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Ministro nega decisão de sair e se irrita com ação explícita de colegas

da AGÊNCIA ESTADO


O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, negava de forma veemente que havia pedido demissão de seu cargo no governo. Trancado em seu gabinete no centro do Rio, cercado por aliados e dirigentes locais do PT, o ainda ministro afirmou que não tomaria nenhuma iniciativa até se encontrar com a presidente Dilma Rousseff - o que deve ocorrer ainda nesta sexta-feira, 10.


Seus assessores também negaram que ele e a presidente teriam conversado na quarta-feira e acertado a sua saída. "Ele não se demitiu, mas também não tem apego a cargo nem sabe se fica ou sai", disse a assessoria. Durante o dia, porém, o clima no gabinete era de fim de festa. Embora todos negassem que ele fosse pedir demissão, era senso comum de que sua permanência na pasta estava chegando ao fim.


Incômodo. O ministro ficou bastante irritado quando começaram a ser divulgadas as primeiras notícias sobre sua saída do governo. A interlocutores, o ministro confirmou o incômodo com colegas do partido que já estariam negociando seu cargo antes mesmo de sua saída ter sido oficializada.


Para Luiz Sérgio, os ataques contra ele têm origem principalmente entre os deputados petistas Arlindo Chinaglia (SP), Paulo Teixeira (SP) e Henrique Fontana (RS).


Uma ala do PT paulista insiste em retomar o poder e o prestígio no atual governo e, por isso, reivindica a pasta de Relações Institucionais. O senador Lindbergh Farias, também do PT do Rio, é outro colega de partido que os aliados do ministro Luiz Sérgio apontam como um de seus detratores em Brasília.


Diante do desconforto de Luiz Sérgio, três dos protagonistas da disputa interna - o presidente da Câmara, Marco Maia, o líder do governo, Cândido Vaccarezza, e Paulo Teixeira - deram entrevista no início da noite para negar a cobiça pela cadeira e tentar mostrar uma unidade que, ao menos até aquela altura, não era fato.

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