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Boate Kiss: Ex-gerente nega superlotação na casa noturna

RODRIGO CAMPOS
do JORNAL PRINCIPAL, direto de Porto Alegre, (RS)

"Isso dói muito.", diz ex-gerente da casa noturna durante depoimento.

O sócio da boate Kiss Elissandro Spohr, o Kiko, acompanhou o depoimento de seu cunhado, o ex-gerente da casa noturna , Ricardo de Castro Pasche, no Foro Central de Porto Alegre. Ricardo confirmou que era 'uma espécie de gerente' da casa noturna, durante o depoimento. Em depoimento, o ex-gerente da casa noturna afirmou que lidava diretamente com os funcionários da boate, e que era sócio de Kiko.

Ricardo Pasche chegou a criticar a atuação dos Bombeiros
durante o depoimento.
Segundo Ricardo, todas as pessoas que frequentavam a casa noturna passavam por ele. "Foi um acidente.", disse Ricardo, se referindo aos pais, e a acusação. "Qualquer órgão público que entrasse lá e pedisse a modificação, seria feito. Isso tudo dói muito.", disse em entrevista após a audiência. Pashe negou que havia uma superlotação de pessoas na casa noturna, segundo ele, aproximadamente 750 jovens estavam no local. "Os bombeiros estipularam (a capacidade em) mais de mil pessoas. Mas com a capacidade de 800 pessoas a festa era agradável, o pessoal conseguia caminhar e acontecia um ‘giro’, um pessoal saía e entrava mais gente.", descreveu durante a audiência.

Questionado sobre as saídas da boate bloqueada, o ex-gerente da boate kiss negou que a saída de clientes estivesse bloqueada após o inicio do incêndio. Pasche criticou a atuação do Corpo de Bombeiros e chegou a classificar de 'péssima e horrível'. "Chegaram, não sabiam o que fazer. Se não fosse o pessoal ajudando, teriam morrido muito mais pessoas. Eles chegaram na porta e jogaram uma ‘manga’ d’água. As pessoas estão saindo e tomando uma ‘manga’ d’água na cara.", disse.

Pasche fez duras criticas a atuação dos Bombeiros
chegandoa classificar como 'Péssima e Horrível'.
Pasche explicou que em 2012 os bombeiros estiveram na boate em 2012 para entregar uma notificação de que o alvará contra incêndio estaria vencido. “Eu fui nos bombeiros, recarreguei o extintor, tirei o xerox, paguei a guia, entreguei nos bombeiros e fiquei esperando a visita deles.", disse. Ainda de acordo com o ex-gerente da boate, a vistoria ainda não havia ocorrido e Pasche foi informado de que a boate ainda seria visitada. “Então, para nós, estava tudo OK. Tudo o que precisasse ser feito, nós faríamos.”, contou durante a audiência.

Segundo o ex-gerente da boate seu depoimento foi mal interpretado pela Policia Civil, especialmente quando se referia as atribuições do outro sócio, Mauro Hoffmann. "Eu não li meu depoimento, assinei sem ler. Dei meu depoimento na delegacia, mas depois fui questionado mais um pouco pelo delegado Sandro Meinerz e ele me disse que era só uma conversa informal. Há coisas ali que eu não disse. Ele interpretou da maneira dele.", disse.

O ex-gerente afirmou durante o depoimento que os funcionários da casa noturna não haviam recebido treinamento para emergência. Pasche afirmou que não vê culpados na tragédia, e que tudo foi um acidente. "Quero dizer aos pais, para a acusação, que foi um acidente. Qualquer órgão público que entrasse lá e pedisse a modificação, seria feito.", disse, segundo Pasche, atualmente ele esta desempregado e encontra dificuldades em conseguir um novo emprego.

Espuma

A espuma que estava no teto da casa noturna exalou um gás tóxico
 ao entrar em contato com as chamas do incêndio

Segundo Pasche, a maior obra feita no local foi realizada para atender ao termo de ajustamento de conduta (TAC) do Ministério Público, o motivo do termo de ajustamento de conduta (TAC) era o barulho que estava incomodando moradores das proximidades da casa noturna. O teto da boate foi rebaixado, a espuma foi colocada, e um paredão de pedra atrás do palco, o piso do palco foi levantado para evitar 'vibração sonora'.

De acordo com a Policia Civil, a espuma que estava no teto da casa noturna exalou um gás tóxico ao entrar em contato com as chamas do incêndio, o que teria causado grande parte das mortes. De acordo com Pasche, a espuma foi testada em diferentes pontos da boate, até os moradores pararem de reclamar. "O Kiko encomendava os materiais, eu buscava e os guris da boate instalavam.", contou. Segundo as investigações da Policia Civil, a espuma foi comprada em uma casa de colchões da cidade de Santa Maria.

Acusados

Elissandro Spohr (Kiko), sócio da Kiss
Mauro Londero Hoffmann, sócio da Kiss
Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira
Luciano Bonilha Leão, produtor da banda Gurizada Fandangueira

O Caso

A tragédia da boate Kiss deixou 242 pessoas mortas durante um incêndio na casa noturna de Santa Maria, no interior do estado do Rio Grande do Sul. O incêndio iniciou durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco.

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