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Indonésia: Brasileiro executado e um segundo no corredor da morte

ISABELA FAGUNDES
do PRIMEIRAS INFORMAÇÕES, direto de Curitiba, (PR)

Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, executado na
Indonésia.
FOTO: Arquivo Pessoal
Um pais em que o tráfico de drogas é motivo para pena de morte, famílias desesperadas, amigos, e conhecidos, ONGs de defesa dos direitos humanos, e até uma presidente da república pedindo clemencia como mãe, e não como chefe de estado, mais, na Indonésia é assim, traficou, é corredor da morte, o pais não acredita em uma segunda chance. A vitima foi o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, executado na madrugada de domingo (18) na Indonésia– 15h31 de sábado (17), pelo horário de Brasília. O método utilizado é o fuzilamento.

Marcos foi preso em 2004 ao tentar entrar com 13 quilos de cocaína escondidos em um tubos de uma asa delta. A droga acabou sendo descoberta pelo Raio X, no Aeroporto Internacional de Jacarta. O brasileiro conseguiu fugir do aeroporto, porém duas semanas depois foi preso pela Policia da Indonésia, e condenado há pena de morte.

Após anos de lutas, pedidos de clemencia, a família viu Marcos Archer Cardoso Moreira ter sua vida interrompida aos 53 anos de idade. O brasileiro acreditava em uma segunda chance, se dizia arrependido e queria servir de exemplo, em especial para os jovens usuários de drogas. "Meu sonho é sair daqui, voltar para o Brasil e expor meu problema para os jovens que estão pensando em se envolver com drogas (...) Quero voltar para o meu país, pedir perdão a toda a minha nação e ensinar para os jovens que a droga só leva a dois caminhos: ou à prisão ou à morte”.


Joko Widodo, assumiu a presidência da Indonésia,
e prometeu tolerância zero com traficantes.
Em outubro de 2014, Joko Widodo, assumiu a presidência da Indonésia, e prometeu tolerância zero com traficantes de droga. "As execuções dos condenados vai mandar uma mensagem a todos os envolvidos com drogas de que a Indonésia é séria em combater esse crime. Eu espero que as pessoas entendam que estamos tentando salvar a Indonésia dos perigos das drogas”, disse o procurador-geral Muhammad Prasetyo. Um nigeriano, malauiano, uma vietnamita e uma indonésia enfrentaram a severa pena de morte da Indonésia.

A presidente Dilma Rousseff ligou para Joko Widodo pedindo clemencia, segundo o Planalto, Dilma disse no telefonema que pedia não como chefe de estado, mais como mãe, cidadã, porém Widodo, presidente da Indonésia afirmou que 'lamentava muito' os pedidos da presidente, mais não podia fazer nada. Dilma ainda disse que a execução do brasileiro poderia abalar as relações entre Brasil e Indonésia.

"A Presidenta Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico  como na carta enviada, posteriormente, por Widodo.", disse em nota o Planalto. "Nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada. O Embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas.", disse a nota.


Segundo Brasileiro próximo de ser executado


Rodrigo Muxfeldt Gularte, surfista de 42 anos,
o outro brasileiro condenado à morte na Indonésia.
FOTO: AP
Rodrigo Muxfeldt Gularte, surfista de 42 anos, o outro brasileiro condenado à morte por tráfico de drogas na Indonésia. A família tenta adiar a execução do brasileiro através um laudo médico. O documento está sendo levado para Jacarta, na Indonésia, por uma prima de Gularte.

Segundo a família, o surfista esta com 'grave doença mental'. "Agora estamos lutando para que ele seja transferido para um hospital psiquiátrico", afirmou ela, que contou já ter ido à Indonésia oito vezes para ver o filho. "Visitei-o todas essas vezes, mas contato por telefone é raro, não há permissão. A gente tem notícias através da Embaixada e do governo também.", disse Clarisse, mãe de Gularte, em entrevista a Globo News.

"Lá a prisão é relativamente boa, eles têm liberdade entre as grades, os guardas são muito educados. Mas da última vez que eu o vi ele tinha emagrecido 13 quilos.", lembra. 

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