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Festival de Ópera: 10 anos de muito talento

do BRASIL NOTICIAS





BELÉM DO PARA - O Festival de Ópera do Theatro da Paz, promovido Secretaria de Estado de Cultura (Secult), chega à sua décima edição no próximo dia 8 de novembro, e traz uma extensa programação - será quase um mês de apresentações - que promete ser a mais paraense de todas montadas até hoje. As bilheterias do Theatro da Paz estarão abertas para a venda de ingressos dos espetáculos a partir desta segunda-feira, 31 de outubro.


“Ganhamos maioridade. Ao longo destes 10 anos, gradativamente fomos aprendendo a fazer ópera. Hoje somos capazes de produzir grandes espetáculos, do começo ao fim, sem a ajuda de ninguém”, afirma Gilberto Chaves, coodenador geral e também diretor artístico do Festival, junto com o cantor e maestro Mauro Wrona.



Mauro Wrona, grande maestro.


Segundo Chaves, a postura de instrumentalizar os técnicos e artistas paraenses, de forma contínua, para a produção de grandes espetáculos foi adotada já no primeiro Festival, em 2002, quando o Theatro da Paz foi reinaugurado, após uma longa obra de restauração. “Naquela época não sabíamos nem confeccionar as roupas ou operar de forma adequada o sistema de iluminação. Mas fizemos questão de usar técnicos e artistas paraenses em todas as atividades, para que todos fossem aprendendo. Hoje a situação é completamente diferente. Ao longo desses anos aprendemos tudo o que podíamos”, afirma.


“A escolha da obra de Puccini para a abertura não foi minha, mas sim do próprio secretário Paulo Chaves”, conta Gilberto. E o motivo dessa escolha é o fato de “Tosca” abordar um tema sempre atual.


“Independentemente da trama romântica, a obra possui um fundo político, com tortura para obter confissões, suicídios, um julgamento sumário e sem direito de defesa, culminando com fuzilamento covarde e pusilânime. Com esses e outros elementos dramáticos impactantes, Puccini, imprime à sua partitura uma tensão de tirar o fôlego”, diz Gilberto. Mauro Wrona completa o pensamento de Chaves. “Vamos fazer uma montagem tradicional de ‘Tosca’, seguindo rigorosamente as anotações cênicas que Puccini fez na partitura da ópera”, relata, ressaltando que provavelmente Puccini é o compositor operístico que mais detalhou as posturas e atitudes de cada cantor no palco.





No dia 16 é a vez de um espetáculo inédito, dedicado exclusivamente aos balés que existem em muitas óperas famosas. Com coreografia de Ana Hunger, os bailarinos se apresentarão com roupas confeccionadas especialmente para o espetáculo, e ao som da Orquestra do Theatro da Paz. Trata-se de um fato inédito, porque geralmente os shows que mostram balés de óperas são feitos com a utilização de sons mecânicos.





Um concerto lírico, com a Orquestra Jovem Vale Música será regido por Filippe Forget, no dia 22. No dia 23, a soprano Laura de Souza, o barítono Rodolfo Giugliani, e o pianista Paulo José Campos de Melo realizam um Recital Operístico, com iluminação cênica de Lucas Gonçalves e Rubens Almeida.


Já no dia 26 estreia a versão encenada de Carmina Burana, dirigida por Maria Sylvia Nunes, sob a regência de Miguel Campos Neto, tendo Lyz Nardotto, Federico Sanguinetti e Flavio Leite como solistas. Segundo Chaves, a peça de Carl Orff, estreada em 1937, foi o desafio escolhido para o Festival deste ano.


“Escrita como cantata cênica, tornou-se célebre na sua versão de concerto e, ao executá-la na forma teatral, entramos no delicado terreno da aventura e da ousadia: dar vida a textos compostos por trovadores, monges lúbricos desgarrados, bêbados e vagabundos de toda espécie que cantam, poética e livremente, as mutações que envolvem a natureza e a interação que esta provoca nos homens”, afirma.


Além disso, outro fato torna Carmina Burana uma apresentação especial: a direção de Maria Sylvia Nunes. Ágil e inquieta, Maria Sylvia, aos 81 anos, é um verdadeiro mito no Pará – a ponto de ter sido homenageada com seu nome o moderno teatro instalado no complexo turístico da Estação das Docas.

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