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Máfia das Próteses: Policia cumpre mandatos de busca e apreenção

AMANDA DE MOURA
do PRIMEIRAS INFORMAÇÕES, em Porto Alegre, (RS)

O médico ortopedista Fernando Sanchis disse ao 'Fantástico'
 que havia assinado laudos indicando cirurgias
 em nome de outros médicos.
A Policia Civil cumpriu 21 mandatos de busca e apreensão na quinta-feira, 15, em várias regiões do Rio Grande do Sul. A operação policial tem como objetivo combater a máfia das próteses. Na região metropolitana de Porto Alegre, documentos e arquivos foram recolhidos de dois hospitais, Nossa Senhora das Graças, de Canoas (RS), e Dom João Becker, em Gravataí (RS). A Policia também cumpre mandatos em sedes de distribuidores de próteses em clínicas de Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas, no Sul do estado, e na casa de cinco médicos, e de advogados.

Também foi determinado pela justiça a indisponibilidade de bens de seis suspeitos. Nove pessoas, entre elas médicos, tiveram passaportes apreendidos. Os mandatos cumpridos são baseados em apenas 14 processos envolvendo liminares para cirurgias de próteses. A investigação também esta apurando se médicos, advogados, e empresas atuavam em conjunto para fraudar o Sistema Único de Saúde (SUS), e planos de saúde. Segundo a Policia Civil, médicos orientavam pacientes a procurar a Justiça para obter liminares determinando a compra de próteses ortopédicas por valores muito acima dos preços de mercado.

O 'Fantástico', da TV Globo, revelou que, depois de esperar anos na fila do SUS, pacientes procuram os hospitais para uma consulta, os médicos os encaminham para escritórios de advocacia, com documentação falsa  e orçamentos de cirurgia superfaturados, são montados pedidos de liminar para obrigar o governo a bancar os procedimentos.

O delegado Joerberth Nunes afirma que, o prejuízo para os cofres públicos pode chegar a até R$ 2 Milhões de reais, segundo o delegado, a renda dos suspeitos é totalmente incompatível com o total que ganham. "Em uma cirurgia que custava R$ 5 mil, o Estado pagava até R$ 150 mil mediante ordem judicial. Eles enganavam o Judiciário, ganhavam a liminar e dividiam entre si os valores.", explica o delegado.

O médico ortopedista Fernando Sanchis disse ao 'Fantástico' que havia assinado laudos indicando cirurgias em nome de outros médicos. O médico negou receber dinheiro de fornecedores de próteses. Em um caso, uma liminar judicial pede para que o estado bancasse uma cirurgia de coluna em um homem, em Pelotas, o advogado, indicado por Fernando Sanchis entrou com o pedido, orçado em R$ 110 mil. O plano no entanto conseguiu suspender a liminar e realizou a mesma operação por R$ 9 mil reais, uma diferença de até R$ 100 mil reais.

Tal esquema prejudica os pacientes, que depois tem suas liminares rejeitadas, e tem que voltar a fila do SUS.

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