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Polícia do Ceará justifica prisão temporária de suspeita na morte de italiana

da AGENCIA BRASIL, em Fortaleza, (CE)

Mirian é suspeita pela Polícia Civil do Ceará de envolvimento na morte da
 turista italiana Gaia Molinari, na Praia de Jericoacoara.
Em entrevista coletiva em Fortaleza, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, explicou os motivos da prisão temporária da farmacêutica Mirian França de Mello, de 31 anos. Mirian é suspeita pela Polícia Civil do Ceará de envolvimento na morte da turista italiana Gaia Molinari, na Praia de Jericoacoara, no fim de dezembro.

De acordo com a delegada responsável pela investigação, Patrícia Bezerra, o retorno de Mirian para o Rio de Janeiro “inviabilizaria a continuidade das investigações”. A farmacêutica estava com a volta programada para o dia 29 de dezembro, o mesmo dia em que foi presa. A delegada também justificou a prisão com o comportamento da suspeita durante os depoimentos.

“O que eu posso dizer a vocês é que a Mirian mentiu várias vezes ao longo dos seus dois depoimentos. Ela foi submetida a acareação com outras pessoas em Jericoacoara e as afirmações que ela prestou em um primeiro momento não se sustentaram. Ela não soube explicar a razão dessas mentiras”, disse a delegada.

A delegada e o secretário da SSPDS, Delci Carlos Teixeira, rebateram as declarações do advogado de Mirian, Humberto Adami, que disse que a moça estaria incomunicável, sem poder falar com a família. Ambos disseram que Mirian, ao ser presa, teve o direito de ligar para a mãe, mas não quis fazê-lo. “Ela não quis telefonar para a mãe e a Polícia Judiciária não tem ingerência sobre para quem a presa vai telefonar ou não”, acrescentou a delegada.

Teixeira explicou ainda que entrou em contato com a Secretaria de Direitos Humanos do Rio de Janeiro hoje e acertaram um horário para que Mirian pudesse conversar com a mãe. Segundo ele, essa conversa ainda não ocorreu porque Adami convocou uma coletiva à imprensa no mesmo horário.

Turista italiana, Gaia Molinari, morta na Praia de Jericoacoara,
no fim de dezembro.
Patrícia explicou ainda que Mirian está em uma cela separada dos demais presos, como diz a lei, e que a prisão temporária tem duração de 30 dias, prorrogáveis por mais 30. A polícia cearense aguarda para até o dia 15 de janeiro o resultado de exames de DNA e toxicológico da vítima, para auxiliar nas investigações. Não foi encontrado, no entanto, indícios de sêmen no corpo de Gaia, o que afasta, a princípio, a possibilidade de violência sexual por parte de um homem. Segundo a delegada, pelo menos 15 pessoas estão envolvidas no caso.

Gaia chegou a Fortaleza no dia 16 de dezembro e estava hospedada no centro da cidade. Ela viajou até Jericoacoara no último dia 21 e deveria ter retornado no dia 24. O seu corpo foi localizado no dia 25, por volta das 15h.

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