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Aliado de Cunha, Paulinho entrará nesta quarta no Conselho de Ética da Câmara

do BRASIL NOTICIAS, em BRASÍLIA, (DF)

O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) entrará
 nesta quarta-feira, 4, no Conselho de Ética da Casa.
Foto: Reprodução
O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) entrará nesta quarta-feira, 4, no Conselho de Ética da Casa. Paulinho da Força, como é conhecido, substituirá o deputado Wladimir Costa (SD-PA). Costa deverá renunciar a vaga no colegiado alegando problemas de saúde. Wladimir passou por cirurgias de coluna.

Diferentemente do que acontece em outras comissões, membros do Conselho de Ética não podem ser substituídos, a não ser em casos de renúncia ou morte.

Inicialmente, a ideia de Paulinho era substituir Wladimir Costa ainda nesta terça-feira (3), o que não foi possível porque o deputado paraense não apresentou sua renúncia a tempo.

Paulinho diz que integrará o conselho para acompanhar de perto a representação que apresentou na semana passada contra o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que deve ser logo remetida ao colegiado. A interlocutores afirmou que, compondo o conselho, "resolve logo dois problemas de uma vez".

Nesta terça-feira, além de dar início ao processo de Cunha, o Conselho de Ética sorteou seis membros para relatar os casos dos deputados Alberto Fraga (DEM-DF) e Roberto Freire (PPS-SP).

Para o processo contra Fraga foram sorteados Betinho Gomes (PSDB-PE), Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) e Washington Reis (PMDB-RJ). Para o caso Freire: Paulo Azi (DEM-BA), Leo de Brito (PT-AC) e Vinícius Gurgel (PR-AP), este último também sorteado para o processo de Cunha.

Fraga e Freire são acusados pelo PCdoB de agredir a líder da bancada do partido, Jandira Feghali (RJ), após um bate-boca no plenário durante a votação da Medida Provisória 665. Na ocasião, Fraga disse que mulher que "bate como homem tem que apanhar como homem também".

Jandira perguntou por que a representação chegou tão tarde no Conselho, já que foi protocolada na Mesa Diretora no dia 13 de maio deste ano e só foi devolvida ao colegiado em 28 de outubro. A líder disse entender que havia uma intenção do comando da Casa de "embolar" os trabalhos no Conselho. "É uma posição política clara da Mesa", afirmou.

"Quando vossa excelência entender, vossa excelência me explique", respondeu o presidente do colegiado José Carlos Araújo (PSD-BA). "Não posso explicar o inexplicável", emendou.

Com informações Estadão Conteúdo.

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