente as terras.", afirma o trecho do juiz.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a descoberta foi feita por auditores fiscais do Ministério do Trabalho durante uma fiscalização realizada entre os dias 15 há 19 de junho do ano de 2009. Os fazendeiros atuavam com o 'Gato', que contratava os trabalhadores prometendo bons ganhos. 

Outro Caso

Paulo Alves Lima, de 59 anos, foi preso
 em Varginha
O fazendeiro Paulo Alves Lima, de 59 anos, foi preso em Varginha, no Sul de Minas, por suspeita de manter trabalhadores em regime de trabalho escravo e de ter sequestrado um lavrador. De acordo com o Ministério do Trabalho, Lima recebeu várias notificações por desobediência às leis trabalhistas. O fazendeiro foi encaminhado ao Presídio de Varginha. "Ele já foi autuado por contratar funcionários sem registro em carteira e também pelas condições precárias dos alojamentos”, informa o gerente regional do Ministério do Trabalho de Varginha, Mário Ângelo Vitório.

"A informação que a gente tem é que ele contrata até andarilhos na beira da estrada. Ele mantém essas pessoas trabalhando em troca de comida e alimentando os vícios delas. Ele ainda ameaça com agressividade quando essas pessoas pedem para sair e assim elas continuam trabalhando quase sem receber.", disse o coordenador do Sindicato dos Empregados Rurais de Varginha e Região, Paulo Sebastião.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários são de inteira responsabilidade dos leitores.