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Grupo ligado ao PMDB é denunciado por corrupção na Petrobras

PAULA MARIA DUARTE
do PRIMEIRAS INFORMAÇÕES, em Brasília, (DF)

O Ministério Público denunciou por corrupção um indicado do PMDB na Petrobras. O MP o acusa de  receber propinas por autorizar gastis diretos de R$ 3,22 bilhões em afretamento de navios da Samsung no exterior, descoberto pela operação Lava Jato da PF (Polícia Federal). O ex-diretor Nestor Cerveró foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, assim como o lobista Fernando “Baiano” Soares, que opera para o partido, de acordo com o executivo Júlio Camargo e com o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. Eles são acusados pelos crimes de corrupção contra o sistema financeiro nacional e por lavagem de capitais. Os crimes ocorreram entre 2006 e 2012.

O Ministério Público Federal pediu ainda o ressarcimento aos cofres públicos no valor de aproximadamente R$ 156 milhões, sem prejuízo do confisco de aproximadamente R$ 140 milhões provenientes de crime. Busca-se, assim, um retorno de R$ 296 milhões. Youssef fazia parte da lista dos 36 denunciados última quinta pela Procuradoria da República do Paraná, quando foram acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Além de pessoas ligadas à Youssef e Paulo Roberto Costa, tornaram-se réus o presidente da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro FIlho, o Léo Pinheiro, e os diretores Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Fernando Augusto Stremel Andrade e João Alberto Lazzari. Eles são acusados de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha.

O juiz Sergio Moro aceitou a segunda denúncia do Ministério Público Federal contra as empreiteiras envolvidas no cartel na Petrobras.

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