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Estudo afirma, Família tem mais poder que os amigos no bem-estar dos jovens

do BRASIL NOTICIAS


Estudo afirma: Família tem mais poder que os amigos no Bem Estar, e Auto-Estima dos Jovens.


A sensação de bem estar e auto-estima dos jovens depende mais das relações familiares do que das ligações entre colegas, que só ocupam o lugar da família quando se ausenta, segundo um estudo de pesquisadores de Portugal.


Mais, qual é a importância da família e dos amigos na auto-estima dos adolescentes? Para conseguir responder a esta questão, a equipe de pesquisadores de um instituto de psicologia Portuguesa inquiriu 900 alunos do 7º, 9º. No final, percebeu que a família tem mais impacto.





“Há uma convicção, mais ou menos generalizada, de que durante a adolescência o grupo de pares acaba por substituir um pouco a família. Mas o que estes dados acabam por mostrar é que isso não é exatamente assim. No que toca ao sentimento de bem-estar, a família continua a ter um papel mais importante do que o grupo”, contou o coordenador do estudo, Francisco Peixoto.


O fato de sentirem que a família os aceita como são, que os apoia quando precisam, em termos efetivos, e que simultaneamente dá autonomia para poderem crescer e se desenvolver, faz com que sintam que são pessoas que têm valor.


Francisco Peixote afirma que o fato de a família dar um contributo maior para a auto-estima que a relação com os colegas não significa que o grupo de amigos não é importante.





"Os amigos são importantes mas, em muitos casos, não conseguem substituir a família: contrariamente aquilo que se faz passar, de que o grupo acaba por preencher o espaço da família, isso não é completamente verdade. Depende das circunstâncias.", disse o pesquisador.


“Se a família cuidar dos filhos que tem continuará a ter esse papel importante, de o jovem se sentir bem com ele próprio”, alertou.


Sobre as características 'ideais' da família, Francisco Peixoto disse que não há um manual de boas práticas, lembrando apenas que na base deve estar a aceitação dos filhos como eles são.





"A questão fundamental é a da aceitação. A ideia de que os pais forçam os filhos a ser aquilo que eles quereriam ter sido, isso não contribui obviamente para uma boa prática familiar, porque o que vai acontecer é que o adolescente é rejeitado pela família, porque a família queria ter outro que não aquele que está ali à frente”, lembrou.

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