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Homofobia: Homossexuais que são mortos pela intolerância

ISMAIL JUNIOR
do BRASIL NOTICIAS, em Recife, (PE)

Homossexuais relatam preconceitos, e discriminação que enfrentam no cotidiano.
Foto: Getty Images

Por dia homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis, e transsexuais são discriminados, ou em alguns casos mortos por causa de sua orientação sexual. O BRASIL NOTICIAS viajou entre os dias 17 e 21 de agosto, apurando casos de homofobia no Brasil.

No expediente de trabalho homossexuais são vitimas de preconceitos, piadas, e são constrangidos, segundo uma pesquisa 40% dos homossexuais já foram discriminados no trabalho por conta de sua orientação sexual. A reportagem conheceu a história de uma ex-atendente, que prefere não ter o nome divulgado, ela conta que inicialmente o expediente de trabalho era normal, mais tudo mudou após ela ter assumido a homossexualidade para os amigos. Ela lembra que os colegas de trabalho não conversava mais com ela, e ela era sempre ignorada pelos colegas. 


Caso semelhante ao de Bruno, que trabalhou como assistente administrativo, Bruno é homossexual assumido, ele conta que sofria com piadas constrangedoras, e os bullyings frequentes dos colegas de trabalho. "Era todos os dias, 'boiola', 'bartola', perguntava se meus pais sabiam que eu era esse decepção, riam de mim.", lembra Bruno. Segundo o jovem, o dono da empresa tratava de forma diferente dos demais funcionários. "Eles não erravam, apenas eu, qualquer erro que acontecesse ele me culpava, eu sentia que ele não gostava de mim por causa da minha sexualidade, parece que ele não se sentia bem. Ele falava mal de gays perto de mim, chamava de 'veados', 'bichonas', 'boiolas'.", completa o jovem.

Especialistas ouvidos pela reportagem do BRASIL NOTICIAS explicam que existem empresas que contratam homossexuais, lésbicas, travestis, e transsexuais, mais acabam não sabendo lidar com a questão. Para os especialistas, as empresas precisam oferecer um ambiente confortável, livre de qualquer tipo de preconceitos para funcionários homossexuais.


Bruno, o então assistente administrativo, conta a reportagem que após uma humilhação do chefe ele preferiu deixar a empresa. "Ele gritou comigo, foi extremamente agressivo, eu via ódio nos olhos dele, para mim aquilo foi o suficiente para deixar a empresa.", disse. Atualmente, Bruno trabalha como atendente de caixa em um supermercado, ele garante ter sua orientação sexual respeitadas pelos colegas de trabalho, e pelos chefes. "Sou muito bem tratado, respeitado por todos, assim como eu também respeito eles, contei no dia da minha entrevista o motivo que eu sai tão rápido da empresa anterior, a moça que me entrevistou disse que no supermercado todos são tratados com igualdade, e que eles julgam é o profissionalismo, não a etnia, tom de pele, ou a orientação sexual do colaborador.", explica Bruno.

Discriminação em comércios

Em 2014, um casal homossexual foi vitima de discriminação em um bar, em Santos, no litoral de São Paulo. Os namorados lembram que foram vitimas de ofensas no bar Toca do Garga. Segundo eles, o dono do bar teria afirmado que 'não aceita casal gay no bar'. Eles, acompanhados de um casal heterossexual ficaram em choque com as declarações homofóbicas do comerciante. Segundo o casal, ao pagar as bebidas descobriram que seus pedidos não havia sido registrado.


Nas redes sociais o bar fez publicações preconceituosas contra homossexuais, e contra dependentes químicos, na publicação o bar associa a homossexualidade com dependência química.

O bar se pronunciou sobre o caso por redes sociais, na publicação o bar associa a homossexualidade a dependência química.
Foto: Reprodução / Facebook

Em Ribeirão Preto um casal de lésbicas foi vitima de discriminação em um restaurante de comida japonesa. Natália da Silva Elias e a namorada Caroline Rodrigues Carvalho contam que queriam participar de um desconto para casais em rodízio. Segundo elas, um homem que se apresentou como gerente do local disse que a promoção era para casais formado por homem e mulher. Elas contam que o homem chegou a usar frascos de molho shoyu - um normal e outro light - para explicar que eram diferentes e que por isso seriam um casal.

O caso foi registrado na Policia Civil. O restaurante se manifestou, pediu desculpas pelo ocorrido, e disse que 'errou ao realizar uma promoção que deu margem a interpretações homofóbicas e constrangedoras aos clientes e amigos'.


Em São Paulo discriminar lésbicas, gays, bissexuais, travestis, ou transsexuais (LGBT) em função de suas orientações sexuais pode render multas aos comerciantes, baseado na lei estadual 10.948/01.

Discriminação nas Redes Sociais

A internet, em especial as redes sociais se tornou uma terra de intolerância, preconceitos, e de discriminação contra homossexuais. Um caso que gerou revolta na internet foi de um sargento do exército da cidade de Foz do Iguaçu, estado do Paraná, identificado como Valmir Selva, o sargento publicou uma foto de um casal homossexual militar se beijando, na legenda da foto o sargento insultou o casal, 'vermes', 'veados' entre outros insultos que gerou revolta em internautas.


Na legenda da foto, o sargento do exército publica insultos, e xingamentos contra o casal homossexual.
Foto: Reprodução / Facebook


Em uma outra publicação contra a comunidade LGBT o sargento ataca a união entre duas pessoas do mesmo sexo.
Foto: Reprodução / Facebook


Em um dos comentários, um homem identificado como Jair França afirma já ter ameaçado um casal homossexual em um restaurante com uma arma ponto quarenta.

O homem, identificado como Jair França afirma já ter ameaçado um casal homossexual com uma pistola ponto quarenta.
Foto: Reprodução / Facebook


"Este militar já foi denunciado ao Ministério Público Federal (MPF) que encaminhou o caso para a Procuradoria de Justiça Militar de Curitiba. Em relação a este outro que relatou já ter ameaçado um casal de homossexual com uma arma vamos informar as autoridades e enviar as fotos para comprovar as denúncias.", explica Luciana Mello de Souza, jornalista, colunista social, e militante dos direitos LGBT.

"No Facebook os casos de discriminação são frequentes, são páginas de pessoas que se rotulam de direita para atacar os homossexuais, xinga-los, e ofende-los, usam o movimento LGBT para conseguir se promover.", explica a jornalista.

Para o jornalista e especialista em política, Mauro Werlei, não existe discriminação de homossexuais por nenhum lado político. "As pessoas dizem: eu sou de direita, sou a favor da vida, da família tradicional, e contra as drogas, quem falou que a extrema-direita, a direita discrimina homossexuais e mulheres, ao contrário, a extrema-direita é contra a discriminação por orientação sexual, e luta por igualdade de pessoas, independente de suas orientações sexuais, etnia, ou classe social. A pessoa que atacar um homossexual em nome de sua posição politica de direita, não sabe nada de politica, e é analfabeto em questões politicas.",explica o jornalista.

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