Transsexual que foi crucificada na Parada Gay é agredida em São Paulo
SILVANA PATALÃO
do BRASIL NOTICIAS, em SÃO PAULO, (SP)
A atriz transsexual Viviany Beleboni, que foi crucificada na 19ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgeneros), foi agredida próximo de sua casa em São Paulo. Em vídeo divulgado em sua página pessoal, ela conta que estava perto de casa quando um garoto de rua a reconheceu e afirmou que ela era um demônio, que não era de Deus e iria pagar pelo que fez. Segundo Viviany, o garoto sacou de uma faca e partiu para cima dela.
Viviany ficou com o rosto, e seus braços cortados. A atriz ainda ficou o nariz e olhos inchados. "Sim, o olho esta inchado, meu nariz esta inchado.", conta Viviany. "Sorte é que eu tenho 1,80 metros e que eu sou homem o suficiente e consegui apartar isso. Ele saiu correndo. Mas olha o que aconteceu comigo. Estou toda ensanguentada. Com cicatriz no meu corpo, no meu rosto.", conta a transsexual, aos plantos.
"Agora, as pessoas perguntam : 'ah, vai fazer um B.O.'. Vai na delegacia. Pra quê? Pra te tratarem que nem um homem lá. Pra te chamar que nem um homem lá, rir na sua cara e não dar em porra nenhuma? Eu não vou, não vou.", disse. "Porque é isso que esses religiosos e fanáticos querem. Que eu fique trancada dentro de casa. Estou cansada de ser ameaçada tanto por travesti, quanto por ET., como por qualquer tipo de pessoa. O meu ato foi de amor, pra alertar sobre pessoas que nem eu que estão sangrando.", finaliza o vídeo.
Veja o Vídeo
A atriz esta processando na justiça o Facebook, Viviany exige que a rede social identifique usuários que, após o desfile, publicaram montagens de fotos dela em meio a imagens de sexo explicito. Ela exige uma indenização de R$ 800 mil reais por danos morais.
O senador Magno Malta (PR-ES) e o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) também estão sendo processados pela atriz. Segundo a ação movida por Viviany, O senador Magno Malta ofendeu sua honra durante um discurso e o deputado federal Marco Feliciano supostamente teria usado montagem de fotos do desfile com imagens de sexo explícito.
Segundo a advogada de Viviany, Cristiane Leandro de Novais, a transsexual esta com síndrome do pânico e não sai mais de casa por conta disso.
O juiz Marcos Roberto de Souza Bernicchi indeferiu a ação contra o senador Magno Malta. "Claramente o objetivo da pessoa que se dispõe a se postar em uma cruz em uma manifestação popular é de chamar a atenção por meio [de] atitude controversa e chocante. E o objetivo da artista foi alcançado, já que o choque gerou a controvérsia. Não poderia a autora esperar reação outra que não fosse a intolerância de quem assumiu o risco de ofender. As manifestações do réu, que constam da petição inicial, não foram exacerbadas contra a autora, já que não atingiram sua pessoa e sim o ato por ela praticado. O conteúdo das críticas manifestadas pelo réu tem cunho político e social, que são inerentes ao cargos que exerce, e, repita-se, em nenhum momento voltou-se contra a pessoa da autora. Indefiro, pois, a tutela requerida", disse o juiz em sentença.
do BRASIL NOTICIAS, em SÃO PAULO, (SP)
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| Viviany Belegoni mostra as marcas das agressões. Foto: Reprodução / Facebook |
A atriz transsexual Viviany Beleboni, que foi crucificada na 19ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Transgeneros), foi agredida próximo de sua casa em São Paulo. Em vídeo divulgado em sua página pessoal, ela conta que estava perto de casa quando um garoto de rua a reconheceu e afirmou que ela era um demônio, que não era de Deus e iria pagar pelo que fez. Segundo Viviany, o garoto sacou de uma faca e partiu para cima dela.
Viviany ficou com o rosto, e seus braços cortados. A atriz ainda ficou o nariz e olhos inchados. "Sim, o olho esta inchado, meu nariz esta inchado.", conta Viviany. "Sorte é que eu tenho 1,80 metros e que eu sou homem o suficiente e consegui apartar isso. Ele saiu correndo. Mas olha o que aconteceu comigo. Estou toda ensanguentada. Com cicatriz no meu corpo, no meu rosto.", conta a transsexual, aos plantos.
"Agora, as pessoas perguntam : 'ah, vai fazer um B.O.'. Vai na delegacia. Pra quê? Pra te tratarem que nem um homem lá. Pra te chamar que nem um homem lá, rir na sua cara e não dar em porra nenhuma? Eu não vou, não vou.", disse. "Porque é isso que esses religiosos e fanáticos querem. Que eu fique trancada dentro de casa. Estou cansada de ser ameaçada tanto por travesti, quanto por ET., como por qualquer tipo de pessoa. O meu ato foi de amor, pra alertar sobre pessoas que nem eu que estão sangrando.", finaliza o vídeo.
Veja o Vídeo
Processos
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| Viviany foi 'crucificada' na Parada LGBT como forma de protesto contra a violência e o preconceito contra LGBTs. Foto: Reprodução |
A atriz esta processando na justiça o Facebook, Viviany exige que a rede social identifique usuários que, após o desfile, publicaram montagens de fotos dela em meio a imagens de sexo explicito. Ela exige uma indenização de R$ 800 mil reais por danos morais.
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| O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) criticou a 'crucificação' da transsexual na Parada LGBT. Foto: Reprodução / Facebook |
O senador Magno Malta (PR-ES) e o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) também estão sendo processados pela atriz. Segundo a ação movida por Viviany, O senador Magno Malta ofendeu sua honra durante um discurso e o deputado federal Marco Feliciano supostamente teria usado montagem de fotos do desfile com imagens de sexo explícito.
Segundo a advogada de Viviany, Cristiane Leandro de Novais, a transsexual esta com síndrome do pânico e não sai mais de casa por conta disso.
O juiz Marcos Roberto de Souza Bernicchi indeferiu a ação contra o senador Magno Malta. "Claramente o objetivo da pessoa que se dispõe a se postar em uma cruz em uma manifestação popular é de chamar a atenção por meio [de] atitude controversa e chocante. E o objetivo da artista foi alcançado, já que o choque gerou a controvérsia. Não poderia a autora esperar reação outra que não fosse a intolerância de quem assumiu o risco de ofender. As manifestações do réu, que constam da petição inicial, não foram exacerbadas contra a autora, já que não atingiram sua pessoa e sim o ato por ela praticado. O conteúdo das críticas manifestadas pelo réu tem cunho político e social, que são inerentes ao cargos que exerce, e, repita-se, em nenhum momento voltou-se contra a pessoa da autora. Indefiro, pois, a tutela requerida", disse o juiz em sentença.
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