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São Paulo em 1º lugar no homicídio de LGBTs

SILVANA PATALÃO
do BRASIL NOTICIAS, em SÃO PAULO, (SP)

Em 2014 foram 321 homicídios da comunidade LGBT em todo o Brasil.
Foto: Reprodução


Um Brasil onde a liberdade sexual e diferentes formas de amar acaba resultando em assassinatos, agressões, e violência homofóbica. Por dia no Brasil lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais sofrem preconceitos em ambientes de trabalho, nos comércios, e tem seus direitos negados por causa do preconceito contra as orientações sexuais e identidade de gênero.

Segundo um levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB), em São Paulo foram registrados 50 homicídios LGBTs em 2014. Minas Gerais oculpa o segundo lugar com 30 homicídios. Em 2014 foram 321 homicídios da comunidade LGBT em todo o Brasil. Para o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, as mortes são motivadas por homofobia, para ele o preconceito contra homossexuais fazem os gays viverem sua orientação sexual 'na clandestinidade'.

Travestis e Transsexuais

No mercado de trabalho, nas ruas, e comércios, as travestis e transsexuais são vitimas de preconceitos, são recusadas pelo mercado de trabalho, e alvo de piadas constrangedoras. Ou de crimes mais graves, como agressões físicas, e até assassinatos.

Em Minas Gerais, a promotora Nívia Mônica Silva, acompanha crimes gravíssimos envolvendo homicidios de travestis e transsexuais. Segundo a promotora os boletins de ocorrência nem sempre são preenchidos de forma correta. 

Minas Gerais pretende fazer um levantamento através do Núcleo de Atendimento e Cidadania à População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais da Policia Civil, das ocorrências de crimes motivados por identidade de gênero ou por orientação sexual para combater a intolerância homofóbica.

O Governo de Minas criou a Comissão Estadual de Políticas de Enfrentamento às Fobias, que pretende debater a violência contra LGBTs para entender as motivações dos crimes de homofobia, discriminação e o preconceito.

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