"Deixo a vida pública mediante provas.", diz Kassab
SILVANA PATALÃO
do VOCATIVO NOTICIAS, em São Paulo, (SP)
O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD) se defendeu de uma série de denúncias sobre o envolvimento com o esquema de Imposto Sobre Serviço (ISS). Kassab fez duras criticas ao atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), chegando a classificar o primeiro da gestão de Haddad como 'descalabro'. Kassab afirmou que Haddad foi 'desonesto intelectualmente' ao querer passar a imagem de que nada nunca foi feito para coibir a corrupção. Kassab acusou Haddad de 'utilizar a questão para ocultar o fracasso do primeiro ano de sua administração.'
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Kassab afirmou que 'se retira da vida pública se em algum momento alguém identificar qualquer vínculo entre essas afirmações e a realidade'.
Fernando Haddad: "É difícil aceitar essa referência sobre o final da nossa gestão. Se aceitássemos, o final da gestão anterior, que era dele [Haddad participou da administração Marta Suplicy (2001-2004)], estaria duas vezes esse descalabro. Fizemos uma transição impecável, segundo o próprio prefeito em sua posse. Ele só esqueceu de olhar para o próprio umbigo, para sua administração, quando a cidade está espantada com o descalabro desse primeiro ano. Há uma verdadeira situação de falta de controle no transporte público. A prefeitura, pela primeira vez, entra o ano com uma perspectiva de dar um subsídio de aproximadamente R$ 2 bilhões. Se ele tivesse competência, tinha conseguido administrar essa questão com o governo federal para não tirar esses recursos no ano que vem destinados a casas populares, saúde, ensino público. Vale lembrar que pela primeira vez na cidade corremos o risco de entrar num novo ano sem reajuste de IPTU, um reajuste razoável.", disse Kassab.
Aliança PT e PSD: "Não posso apequenar o PSD e vincular essas manifestações incompreensíveis do prefeito com as decisões do partido.", disse.
Máfia ISS: "Questiono essa afirmação do prefeito de que a gestão dele é independente. Foi ele quem nomeou o controlador. Então, tem um vínculo com ele, sim. Ele mesmo disse que acompanhou "pari passu" [simultaneamente], tanto é que contribuiu com recursos de seu bolso para pagar o aluguel de uma sala. Então ele ignorou a nossa gestão numa ação política, para diminui-la. E omitiu. Ele tinha a obrigação de comunicar ao Ministério Público que nossa gestão tinha feito o início desses trabalhos.", disse.
Arquivamento: "Isso nunca aconteceu. Eu nunca tive esse diálogo. É uma afirmação mentirosa, talvez de alguém que quisesse despreocupar seus companheiros. Ou alguém que quisesse mostrar prestígio. Ou alguém que soubesse que estava sendo gravado e queria tumultuar as investigações. Tentativas sórdidas de manchar minha imagem. Eu me retiro da vida pública se em algum momento alguém identificar qualquer vínculo entre essas afirmações e a realidade. É desonesto intelectualmente da parte do prefeito querer passar a imagem de que nada nunca foi feito para combater a corrupção. Principalmente em relação à nossa gestão. São dezenas de criminosos e esses criminosos também agiam no passado. O prefeito foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças. Eu não quero acusá-lo de nada. Porque ele pode ter sido, e com certeza foi, vítima do mesmo crime. A desonestidade do prefeito é passar a impressão de que ele foi o primeiro a combater a corrupção. Se ele é o primeiro, cadê suas manifestações sobre o mensalão?", questiona.
Robson Bezerra [ex-subsecretário de Finanças]: "Eu não sabia de nada. Eu não o conhecia anteriormente e pouco conheço agora. Estive com ele poucas vezes em sete anos, sempre para discutir assuntos técnicos, e geralmente em meu gabinete. Há nisso uma má-fé muito grande, uma afirmação maldosa, que não é digna do Fernando Haddad. Havia um secretário indicado para formar o grupo, e os dois lados fizeram isso. Ele levou sua equipe. Ronilson estava na transição porque estavam todos daquele núcleo. Ele era da equipe. Ele e centenas de outros.", disse Kassab.
do VOCATIVO NOTICIAS, em São Paulo, (SP)
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| Kassab ataca gestão de Haddad: "Descalabro". |
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Kassab afirmou que 'se retira da vida pública se em algum momento alguém identificar qualquer vínculo entre essas afirmações e a realidade'.
Integra da Entrevista
Fernando Haddad: "É difícil aceitar essa referência sobre o final da nossa gestão. Se aceitássemos, o final da gestão anterior, que era dele [Haddad participou da administração Marta Suplicy (2001-2004)], estaria duas vezes esse descalabro. Fizemos uma transição impecável, segundo o próprio prefeito em sua posse. Ele só esqueceu de olhar para o próprio umbigo, para sua administração, quando a cidade está espantada com o descalabro desse primeiro ano. Há uma verdadeira situação de falta de controle no transporte público. A prefeitura, pela primeira vez, entra o ano com uma perspectiva de dar um subsídio de aproximadamente R$ 2 bilhões. Se ele tivesse competência, tinha conseguido administrar essa questão com o governo federal para não tirar esses recursos no ano que vem destinados a casas populares, saúde, ensino público. Vale lembrar que pela primeira vez na cidade corremos o risco de entrar num novo ano sem reajuste de IPTU, um reajuste razoável.", disse Kassab.
Aliança PT e PSD: "Não posso apequenar o PSD e vincular essas manifestações incompreensíveis do prefeito com as decisões do partido.", disse.
Máfia ISS: "Questiono essa afirmação do prefeito de que a gestão dele é independente. Foi ele quem nomeou o controlador. Então, tem um vínculo com ele, sim. Ele mesmo disse que acompanhou "pari passu" [simultaneamente], tanto é que contribuiu com recursos de seu bolso para pagar o aluguel de uma sala. Então ele ignorou a nossa gestão numa ação política, para diminui-la. E omitiu. Ele tinha a obrigação de comunicar ao Ministério Público que nossa gestão tinha feito o início desses trabalhos.", disse.
Arquivamento: "Isso nunca aconteceu. Eu nunca tive esse diálogo. É uma afirmação mentirosa, talvez de alguém que quisesse despreocupar seus companheiros. Ou alguém que quisesse mostrar prestígio. Ou alguém que soubesse que estava sendo gravado e queria tumultuar as investigações. Tentativas sórdidas de manchar minha imagem. Eu me retiro da vida pública se em algum momento alguém identificar qualquer vínculo entre essas afirmações e a realidade. É desonesto intelectualmente da parte do prefeito querer passar a imagem de que nada nunca foi feito para combater a corrupção. Principalmente em relação à nossa gestão. São dezenas de criminosos e esses criminosos também agiam no passado. O prefeito foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças. Eu não quero acusá-lo de nada. Porque ele pode ter sido, e com certeza foi, vítima do mesmo crime. A desonestidade do prefeito é passar a impressão de que ele foi o primeiro a combater a corrupção. Se ele é o primeiro, cadê suas manifestações sobre o mensalão?", questiona.
Robson Bezerra [ex-subsecretário de Finanças]: "Eu não sabia de nada. Eu não o conhecia anteriormente e pouco conheço agora. Estive com ele poucas vezes em sete anos, sempre para discutir assuntos técnicos, e geralmente em meu gabinete. Há nisso uma má-fé muito grande, uma afirmação maldosa, que não é digna do Fernando Haddad. Havia um secretário indicado para formar o grupo, e os dois lados fizeram isso. Ele levou sua equipe. Ronilson estava na transição porque estavam todos daquele núcleo. Ele era da equipe. Ele e centenas de outros.", disse Kassab.
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