Desabamento no Rio: 17 Mortes, buscas por mais vitimas deve continuar
RICARDO COSTA
do BRASIL NOTICIAS, no Rio de Janeiro
Na madrugada de sábado, 28, os trabalhos não pararam, as buscas por corpos foram intensas, foram encontrados dois corpos masculinos, o Corpo de Bombeiros informou que foi feita uma recontagem dos desaparecidos e o número foi alterado de 27 para 22 pessoas.
As buscas foram intensas, e contou com muito esforço das equipes.
"Fizemos uma recontagem com a Secretaria de Assistência Social e chegamos ao número de cinco desaparecidos, e agora faremos um trabalho mais minucioso e detalhado, em alguns casos até manual, porque quase todo o entulho já foi retirado", disse o Comandante do Corpo de Bombeiros, Sergio Simões.
Analisando o estado fisico dos cadáveres retirados o secretário da Defesa Civil do Rio e comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, descartou a possibilidade de encontrar pessoas com vida.
Cães buscam por sobreviventes nos escombros de prédios que caíram no centro do Rio
"Todos os corpos estavam muito machucados. Esse cenário mostra que houve um impacto muito forte da estrutura. Não retiramos nenhum corpo que não tivesse com algum tipo de trauma", explicou.
As Equipes do corpo de bombeiros desistiram de encontrar sobreviventes pois havia focos de incêndio sob os escombros, provocados por vazamentos de gás que ocorreram após o desmoronamento. Um dos corpos estava carbonizado quando foi encontrado pelos socorristas.
Empresa que fazia obras Lamenta
A empresa, Tecnologia Organizacional, seis dos 20 andares do prédio número 44 da Avenida Treze de Maio, em nota lamenta a tragédia no Rio de Janeiro.
O comunicado dirigido a colaboradores, omite as obras que a empresa mantinha no terceiro e no nono andares do edifício e que, segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), eram irregulares.
"Este comunicado chega num momento de profunda tristeza para a comunidade da TO. Lamentamos profundamente as perdas constatadas até este momento e nos solidarizamos diante dos fatos. Nesse momento estamos focados em dar todo o suporte possível às famílias dos desaparecidos. Mas também estamos nos preparando para trabalhar em contingência e restabelecer o mais rápido possível nossa estrutura administrativa", disse a nota.
Vazamento de Gás
O Crea-RJ descartou a possibilidade de um vazamento de Gás seguido de explosão, ter provocado o desabamento. "Essas obras devem ter sido feitas por leigos. Isso é considerado pelo Crea como exercício ilegal da profissão. Só que esse exercício é punido como contravenção, quando deveria ser punido como crime. Mas isso tem que mudar no código penal. Não é o Crea que muda isso.", disse.
O presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro
O presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, afirmou que a última Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) referente ao prédio é de 2008. A ART é um documento por meio do qual o profissional registra as atividades técnicas solicitadas no contrato para a obra onde está trabalhando. Guerreiro explica que não é de responsabilidade do Crea fiscalizar laudos de obra, mas a fiscalização do exercício profissional.
"Quando o profissional não faz a ART ele está errando e a obra está ilegal. Mas às vezes o profissional que faz a obra não é do CREA, nem é engenheiro, nem nada. Aí nós não podemos fazer nada. A última ART que encontramos para aquele endereço datava de 2008", diz ele.
"Há muita confusão entre reforma e obra. Às vezes, nem os próprios técnicos estão alertas sobre o que se pode e o que não pode, mas o especialista está sempre. Ele sabe que uma reforma é uma reforma. Trocar um carpete ou mudar uma aparência ou dar uma melhoria que está dentro do âmbito da reforma não abala a estrutura.", afirmou Agostinho Guerreiro.
Causas do Desabamento
"O ponto comum que a maioria dos especialistas e analistas estão convergindo é que essas obras muito provavelmente acabaram mexendo em alguma parte estrutural do prédio. Mas ainda não existe provas para falar sobre isso, é uma questão de probabilidade. Tem gente falando sobre explosão de gás, que o terreno onde o prédio foi construído era frágil, mas essas probabilidades são muito menores", afirmou Agostinho Guerreiro.


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