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Policial Militar mata mãe e filha em MG

do BRASIL NOTICIAS, em BETIM, (MG)

Ana Carolina Gomes Carneiro, de 31 anos, e a filha dela, Bianca Gomes de Carvalho, de 15 anos, foram assassinadas a tiros em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, no dia 07 de abril de 2015. De acordo com o boletim de ocorrências registrado na época do crime, populares contaram aos policiais que viram Ana Carolina Gomes saindo pela rua Sirius, no bairro Cidade Verde. A adolescente levou quatro tiros nas costas, e cabeça, e morreu na hora.

Bianca Gomes de Carvalho,
de 15 anos, a adolescente
morreu na hora.
Ana Carolina Gomes Carneiro, de
 31 anos, chegou a fugir mais foi
puxada e morta a tiros pelo PM.



A mulher levou cinco tiros na cabeça e braço, chegou a ser encaminhada ao Hospital Municipal de Betim, mais acabou não resistindo. Um Policial Militar foi preso na terça-feira, 12, segundo a Policia Civil, mãe e filha eram usuárias de drogas, e o PM não se conformava com a situação. O policial é conhecido como uma espécie de 'justiceiro', no Bairro Cidade Verde. Ainda segundo a Policia Civil, o homem já teria ameaçado as vítimas por causa desse comportamento, as mulheres denunciaram o militar para outras pessoas.

O PM foi denunciado na Corregedoria da Policia Militar por tráfico de armas. Ao saber das denúncias, o PM articulou o duplo homicídio. O policial ouviu conversas das vitimas, seguiu a adolescente, ao ver as duas junto, se aproximou em um veículo preto, e efetuou os disparos contra as vitimas. Ana Carolina ainda conseguiu fugir, ela pediu que um ônibus parasse, mais foi puxada e morta a tiros pelo PM. Na ação, as mulheres estavam acompanhadas por um adolescente de 16 anos, que testemunhou o crime. Na casa do PM, policiais encontraram munições calibre 38, um carregador de revolver, e duas bombas caseiras. O militar, devido a tratamento psiquiátrico tinha restrições com uso de armas por parte da corporação. Apesar de ser proibido de ter contato com armas, segundo testemunhas, o militar exibia um revólver cromado calibre 38, o mesmo usado no duplo homicídio de mãe e filha.

O militar foi indiciado por duplo homicídio, com qualificadores por vingança e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele foi encaminhado ao  Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT), unidade montada da Polícia Militar de Minas Gerais.

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