Transsexual passa por constrangimento ao ir fazer alistamento no Exército
do BRASIL NOTICIAS, em OSASCO, (SP)
Marianna Lively, de 18 anos, estudante, esta sofrendo com perseguição e recebe ameaças pela internet após ser fotografada por um militar ao ir fazer o alistamento no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco (SP). A imagem de Marianna foi exposta na internet e rapidamente espalhada nas redes sociais.
Uma amiga contou a Marianna que sua imagem estava circulando nas redes sociais. A transsexual passou a receber ligações em seu telefone residencial com ameaças transfóbicas. Ela recebeu convites para sair. Segundo Marianna, ela chegou a presenciar um soldado no quartel apontando o celular para ela, mais acabou não dando atenção.
Marianna ficou assustada com as ligações e mensagens via aplicativos. Os dados da transsexual foram divulgados na internet, endereço, telefone, nome do pai e da mãe. Segundo a advogada de Marianna, Patricia Gorisch, a vida da transsexual virou um caos. A advogada da transsexual é presidente da Comissão Nacional de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito de Família.
"No dia seguinte, 24/09, fui lá no local esclarecer com o capitão da base que eu havia me apresentado. O capitão pediu desculpas pelo transtorno, disse que a pessoa que havia feito o ato de infantilidade iria ser punido, mas, ao mesmo tempo que ele me dizia isso, ele dizia que era para eu deixar as coisas se acalmarem e trocar simplesmente de telefone, como se fosse reparar o erro deles.", desabafou a transsexual por meio das redes sociais.
Marianna procurou a Policia Civil e foi aconselhada a procurar autoridades militantes para o caso. Segundo a advogada, a Coordenadoria Geral de Promoção dos Direitos LGBT, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República entrou em contato e pediu que a denúncia fosse formalizada, o que deverá acontecer nos próximos dias.
"Meu medo é alguém com preconceito acabar fazendo algo comigo ou com a minha família. Querer me agredir, até me matar. Eu estou com medo mesmo. Chorei muito, muito, muito, muito. Mas a minha mãe fala: não adianta ficar chorando, tem que correr atrás.", diz Marianna.
Procurado, o Exército informou ter conhecimento do fato e da divulgação, sem autorização, de informações pessoais da pessoa em questão durante o processo do Serviço Militar obrigatório. O Exército disse que já tomou as medidas administrativas necessárias para o esclarecimento do ocorrido e que os responsáveis serão responsabilizados por suas ações, dentro do que prescreve a legislação vigente.
O Exército ainda afirma que 'não compactua com este tipo de procedimento e empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos.', e que 'não discrimina qualquer pessoa, em razão de raça, credo, orientação sexual ou outro parâmetro'.
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| Segundo Marianna, ela chegou a presenciar um soldado no quartel apontando o celular para ela. Foto: Reprodução |
Uma amiga contou a Marianna que sua imagem estava circulando nas redes sociais. A transsexual passou a receber ligações em seu telefone residencial com ameaças transfóbicas. Ela recebeu convites para sair. Segundo Marianna, ela chegou a presenciar um soldado no quartel apontando o celular para ela, mais acabou não dando atenção.
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| Marianna procurou a Policia Civil e foi aconselhada a procurar autoridades militantes para o caso. Foto: Reprodução |
Desabafo
"No dia seguinte, 24/09, fui lá no local esclarecer com o capitão da base que eu havia me apresentado. O capitão pediu desculpas pelo transtorno, disse que a pessoa que havia feito o ato de infantilidade iria ser punido, mas, ao mesmo tempo que ele me dizia isso, ele dizia que era para eu deixar as coisas se acalmarem e trocar simplesmente de telefone, como se fosse reparar o erro deles.", desabafou a transsexual por meio das redes sociais.
Marianna procurou a Policia Civil e foi aconselhada a procurar autoridades militantes para o caso. Segundo a advogada, a Coordenadoria Geral de Promoção dos Direitos LGBT, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República entrou em contato e pediu que a denúncia fosse formalizada, o que deverá acontecer nos próximos dias.
"Meu medo é alguém com preconceito acabar fazendo algo comigo ou com a minha família. Querer me agredir, até me matar. Eu estou com medo mesmo. Chorei muito, muito, muito, muito. Mas a minha mãe fala: não adianta ficar chorando, tem que correr atrás.", diz Marianna.
Exército se Pronuncia
Procurado, o Exército informou ter conhecimento do fato e da divulgação, sem autorização, de informações pessoais da pessoa em questão durante o processo do Serviço Militar obrigatório. O Exército disse que já tomou as medidas administrativas necessárias para o esclarecimento do ocorrido e que os responsáveis serão responsabilizados por suas ações, dentro do que prescreve a legislação vigente.
O Exército ainda afirma que 'não compactua com este tipo de procedimento e empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos.', e que 'não discrimina qualquer pessoa, em razão de raça, credo, orientação sexual ou outro parâmetro'.
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