O Sol e o Câncer de Pele
do BRASIL NOTICIAS
Para destacar a importância do dia 04 de fevereiro, Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, a Dra. Mara Fragomeni, Dermatologista, compartilha algumas dicas e informação relevante no âmbito deste tema.
A pele vai somando por toda a vida os excessos de sol, ou seja, uma queimadura solar não é capaz, por si só, de induzir um câncer, mas os efeitos ficam gravados, acumulando com o passar doa anos. Os efeitos mais comuns, antes de um câncer, são uma pela seca, pouco elástica com aparecimento de rugas, manchas, sardas e seborreia.
Algumas pessoas sofrem ainda mais com a exposição solar, aquelas de pele clara, olhos claros, cabelo louro ou ruivo, que sofrem mais frequentemente de queimadura solar (e consequentemente o risco de sofrer queimadura solar ou desenvolver um câncer da pele) define os fotótipos cutâneos, que se classificam de 1 a 6.
Além do fotótipo existem outros fatores que aumentam a probabilidade de vir a ter um câncer de pele, designados fatores de risco:
- Fotótipo I/II; presença de sardas;
- História pessoal ou familiar de câncer de pele;
- Imunossupressão (defesas diminuídas, por ex. transplantados);
- Múltiplos sinais (> 50 no tronco);
- Queimaduras solares (em particular na infância/adolescência) ou exposição solar repetida ao longo da vida (por ex: em pessoas com profissões ao ar livre como trabalhadores rurais, pescadores, etc.);
- Sinais Atípicos (com mais de 6 mm, irregulares na forma, bordo e cor).
- Ação antirraquítica (síntese de Vitamina D, indispensável para crianças, mulheres grávidas e pessoas idosas)
- Ativa o processo da melanogénese (através do qual se forma a melanina, pigmento que protege a pele da ação da radiação ultravioleta e confere cor)
- Calor
- Efeito psicoestimulante e antidepressivo
- Efeitos terapêuticos
- Congestionamento
- Insolação
- Fotodermatose
- Fotoenvelhecimento
- Fotossensibilização
- Indução de cancros
Este último, ocâncer está ligado diretamente aos grandes períodos de exposição ao sol sem a devida proteção.
Os tipos mais frequentes são três: o carcinoma basocelular (CBC) em 70% dos casos, o carcinoma espinocelular (CEC) em 18% e o melanoma em 8%.
O CBC é um tumor de baixa malignidade e de evolução lenta que raramente metastiza, que pode atingir outros órgãos. Surge em geral na face e pescoço de pessoas com mais de 60 anos e o aspeto mais típico é o de uma evolução na pele que ciclicamente faz ferida, podendo sangrar.
O CEC é localmente agressivo, como o CBC, mas de evolução rápida e pode metastizar. Predomina nas áreas fotoenvelhecidas de pessoas idosas que passaram grande parte da sua vida ao sol. Caracteriza-se por um nódulo que vai crescendo de semana para semana e está muitas vezes coberto de uma crosta seca e verrugosa. Também ulcera e sangra com frequência.
Embora seja o menos frequente, o melanoma é o mais preocupante porque, se não for detetado precocemente, é muitas vezes mortal. Surge em pessoas mais jovens (em média por volta dos 50 anos), sendo o local mais frequentemente atingido o dorso (costas) no homem e dorso e perna nas mulheres.
A medida mais importante é evitar o sol nas horas de maior intensidade de raios UV, normalmente entre as 11h e as 16h, no verão. Quando isso não for possível então a proteção solar deverá ser feita com roupa apropriada sem esquecer o chapéu e os óculos de sol.
Os protetores solares serão o terceiro nível de cuidados, devendo ter um fator de proteção solar igual ou acima de 15 e, idealmente nos grupos de risco, pelo menos 30. Estes cremes devem ser aplicados generosamente, aproximadamente meia hora antes da exposição solar e reaplicados de 2 em 2 horas. Quando há banho ou transpiração excessiva, é necessária a reaplicação.
Saiba como se proteger do Sol e ter uma boa prevenção contra o Câncer de Pele.
Para destacar a importância do dia 04 de fevereiro, Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, a Dra. Mara Fragomeni, Dermatologista, compartilha algumas dicas e informação relevante no âmbito deste tema.
Fatores de risco
A pele vai somando por toda a vida os excessos de sol, ou seja, uma queimadura solar não é capaz, por si só, de induzir um câncer, mas os efeitos ficam gravados, acumulando com o passar doa anos. Os efeitos mais comuns, antes de um câncer, são uma pela seca, pouco elástica com aparecimento de rugas, manchas, sardas e seborreia.
Algumas pessoas sofrem ainda mais com a exposição solar, aquelas de pele clara, olhos claros, cabelo louro ou ruivo, que sofrem mais frequentemente de queimadura solar (e consequentemente o risco de sofrer queimadura solar ou desenvolver um câncer da pele) define os fotótipos cutâneos, que se classificam de 1 a 6.
Além do fotótipo existem outros fatores que aumentam a probabilidade de vir a ter um câncer de pele, designados fatores de risco:
- Fotótipo I/II; presença de sardas;
- História pessoal ou familiar de câncer de pele;
- Imunossupressão (defesas diminuídas, por ex. transplantados);
- Múltiplos sinais (> 50 no tronco);
- Queimaduras solares (em particular na infância/adolescência) ou exposição solar repetida ao longo da vida (por ex: em pessoas com profissões ao ar livre como trabalhadores rurais, pescadores, etc.);
- Sinais Atípicos (com mais de 6 mm, irregulares na forma, bordo e cor).
Beneficios do Sol
- Ação antirraquítica (síntese de Vitamina D, indispensável para crianças, mulheres grávidas e pessoas idosas)
- Ativa o processo da melanogénese (através do qual se forma a melanina, pigmento que protege a pele da ação da radiação ultravioleta e confere cor)
- Calor
- Efeito psicoestimulante e antidepressivo
- Efeitos terapêuticos
Maleficios do Sol
- Congestionamento
- Insolação
- Fotodermatose
- Fotoenvelhecimento
- Fotossensibilização
- Indução de cancros
Este último, ocâncer está ligado diretamente aos grandes períodos de exposição ao sol sem a devida proteção.
Câncer de pele mais frequentes
Os tipos mais frequentes são três: o carcinoma basocelular (CBC) em 70% dos casos, o carcinoma espinocelular (CEC) em 18% e o melanoma em 8%.
O CBC é um tumor de baixa malignidade e de evolução lenta que raramente metastiza, que pode atingir outros órgãos. Surge em geral na face e pescoço de pessoas com mais de 60 anos e o aspeto mais típico é o de uma evolução na pele que ciclicamente faz ferida, podendo sangrar.
O CEC é localmente agressivo, como o CBC, mas de evolução rápida e pode metastizar. Predomina nas áreas fotoenvelhecidas de pessoas idosas que passaram grande parte da sua vida ao sol. Caracteriza-se por um nódulo que vai crescendo de semana para semana e está muitas vezes coberto de uma crosta seca e verrugosa. Também ulcera e sangra com frequência.
Embora seja o menos frequente, o melanoma é o mais preocupante porque, se não for detetado precocemente, é muitas vezes mortal. Surge em pessoas mais jovens (em média por volta dos 50 anos), sendo o local mais frequentemente atingido o dorso (costas) no homem e dorso e perna nas mulheres.
Dicas de Proteção
A medida mais importante é evitar o sol nas horas de maior intensidade de raios UV, normalmente entre as 11h e as 16h, no verão. Quando isso não for possível então a proteção solar deverá ser feita com roupa apropriada sem esquecer o chapéu e os óculos de sol.
Os protetores solares serão o terceiro nível de cuidados, devendo ter um fator de proteção solar igual ou acima de 15 e, idealmente nos grupos de risco, pelo menos 30. Estes cremes devem ser aplicados generosamente, aproximadamente meia hora antes da exposição solar e reaplicados de 2 em 2 horas. Quando há banho ou transpiração excessiva, é necessária a reaplicação.
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